Sábado, 25 de Julho de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 25 Jul 2009, às 22:37

" Este governo teve um mérito que não me lembro de ter visto em qualquer governo anterior: acabar com o mito de que a esquerda é indecisa, titubeante, gastadora, perdedora, sem vontade, niveladora por baixo e não reformadora. Este governo apostou nas tecnologias de informação, na formação e na avaliação".

 

(Sofia Loureiro dos Santos, no SIMplex)

 

O socialismo versão socrática, além da crença no mito da "vontade", vive completamente deslumbrado com a "informatização da sociedade portuguesa". Exemplo disso é o texto escrito pela Sofia Loureiro dos Santos, no SIMplex, onde a veneração pelas tecnologias da informação assume contornos de idolatria ideológica: a informatização da administração pública, como das empresas, é obviamente um imperativo de desenvolvimento; o que este texto não refere é que a informatização em si - do que seja - não resolve nada, se não houver uma adequação dos meios às literacias dos utilizadores, e se a aposta nas TI's não for acompanhada de modelos de gestão válidos.

 

 

Aquilo que a SLS escreve no SIMplex, sobre "SNS e informática" não está em si errado (passe o tom propagandistico); no campo da técnica, não há quem não defenda a utilidade de um processo clinico electrónico, ou de uma maior integração entre os centros de saúde e as unidades hospitalares; o que me preocupa é a forma como se acredita que a aposta nas TI's pode ter a extensão que aí se refere, como se o SNS fosse sobreviver em função daquilo que venha a ser a "informatização" dos diversos processos de funcionamento no sector. 

 

Discordo que se faça de uma mera decisão técnica, todo um programa político. Como se o problema de Portugal fosse tecnológico, e não de ausência de literacias. Como se as deficiências dos processos na administração pública, na Saúde, ou noutros, se solucionassem por mera introdução de TI's no sistema.

 

A raiz do erro socrático nesta matéria é o de sempre: a ideia de que soluções simples, assim "muito século XXI", como "vontade" e "informática", resolvem problemas complexos. Como se a "vontade política", ou a aposta em hardwares e softwares tivessem o condão de, com um passe de mágica, resolver as dificuldades estruturais de um país pobre, sem grandes recursos, e onde há cada vez mais menos valências no plano da competitividade.

 

E a competitividade não depende da "vontade política", nem do "investimento público", nem da "aposta em novas tecnologias". Depende, sim, de drivers pouco simpáticos para o socialismo centralizador. A competividade assenta na inovação dos agentes privados, na diminuição da carga fiscal, na educação, na libertação do tecido económico do peso da burocracia e, sobretudo, na livre concorrência, que não pode ser distorcida pelas intervenções governamentais ou dos agentes públicos. 

 

Pior que um PS socialista, ou pelo menos tão mau, é este PS que vive deslumbrado com a tecnologia, que exibe uma constante paixão pela tecnocracia. 

 


12 comentários:
De NP a 26 de Julho de 2009 às 00:09
"A competividade assenta na inovação dos agentes privados, na diminuição da carga fiscal, na educação, na libertação do tecido económico do peso da burocracia e, sobretudo, na livre concorrência, que não pode ser distorcida pelas intervenções governamentais ou dos agentes públicos"

Não podia estar mais de acordo.
Vamos ver o que fez o actual governo.

1. "inovação dos agentes privados"
Introdução do Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial, o qual consiste numa importante dedução em IRC das despesas realizadas pelas empresas com actividades de I&D. Já existiu no passado, foi prontamente descontinuado pelo governo PSD e reintroduzido pelo actual governo, com resultados facilmente comprováveis numa simples pesquisa pelo Google.

2. "diminuição da carga fiscal"
Neste momento de crise internacional, foi já possível reduzir parcialmente a taxa de IVA, sendo provável que ocorram descidas adicionais no médio prazo. A alternativa social democrata, a este nível, foi o inexplicável congelamente de salários, protagonizado por Manuela Ferreira Leite, o aumento de impostos e a maquilhação de valores de déficit mediante a realização de um negócio com o Citigroup altamente lesivo para o país.

