Sábado, 22 de Agosto de 2009
publicado por Maria João Marques em 22 Ago 2009, às 21:01

Concordo com Elisabete Joaquim: Manuela Ferreira Leite é, como política, algo radicalmente diferente, e para melhor, do que temos sido habituados (e, na verdade, que temos consentido).

 

Ouve-se MFL e sentimo-nos tratados como adultos. O contraste com Sócrates é inevitável. Sócrates não responde nunca ao que lhe pergunta: finge que lhe perguntaram aquilo cuja resposta decorou no gabinete com os assessores. Sócrates inventa toda uma realidade e até diz que, no meio da desgraça conjuntural e estrutural, estar muito contente consigo próprio. Por fim, parece convencido da necessidade de (e da sua capacidade para, o que resulta mais surpreendente) inspirar optimismo nos tolinhos dos portugueses, confiança no futuro, ânimo, uma réstiazinha de felicidade; enfim, se não olharmos enlevados para Sócrates e o seguirmos cegamente caminharemos a bom passo para o precipício. Sim, Sócrates trata-nos como crianças, pequenas, a quem a realidade deve ser escondida para não provocar pesadelos à noite e, de qualquer forma, também não teriam maturidade para a entender; mais vale uma cara alegre e fingir que estamos no melhor dos mundos.

 

Eu, claro, não decido pelos outros, mas para mim gosto de ser tratada como adulta. É sempre um bom início.


2 comentários:
De Carlos Pimentel a 23 de Agosto de 2009 às 17:40
É tudo uma questão de "sensações"; MFL acha que o povo «sente» que há escutas na Presidência e pouco ou nada importa saber se as há de facto. Já a Maria João «sente-se» adulta ao escutar coisas deste calibre e acha tudo isso muito refrescante; ai, ai, pergunto-me é se não fará demsiado calor para os seus lados...


De Maria João Marques a 23 de Agosto de 2009 às 23:53
Carlos Pimentel, imenso calor, garanto-lhe. Mesmo com este Verão ameno, um final de gravidez faz transpirar muuuuuito.

Quanto ao resto, sendo popular: não há fumo sem fogo.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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