Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 27 Ago 2009, às 13:44

Carlos Santos criticou o meu artigo no DE com alguns argumentos que tenciono refutar de forma sucinta. Espero não me arrepender.

 

Por motivos profissionais lido bastante com a actividade bancária. Devido a este facto tenho conhecimento directo das dificuldades que os bancos criaram, nos últimos meses, com o acesso dos privados ao crédito. Empresas e particulares. Fizeram-no não subindo os juros, o custo monetário do dinheiro, apesar dos spreads elevados, mas utilizando formas mais subtis, com vista à demora na aprovação dos pedidos de crédito. Os métodos são vários e fáceis: A necessidade de uma assinatura de um qualquer administrador que anteriormente não era pedido nem achado e que agora é indispensável; na exigência indiscriminada de inúmeros documentos que os interessados têm de obter; pedindo um novo documento apenas depois do anterior ter sido conseguido. Enfim: Com o apertar da burocracia. Processos que anteriormente demoravam 2 meses, aguardam agora há 7 ou 8 por respostas afirmativas e sem fim à vista. Isto para empresas com bom nome no mercado. Esta técnica é algo que um burocrata com um pouco de imaginação faz facilmente e com gosto. Algo que qualquer professor de economia conhece.

 

Perante a crise este governo ajudou bancos e grandes empresas. O Carlos sabe de alguma PME que tenha, atempadamente, tido a mesma ajuda? Pois. Trabalho com várias PME’s e também não conheço uma. Porquê?

 

Simplesmente porque este governo crê que a retoma virá de cima. A começar nos governos que injectam dinheiro, passando pelos grandes grupos económicos (os grandes investimentos públicos) e chegando depois, mais tarde, às pequenas empresas e ao cidadão comum. Por isso, o governo atribui subsídios a empresas que escolhe através de critérios arbitrários e discriminatórios. Por isso, e ao contrário do que até se viu forçado a reconhecer e fazer o amigo Zapatero, não prevê descidas dos impostos, nem a redução útil das taxas ou obrigações sociais a cargo das empresas. 

 

Mas pior que perceber porquê, é compreender os efeitos destas políticas. Na verdade, e de forma muito sintética, esta intervenção estatal dificulta a recuperação económica e, conforme referi no meu artigo, gera desemprego. Ata as empresas às necessidade financeiras do estado que decorrem dos seus negócios. O Carlos não acredita. Sendo assim, pouco mais me resta fazer.

 



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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