3. "educação"
Diversas alterações e actualizações ao programa do ensino básico, onde se inclui a introdução do inglês. Introdução de importantes apoios à formação profissional e da obrigatoriedade dos empregadores promoverem a realização de um número mínimo de horas de formação anuais. Criação de um programa de prevenção do abandono escolar prematuro, atribuindo a possibilidade de concluir o 12º ano com uma formação orientada para uma actividade profissional. Lançamento de um programa de validação e certificação de competências.

4. "libertação do tecido económico do peso da burocracia"
Criação de empresa na hora. Introdução de um vasto conjunto de diversos serviços on-line para agilização e simplificação de processos por parte das empresas.

Quer que continue?

O "deslumbramento pela tecnologia" de que fala não faz qualquer sentido. Só um teórico muito afastado da realidade concebe uma alteração ou mudança estrutural sem o impulso conferido pela introdução do hardware e software que lhes estão subjacentes.

Sem nunca ter liderado qualquer empresa, sei que, se quiser promover uma mudança de processos ou de métodos de trabalho, não a conseguirei fazer por simplesmente dizer às pessoas para a fazerem: terei que dotar a minha organização das ferramentas necessárias, permitir a sua familiarização e apenas depois colocar em prática as alterações pretendidas.

Admito que a sua abordagem teórica me deixou surpreendido. Sei que a blogosfera é um espaço onde qualquer pessoa, com maior ou menor grau de experiência ou conhecimento, pode manifestar as suas opiniões.

Mas confesso que nunca imaginei que se conseguisse fazer um post, especialmente num blog com esta visibilidade, onde a teoria se afastasse tanto de realidades simples e facilmente observáveis.


De Rodrigo Adão da Fonseca a 26 de Julho de 2009 às 13:23
Caro NP,

Este post refere a excessiva importância que a governação socialista deu à "informatização", lançada como um programa político, mas que não foi acompanhada de uma adequada implementação. O exemplo típico são os hospitais, onde de facto a única iniciativa decente, levada a cabo pelo hospital S. Sebastião, na Feira, premiada internacionalmente, nem sequer é do conhecimento da propaganda socialista, e levou a que boa parte dos responsáveis por um feito inédito - destacado pela Microsoft - tivessem abandonado o Hospital.

O que temos é a convicção, expressa politicamente, que atirando computadores e software, se dá um salto tecnológico. E não é assim. "Panaceia", expressão de origem grega, significa "remédio para todos os males". E tem sido essa a abordagem política do PS: para modernizar, basta informatizar.

Quanto aos seus outros comentários:

1. Do ponto de vista fiscal, a lei de I&D permanece, a única coisa que foi reposta foi o SIFIDE, cujos trâmites conheço bem, e aquilo não é nenhum incentivo à inovação, mas uma forma de subisdiar encapotadamente certas empresas.

2. O IVA, para sua informação, no início da legislatura, estava nos 19%. Agora está a 20%. É verdade que já esteve nos 21%, mas não deixa de haver, no consulado socialista, um agravamento efectivo desta forma de tributação. Acrescente aí o ataque que foi feito em sede de impostos petrolíferos que, mesmo na alta do petróleo, o PS optou por manter na banda mais gravosa que a lei possibilita. O que os números dizem é que a percentagem do PIB traduzida em impostos cobrados aumentou, e não diminuiu: esse é dinheiro retirado às empresas e às famílias, logo, menos consumo e investimento privado... Esse é um facto, não uma opinião.

3. Se o meu amigo está satisfeito com o que tem sido feito em sede de Educação, não vou ser eu que o vai "desconvencer"...

