Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 27 Jul 2009, às 11:03

Quanto maior é o défice das contas públicas, menor é a capacidade de um país enfrentar os seus problemas. Quanto maior a crise, mais importante é que o défice público seja pequeno e a margem de manobra do Estado grande. O défice das contas públicas português é bastante elevado há muito tempo. Prova disso mesmo foi o esforço deste governo em o controlar. Fê-lo da única forma que os socialistas conhecem: aumentado os impostos, pois a despesa é indispensável para manter as imensas benesses com que o socialismo compra interesses e eleitores.

Não deixa de ser interessante reparar como, entretanto, os socialistas esqueceram o controlo das contas públicas. Ao que parece dá muito trabalho e é muito impopular. Reduzir a despesa é um esforço hercúleo que a grande maioria entende como impossível, apenas e tão só porque é difícil, sendo que o difícil tem contornos muito engraçados em Portugal. Aumentar a receita tornou-se irreal, pois os impostos atingiram o limite do aceitável para o cidadão comum. Desta forma, e para os socialistas, a única saída é desvalorizar o equilíbrio das contas públicas. O importante para este ainda governo é gastar, distribuir dinheiro (os pretextos são fáceis de arranjar e para todos os gostos e feitios) porque o Estado está cá para isso. Claro que alguém terá de pagar a conta. Mas isso é um problema para mais tarde, quando o PS já não for governo. Agora o importante é ganhar eleições.

Os socialistas falam muito da maturidade democrática. Seria bom que começassem a praticá-la não atirando a factura das suas brincadeiras para o futuro.

O Wall Street Journal publicou há dias um artigo de Radovan Jelasic, governador do Banco da Sérvia. Nele, Jelasic, depois de alertar para o perigo que o enorme despesismo estatal constitui para o futuro das economias de Leste, aponta os cinco pontos que constituem o seu plano de adaptação aos novos tempos, dos quais, os três primeiros se aplicam que ‘nem uma luva’ a Portugal: A reforma do sistema de pensões, o fim dos tabus na discussão das despesas com a saúde e a educação e a redução das despesas do Estado social, permitindo que privados levem a cabo funções que não devem ser da competência exclusiva do Estado. É no Leste, mas podia ser aqui. Não choremos dentro de anos, porque outros fizeram o que nós andamos a evitar: Olhar a realidade de frente.
 



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds