Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 31 Ago 2009, às 13:12

"Paz com professores vai sair muito cara ao país”, Maria Lurdes Rodrigues

 

Pelo que se depreende das palavras da incompetente ministra da Educação, o clima de guerra com os professores é o que mais interessa ao país. Para Lurdes Rodrigues, é essencial que o próximo governo prossiga com o conflito que este governo iniciou. Estou certo que os professores no dia 27 darão uma resposta a esta declaração bélica.


31 comentários:
De Carlos Botelho a 31 de Agosto de 2009 às 13:31
É realmente extraordinário... Essa frase é reveladora - espantoso... Aí está, claramente exposta, toda uma "visão" política... Uma autêntica "mundivisão", como diria o outro.
Até é um bom epitáfio para a política "educativa" de Sócrates/Lurdes Rodrigues.


De Nuno Gouveia a 31 de Agosto de 2009 às 14:39
É uma frase que resume o pensamento desta Ministra. Lamentável...


De jeronimo a 31 de Agosto de 2009 às 13:32
Esta incompetência foi capaz de produzir mais resultados numa legislatura do que décadas de subserviência e tibieza face às reinvidicações dos professores. E è a estes que cobardemente se acena para angariar votos, desprezando o interesse de uma escola pública melhor.
Aqui fica uma lista (roubada algures) de "asneiras" resultantes da incompetência da Ministra:
- aulas de substituição como princípio de um reforço da oferta;
- concretização do princípio da escola a tempo inteiro;
- reestruturação da rede do básico;
- modernização do parque escola;
- generalização do ensino do inglês, da música e da actividade desportiva no 1º ciclo;
- reforço do ensino artístico;
- alargamento do acesso à acção social escolar;
- forte desenvolvimento do ensino profissional


De Núncio a 31 de Agosto de 2009 às 18:27
Por gentileza, poderia demonstrar-me os benefícios dessa sétima maravilha da natureza que é, supostamente, a "escola a tempo inteiro"?


De jeronimo a 31 de Agosto de 2009 às 23:11
Vc tem filhos na escola pública ? E tem um emprego ? E não percebe as vantagens de crianças estarem na escola todo o dia e não só durante a manhã ou durante a tarde ?


De Núncio a 1 de Setembro de 2009 às 00:35
Não, não percebo a vantagem. Devo ser pouco inteligente ou talvez retrógado porque achava que bom, bom seria a criança conviver mais com os pais em vez de os ver de fugida à noite; ser instruída na escola, mas educada em casa; não estar enfiada num contentor ou num pré-fabricado com "animadores sociais" e poder conviver com os tios/primos; saber inglês, mas também ver uma "chicken" ou um "horse" de carne e osso, ter horas de lazer para fazer o que a escola não imponha...
A "escola a tempo inteiro" é, entenda de uma vez por todas, a falência da família e do indivíduo.


De jeronimo a 1 de Setembro de 2009 às 09:15
E se os pais tiverem empregos, como a esmagadora maioria da população activa têm, que os obrigue a estar de fora de casa todo o dia ? Vão pedir ao patrão dispensa para ir mostrar as galinhas aos filhos ? Ou acabam por ter que arranjar outro "contentor" qualquer para as colocar ? E com despesas adicionais, já que também havia uma pequena indústria de "contentores" aproveitando o facto de a escola não ser a tempo inteiro.


De Vera Santana a 1 de Setembro de 2009 às 11:08
Ese problema é de muito fácil resolução. Promova-se o regresso da Mulher ao Lar! Como a vida está cara e os salários médios dos homens não são suficientes para uma família média, de tamanho médio, a Mulher no Lar deverá deixar de ter qualquer ajuda de uma empregada, mesmo que até aqui a tivesse apenas durante meio dia por semana. Deverá, a Mulher no Lar, por conseguinte, exercer a totalidade das tarefas domésticas, desde a educação dos filhos, no decurso dos horários extra-escolares, até à limpeza de paredes, aspirar a casa, lavar janelas, cozinhar, etc.

Nada mais fácil do que dar lições aos filhos enquanto se lava uma janela com limpa-vidros ou uma carpete com spray de limpeza. Nada mais fácil e saudável para a criança porque aprende, desde nova, o seu papel no mundo (dizia a Mafaldinha do Quino que a Mulher não tinha um papel no Mundo mas sim um Trapo) enquanto respira os saudáveis aromas dos detergentes.