4. Concordo que o programa de desburocratização funcionou bem, assim como a actuação com os serviços de notariado. Agora, os grandes obstáculos burocráticos permanecem, sobretudo os que dizem respeito aos licenciamentos das actividades industriais, e à tramitação urbanística e ecológica, onde qualquer projecto morre não haja persistência.

Finalmente, diz-me que, e cito:

"Mas confesso que nunca imaginei que se conseguisse fazer um post , especialmente num blog com esta visibilidade, onde a teoria se afastasse tanto de realidades simples e facilmente observáveis."

Engana-se. A realidade mostra que se gastaram milhões com a obsessão socialista pelas tecnologias, sem resultados palpáveis. E mais, no SIMplex é que podemos encontrar um texto onde meros upgrades tecnológicos são elevados à categoria de "políticas públicas".

Eu estou à vontade: enquanto coordenador do Fórum Portugal de Verdade sobre Saúde, divulguei em Março - já lá vão uns meses - um documento sobre Políticas em Saúde, que foi objecto de escrutínio por mais de duas dezenas de especialistas em Saúde, desde professores universitários (da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Católica), dirigentes de hospitais públicos e estabelecimentos privados de renome (Hospital de S. João, Espírito Santo Saúde, Mello Saúde, União das Misericórdias), ex-Ministros, ex-Secretários de Estado, Bastonários de várias Ordens (Médicos, Enfermeiros, Farmaceuticos), consultores privados (Deloitte), entre outros. Eu não falo do que não sei, e fundamento aquilo que faço:

http://www.psd.pt/archive/doc/Novos_Rumos_para_a_Saude.pdf

http://www.psd.pt/archive/doc/resumoSAUDE.pdf

O documento final está em fase de preparação, já incorporando os comentários efectuados na segunda sessão, de Julho, e reflecte um trabalho sério do PSD, e que mereceu um feedback significativo, mesmo na blogosfera.

Compare a qualidade do painel de Saúde do Fórum Portugal de Verdade e do Fórum Novas Fronteiras sobre o mesmo tema, e retire as suas conclusões...




De NP a 26 de Julho de 2009 às 15:22
Adoraria perder algumas tardes a tentar explicar-lhe a origem, factual e não político-partidária, do seu erro.

Infelizmente, não disponho de tanto tempo.
De todo o modo, não quero deixar de transmitir alguns dados.

A informatização de escolas, hospitais e outros serviços públicos, nunca foi efectuada de forma isolada, i.e., encontra-se enquadrada num esforço que engloba outras iniciativas, dentro das quais se inclui, necessariamente, a referida informatização.
Na sua perspectiva, ou talvez por lhe agradar mais nesta época pré-eleitoral, você vê esta iniciativa de forma isolada. É errado e apenas demonstra falta de informação.

Ao referir que conhece bem o SIFIDE não pode estar, seriamente, a falar verdade. É que não podia calhar melhor, porque trabalho com o referido sistema de incentivos desde a sua criação, e se você de facto conhecesse, nem que fosse superficialmente, este sistema, saberia, no mínimo, que este sistema não subsidia empresas.
Para além disto, também saberia que as empresas abrangidas por este sistema atravessam praticamente todos os sectores de actividade e todas as dimensões e tipologias de empresa, e não as "certas empresas" que refere (pode especificar um pouco, ao invés de lançar suspeitas levianas sobre as tais "certas empresas"?).

O motivo do aumento do IVA de 19% para 21% prende-se com motivos distintos daqueles que Manuela Ferreira Leite alegou para o subir de 17% para 19%. É que esta subida de IVA, bem como de outros impostos, teve que ser feita após o desvario que foi a governação PSD / CDS, com vários exemplos de negócios ruinosos para o Estado e para as gerações vindouras, pelos quais continuamos a pagar (por exemplo, Citigroup, rede fixa da PT, entre outros). Ademais, no que toca à subida preconizada por Ferreira Leite, de 17% para 19%, há que referir que esta foi acompanhada de um congelamento salarial, que deixou literalmente de mãos atadas parte significativa da população (a propósito, acha plausível aumentar impostos num cenário de congelamento de salários?).
Conclui-se, portanto, que também é um facto e não uma opinião que o reforço de alguns impostos foi uma obrigação e não uma opção, a qual começa agora a ser lentamente invertida, depois de, inteligentemente, se ter começado a implementar medidas efectivas de execução e cobrança das dívidas fiscais.

