Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
publicado por Miguel Noronha em 27 Ago 2009, às 08:51
Miguel Botelho Moniz n'O Insurgente
Num post que supostamente constitui uma crítica aos partidos à direita e que, à partida, será de apoio ao PS – estando colocado no Simplex – Eduardo Pitta descreve a situação de um casal de classe média que passa algumas dificuldades. O post é surpreendente pois retrata um casal que vive dentro do universo de 15% dos portugueses que pagam 85% de todo o IRS, sobre o qual tenho vindo a escrever. Na verdade é um casal que está no percentil 92 (isto é 92% dos agregados têm rendimentos inferiores); e ironicamente está perigosamente perto do segmento a partir do qual o actual governo pretende reduzir benefícios fiscais…(...) Portugal está a caminho do abismo. Não por causa da sua economia e sociedade civil (embora estas também não estejam famosas), mas por causa da falência do estado social e da incomportabilidade de todos os benefícios por ele criados sem levar em conta o real nível da produção do país. Os exemplos de ajudas sociais “indispensáveis” de Eduardo Pitta são apenas uma gota de água nos benefícios criados que o estado não tem condições de pagar de forma sustentável. Não questiono as boas intenções das ajudas (embore questione os seus resultados práticos). No caso da medida propagandista do 200 euros, por exemplo, é hilariante que se leve tal coisa a sério. Num país em que a quota parte por pessoa da dívida pública aumenta anualmente entre 300 e 600 euros, dar 200 a cada nascimento, pagáveis 18 anos depois, só pode ser anedota.

1 comentário:
De horacio a 27 de Agosto de 2009 às 14:27
O cartoon relata bem o tipo de politica deste actual governo. Hé hé hé hé.....


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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