Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 27 Ago 2009, às 00:36

A partir de hoje a campanha muda de tom. José Sócrates e o PS deixam de ter o alibi de acusar o PSD de não ter um programa, e de estar a querer assumir a governação sem explicar ao que vem. O programa do PSD que hoje é apresentado tem uma abordagem que vai dificultar, e muito, quem vive a argumentar nas nuvens, e gosta de dissertar a partir do nada. 

 

São várias iniciativas e medidas concretas que o PSD se compromete a cumprir, sem rodeios, e sem demagogias. Medidas que dizem algo aos portugueses, e que os eleitores podem medir.

 

A partir de hoje, acabaram-se os simplismos, as campanhas fáceis feitas em gabinetes de comunicação, os gráficos e as estatísticas que falam aquilo que lhes pede quem as apresenta.

 

Até hoje, Portugal e os portugueses puderam avaliar o consulado de Sócrates, e conhecer o programa do PS. Têm agora um mês completo para conhecer aquele que é o compromisso do PSD para a sua governação.

 


6 comentários:
De Carlos Faria a 27 de Agosto de 2009 às 09:32
Confesso que estou a aguardar ansiosamente este programa. Depois da forma como foi gerida a questão das listas de deputados - pior cotadas por inclusões duvidosas do que por exclusões de adversários - se a proposta for consistente, compreensível, justa e fomentadora de esperança, pode ser a hipótese de Portugal mudar de rumo; caso contrário, pode o ps perder a maioria absoluta, mas manterá a sua arrogância e demagosia enquanto corrói as bases da economia nacional de longo prazo


De JPP a 27 de Agosto de 2009 às 10:12
Deve ser cá um programão...


De Rodrigo Adão da Fonseca a 27 de Agosto de 2009 às 13:47
Caro JPP,

O programa do PSD é normalíssimo. É essa a sua maior virtude. É normalíssimo, e executável. Não promete o Céu e a Terra sem esforço.


De Mário Cruz a 27 de Agosto de 2009 às 18:52
Oh JPP, programão era o do PS em 2005. Ficou TODO por executar, quer uma cópia dele para a sua colecção?


De Zé dos Montes a 27 de Agosto de 2009 às 15:21
Para ser genial bastava incluir a promessa de penas de prisão efectivas para a corrupção, multas e OBRIGATORIEDADE DE DEVOLUÇÃO DO QUE FOI GANHO COM A CORRUPÇÃO.
Responsabilização dos políticos pelos seus actos - exemplo se a auditoria do tribunal de contas à Concessão do Tribunal de Alcântara considera que foi muito lesivo para o estado, não é necessário haver prova de corrupção, os responsáveis pelo contracto têm de ser responsabilizados (de igual modo ao que acontece agora com os juízes)
Indexação dos ordenados dos titulares de cargos públicos (incluindo os institutos e empresas em que o estado é accionista) ao salário mínimo nacional com um tecto máximo.
Revogação da lei dos projectos PIN e avaliação dos que foram aprovados.
Será que há coragem?


De Joaquim Amado Lopes a 27 de Agosto de 2009 às 17:32
Rodrigo,
Não menospreze a capacidade deste PS para focar a discussão no acessório e ignorar o essencial.

Assim que o programa do PSD fôr publicado não faltarão os que contarão as páginas e as palavras e reclamarão sejam muitas ou poucas, os que se queixarão de que não há ali novidades (como se isso não demonstrasse consistência e coerência de pensamento), os que encontrarão inconsistências entre o que está no programa e o que o PS disse que o PSD tinha dito, os que contestarão as propostas do PSD ao mesmo tempo que o acusam de não ter propostas, os que se concentrarão no que lá não está mas que não poderão dizer o que o PS escreveu no seu programa sobre essas matérias, os que se queixarão da falta de promessas e se "esquecem" das promessas não cumpridas do PS, etc, etc.

Aposto que o João Tiago Silveira se vai revelar "desiludido" com o programa do PSD, como se um mau programa do PSD não fosse boa notícia para o PS.



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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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