Se me quiser "desconvencer" em relação às políticas educativas, apresente factos e concretize-os. No entanto, como refere e com razão, não vai conseguir "desconvencer-me" com suspeições, indicações, opiniões e argumentos de fraco ou nulo fundamento.

Adicionalmente, reclama da desburocratização e desmaterialização de processos para empresas e particulares. Reconhece que houve trabalho feito neste domínio, mas exige mais.
Gostaria de saber se acha que em 4 anos se reformulam todos os procedimentos e métodos da administração pública. Adicionalmente, esclareça-me quais foram as mudanças introduzidas pelos governos PSD neste domínio, já que parece tão desagradado com as mudanças operadas pelo actual governo.

Termino com um apelo à inteligência. Não à sua, mas à colectiva.

Tal como referi no meu comentário anterior, é um erro básico acreditar que as reformas de procedimentos, de introdução de tecnologias, ou de mudança organizacional produzem "resultados palpáveis" no tempo de uma legislatura.

Essas mudanças têm que ser vistas numa perspectiva mais ampla, cujos benefícios apenas podem ser observados e avaliados no longo prazo.

Continue a trabalhar nos seus painéis e os elementos do Novas Fronteiras farão o mesmo. Não nego que essas iniciativas não sejam importantes, mas todos sabemos que as suas conclusões são sempre um pouco enviesadas em função do que se pretende transmitir.


De Anónimo a 26 de Julho de 2009 às 17:12
Quando fala do "desvario que foi a governação PSD / CDS" refere-se àquele governo que sucedeu ao dois governos do PS, de que José Sócrates fez parte em várias pastas, e que foi forçado a governar mais cedo do que o calendário eleitoral previa, em virtude da demissão (quase inédita, não fosse o caso de Pinto Balsemão, nos idos 80) do primeiro-ministro?
Acha sério responsabilizar um partido e, em concreto, uma ministra que esteve, nos últimos 14 anos (Out 1995/Set 2009), APENAS dois anos no poder (Abr 2002/Jun 2004)?


De NP a 26 de Julho de 2009 às 20:14
Exactamente: refiro-me a esse governo.

Como penso que será óbvio para qualquer pessoa, o tempo que uma pessoa esteve em cargos de poder é pouco relevante para a análise das suas decisões.

Isto é, eu posso demorar 1 mês ou 10 anos para conseguir avaliar o melhor ou pior impacto de uma determinada medida. Mas a qualidade da medida em si nada tem a ver com o tempo que o seu responsável ocupou no exercício de funções.

Os casos mais conhecidos estão permanentemente a ser repetidos, não vale a pena abordá-los aqui. Em apenas dois anos, Manuela Ferreira Leite conseguiu protagonizar alguns dos negócios e operações mais desastrosos de que já se ouviu falar. Inclusivamente, se nalgumas situações é difícil quantificar, atribuir um valor, ao benefício ou prejuizo que representou determinada medida política, no caso de algumas das decisões de Manuela Ferreira Leite isso até é possível, bastando para tal fazer umas contas (ver, a este título, o negócio do Citigroup ou o da venda da rede fixa da PT, entre outros) e alcançamos um simpático valor para uma factura com que todos nós ficámos.

Já agora, como até temos números, eu lanço-lhe uma outra questão: avaliando o que foi feito nos tais singelos e curtos dois anos que refere, bem como o impacto que as decisões tomadas na altura ainda têm para o país (e irão continuar a ter), não acha que seria absolutamente catastrófico se esta catadupa de decisões erradas num espaço de dois anos fosse multiplicada por quatro ou oito anos?


