Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
publicado por Ana Margarida Craveiro em 26 Ago 2009, às 22:11

 

Vamos dividir o meu post anterior em duas partes. Primeiro, a educação "facilista". O Pedro Duarte faz um bom resumo das supostas reformas deste governo. Vou transcrever só dois pontos:

 

1) Estatuto do Aluno (o tal das nove negativas que não direito a chumbo, as faltas que não importam particularmente, etc.)

2) Manipulação estatística: ora os números camuflam uma realidade bem mais negativa, ora não estão acessíveis.

 

Chega para vos incomodar? A mim incomoda. Não é por se estender o ensino obrigatório até ao 12.º ano que passamos a ter gente bem qualificada. A qualidade não é o mesmo que quantidade, particularmente quando não há quaisquer critérios de exigência académica. Não serve de nada termos mais uns milhares de portugueses com o 12.º ano se continuarem a não conseguir ler um texto, a não saber escrever uma carta, a não conseguir fazer operações básicas de cálculo, entre tantas outras coisas cada vez mais esquecidas.

 

Agora, em relação à licenciatura: só para relembrar, o caso está aqui resumido. Já tem honras de enciclopédia e tudo. Dirão que o (mau) carácter privado nada tem que ver com a política pública. Ah, meus amigos, se o mundo fosse tão simples. É evidente que, por mais que um homem se divida, e se tente projectar em contextos diversos, aquilo que ele é tem impacto naquilo que faz. As decisões que toma, a maneira como analisa as situações, a própria visão que tem da sociedade, derivam também da sua identidade. Não é por acaso que se costuma fazer a fatal pergunta de "compraria um carro a este homem?". O carácter é uma parte fundamental da análise política. Distorcer esta realidade é viver num mundo de fantasia. Incomoda-vos que o actual Primeiro-Ministro pareça ter uma relação difícil com a verdade e com a exigência? Pois, a mim também.


1 comentário:
De FNV a 27 de Agosto de 2009 às 01:35
Só uma curiosidade: por que está o "meu" Liceu José Falcão ( moro a 20 metros) na fotografia. A Ana também lá andou?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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