Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
publicado por Maria João Marques em 27 Ago 2009, às 11:21

Estou com o Rui Albuquerque. O meu medidor de perigo dá sempre um alerta violento perante políticos que sabem para onde a sociedade se deve dirigir, que sentem como obrigação motivar e dar confiança e resolver os problemas dos pobres coitados dos eleitores que sem a sua ajuda estão inevitavelmente destinados às tormentas, que prestimosamente nos oferecem uma pílula de optimismo perante as agruras da realidade, que envolvem essa realidade em filtros muito coloridos e apelativos - mas falsos - de forma a que os mui sensíveis eleitores tenham capacidade para a suportar, que nos pretendem inspirar; sobretudo, que têm uma ideia, uma visão do que deve ser o país.

 

Eu sou crescidinha, dispenso que me inspirem, que me motivem, que me dourem a realidade, que me guiem na direcção correcta do progresso e do futuro. Quero gente competente, sem devaneios sobre o seu esclarecimento superior, que não me hipoteque o futuro e o dos meus filhos. E isto não é pedir nada pouco.


2 comentários:
De escrevinhadora a 27 de Agosto de 2009 às 11:54
Explique-me de que serviria um político que não tivesse ideias sobre o rumo das coisas públicas. A nós cabe-nos escolhê-los ou não, mas eles têm a obrigação de «motivar e dar confiança e resolver os problemas». Eu não sou uma pobre coitada de eleitora, mas, se não me faço política, alguém deve orientar-me...


De Maria João Marques a 27 de Agosto de 2009 às 13:17
Não falei de 'ideias', falei de 'ideia', e 'visão', aquele fim último e perfeito e utópico que os iluminados pensam podem proporcionar ao resto da população, se necessário contra o resto da população - porque eles sabem melhor do que nós o que precisamos.

Claro que pode haver quem precise de um político, para mais um político que já mentiu inúmeras vezes sobre o que faria, que lhes dê confiança e etc. Se calhar as eleições vão-se resolver entre as pessoas que sabem o que querem e para onde vão e as que precisam que outros lhes digam o que devem querer e para onde ir. Se as últimas forem a maioria, continuaremos nesta desgraça socialista que nos tem empobrecido.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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