De Rodrigo Adão da Fonseca a 26 de Julho de 2009 às 21:39
Se trabalha com o SIFIDE desde a sua criação, fa-lo de que lado? É que lhe garanto que o SIFIDE está totalmente deturpado, e digo-o sem reservas. Só posso admitir que eventualmente o meu caro NP não conheça tudo o que se passa à sua volta. Ou acredita mesmo que alguém investe em inovação, por causa do SIFIDE? O que uma boa parte dos beneficiários faz, e falo só do que conheço, é "encaixar" investimentos já feitos para "aproveitar" o benefício. E o mecanismo de apresentação de candidaturas tem muito que se lhe diga. Se quiser identificar-se, poderemos até ter conversas muito interessantes sobre o SIFIDE. E olhe que conheço bem o tema, infelizmente bem demais, não falo dele superficialmente...

Quanto ao seu comentário:

"Continue a trabalhar nos seus painéis e os elementos do Novas Fronteiras farão o mesmo. Não nego que essas iniciativas não sejam importantes, mas todos sabemos que as suas conclusões são sempre um pouco enviesadas em função do que se pretende transmitir".

Engana-se. No Fórum Portugal de Verdade todos os intervenientes puderam exprimir livremente a sua opinião, que foi registada e usada na emissão dos documentos intercalares e no final. A menos que ache que pessoas como a Isabel Vaz, presidente da Espírito Santo Saúde, o Prof. António Ferreira, presidente do Hospital de S. João, o Professor Pedro Pitta Barros, catedrático da Universidade Nova, o Professor Miguel Gouveia, associado da Universidade Católica, Filipe Simões de Almeida, partner da Deloitte responsável pelo sector público, e os diversos bastonários, entre outros, deixam a sua opinião ser enviesada e manipulada.


De NP a 27 de Julho de 2009 às 13:37
Caro Rodrigo,

Deixe-me que lhe diga, antes de mais, que você está quase a atingir o título de campeão da demagogia barata. Eu peço-lhe para concretizar as suas insinuações levianas, você não o faz. Solicito-lhe para apresentar factos para as suas afirmações, e você foge para outras afirmações, ignorando as questões que lhe são colocadas. Desafio-o a fundamentar as suas opiniões, o Rodrigo continua a debitar frases feitas como se ninguém o tivesse confrontado com os seus erros.

Debater assim é simples, mas é nulo em conteúdo e extremamente cansativo para quem está a tentar acompanhá-lo.

Aliás, deixe-me que lhe diga, está quase a conseguir vencer-me nesta simples troca de argumentos. Não pelos argumentos em si, mas pelo cansaço. É que não há tempo nem paciência que chegue para assistir (e, principalmente, para tentar dar algum tipo de resposta) ao desfilar de insinuações, opiniões infundadas e argumentos falaciosos que apresenta.

Teima na questão do SIFIDE. Não concretiza as insinuações que fez, nem comenta o erro que lhe foi apontado.

No entanto, afirma com espanto que os beneficiários deste sistema aproveitam-no para os "investimentos já feitos". Grave erro. É que, de facto, o SIFIDE destina-se exclusivamente a investimentos já feitos, pelo que não lhe deverá causar qualquer espanto.

E ainda aproveita para lançar outra insinuação, mas sempre sem a concretizar: “E o mecanismo de apresentação de candidaturas tem muito que se lhe diga”… Sim? O quê? Explique, concretize de uma vez, fale sem medo! Convém é que saiba do que fala, isso talvez já seja mais difícil.

Sinceramente, não há paciência para tanta leviandade nas palavras, tanta falta de fundamento nas opiniões, tanta ausência de realidade nas teorias que apresenta.

Já que tocou nesse assunto (ignorando todos os outros que referi nos comentários anteriores), aproveito para referir que não me enganei e que nada do que indicou sobre o Fórum Portugal de Verdade me fez alterar o que eu tinha dito anteriormente (e que, aliás, citou no seu comentário).


De Rodrigo Adão da Fonseca a 27 de Julho de 2009 às 23:21
Caro NP,

Identifique-se, e terá a oportunidade de ouvir o que tenho para dizer sobre o SIFIDE. É fácil fazer afirmações sob anonimato, não é? Diga quem é, e o que faz, onde, como eu o faço aqui, e nos outros sítios onde escrevo, e poderá participar de um debate transparente. Se trabalha com o SIFIDE, identifique-se. Eu falo do que sei, na primeira pessoa, não me escondo.

Quanto ao facto de não mudar de opinião sobre o Fórum, isso só prova a sua má fé. Porque pessoas independentes, sem partido, que participaram no Fórum, consideraram que ele foi altamente válido precisamente porque não foi condicionado a nenhum resultado, visou, sim, permitir que o PSD ouvisse a opinião de quem lá foi.


De NP a 28 de Julho de 2009 às 14:23
As suas afirmações são incríveis. Irei reter algumas delas para memória futura, acaso venha a ocupar algum lugar de destaque.

Então para si, os argumentos e os factos só ganham relevância, se quem os transmite se identificar? Os erros que lhe são apontados deixam de ser erros porque quem lhe está a chamar a atenção não lhe indica o nome? Se a isso acrescentar a minha morada ou o meu peso, ganho mais credibilidade?...

Se me promete que explica o porquê da catadupa de erros que comete na sua argumentação em troca de uma identificação, cá vai uma: José Silva, da Sociedade Silva & Silva, S.A. Agrada-lhe? Já ficou satisfeito?

Entre criar uma identificação para a blogosfera, como muitos (legitimamente) fazem, eu prefiro manter o meu anonimato. É um direito que me assiste. Só na sua cabeça é que a opinião, a comunicação de factos ou a indicação de erros básicos de argumentação perde ou adquire valor ou legitimidade mediante a identificação do transmissor.

Será que no boletim de voto, em Setembro, para o meu voto ser válido deverei indicar o meu nome? Se eu fosse o Rodrigo, ia já à Comissão Nacional de Eleições solicitar a alteração dos boletins, para não se cometer o grave erro de os cidadãos expressarem a sua preferência sem se identificarem devidamente!


De Luís a 26 de Julho de 2009 às 00:28
«(...) se não houver uma adequação dos meios às literacias dos utilizadores (...)»

Correctíssimo.


De Laranjada Ovarense a 26 de Julho de 2009 às 00:51
E um escrutínio à forma como o PYeSSE contribuiu para "alertar" todo o SNS?
Ou como tem vindo a ser feita a informatização do SNS nos últimos 20 anos?
Ou ainda a distribuição de equipamento clínico pelos estabelecimentos do SNS em função de compromissos eleitorais?
Ou ainda como a directiva de livre circulação de pacientes no espaço europeu vai influenciar o futuro da prestação de cuidados de saúde?
Isso é que era fazer política.
Agora atirar para o ar bojardas tipo "A competividade assenta [...] na livre concorrência, que não pode ser distorcida pelas intervenções governamentais ou dos agentes públicos. " só explica a (ir)relevância dada a certos documentos.
É que há documentos que chocam até aos militantes mais empedernidos, meu caro senhor!


De Laranjada Ovarense a 26 de Julho de 2009 às 10:52
Ora nem de propósito ...
There are, however, no examples of successful health care based on the principles of the free market, for one simple reason: in health care, the free market just doesn’t work. And people who say that the market is the answer are flying in the face of both theory and overwhelming evidence.
http://krugman.blogs.nytimes.com/2009/07/25/why-markets-cant-cure-healthcare/


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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