Para resolver o problema há dois caminhos:

a) despedir todas as empregadas domésticas, cujos maridos ganham, não salários médios, mas muito frequentemente salários mínimos, o que trará graves problemas às famílias de classes sociais baixas;

b) aumentar todos os salários dos homens chefes-de-família (figura que deve voltar ser consagrada) o que talvez leve à falência de algumas empresas.


De Núncio a 1 de Setembro de 2009 às 13:05
A insolência ou o machismo/feminismo não resolvem problema nenhum.
Pense. É mais fácil do que insinua. Escola a tempo parcial; emprego a tempo parcial (do pai/da mãe ou de ambos). Teletrabalho. Horários flexíveis. Trabalho independente. Mais tempo passado em casa ou em espaços verdes e arejados. Mais contacto com a Natureza e o Homem. Utilização de ferramentas sem fios e à distância.Telemóvel de serviço. Computadores de serviço e a sério, em vez de inúteis Magalhães. Digitalizadores em casa.
Tudo é possível para salvar as pessoas da solidão, da ignorância, da falência da família, dos afectos, da socialização, da solidariedade.
Mais livros. Leiam os clássicos. Larguem a vulgaridade e o pensamento dominante.
Sejam progressistas, sem ser estouvadamente "modernos". Sejam livres. Sem serem "respeitosos"...


De Gonçalo a 1 de Setembro de 2009 às 14:53
Núncio, amigo, em que mundo vive? Por muito que gostasse(mos) de ser livre(s) - muy nobre o seu apontamento - a vida, tal como a construimos (por necessidade), não se compadece com onirismos.

A escola a tempo inteiro (como alguém minimamente honesto lhe dirá) foi, e é, uma medida bastante prática e aceitável. Resta apenas que o sistema - todos os agentes, entenda-se - se permite alguma flexibilização.

Os problemas do país resolvem-se com prgamatismo. E não com wishful thinking.


De Núncio a 1 de Setembro de 2009 às 19:31
Caro Gonçalo,
agradeço o seu comentário.
Não precisa de ir procurar nos céus; na terra existem exemplos "nobres e oníricos", para usar as suas palavras.
Vá lá, seja persistente, faça uma pesquisa e veja que tipo de países adoptam esse conceito "pragmático e aceitável" da escola-a-tempo-inteiro e quais adoptam outros modelos educativos.
Aliás, já viu a incoerência? Se nada deve ser feito a tempo inteiro, se defendemos que até os empregos não nos devem absorver para lá do razoável, permitindo-nos tempos de lazer e descanso, porque hão-de as nossas crianças ser objecto de tal "utopia"?


De jeronimo a 1 de Setembro de 2009 às 15:44
Não percebo como é que a incompetente da Ministra não implementou todas estas sugestões, em vez de avançar com a Escola a tempo inteiro. Já via a quantidade de pessoas que teriam sido salvas da solidão ? E os clássicos que se teriam lido ? E digitalizado, já agora ...


De Vera Santana a 2 de Setembro de 2009 às 10:00
Núncio,

Lamento não me ter feito entender. Onde julgou ler "insolência", quis eu transmitir humor . . .

E lamento mais ainda que equipare feminismo a "insolência". Sabe o que é o feminismo? Procure num dicionário. É apenas e simplesmente a luta por direitos e deveres iguais para os dois sexos. Por atavismos culturais, a palavra feminismo mete medo em Portugal. E acrescento: o feminismo encontra-se num campo conceptual onde não está o machismo, porquanto este luta pela manutenção de desigualdades entre sexos.

Sem qualquer humor digo: trabalho a tempo parcial para quem, se dois salários médios a tempo completo são insuficientes?

Sabe que o trabalho independente, por sê-lo, exige que o trabalhador independente crie o seu próprio posto de trabalho, faça a gestão, recrie, a cada momento, novos bens ou novos serviços, perceba um pouco de contabilidade, de direito comercial, de direito do trabalho, etc., mais não seja para controlar os interfaces com um advogado, com um contabilista? Resumindo, um/a trabalhador/a independente gasta muito tempo, criatividade, imaginação, neurónios! Traduzindo: um trabalho independente não liberta horas de trabalho, muito pelo contrário!

Acrescento que sou defensora e praticante do trabalho independente!

Os seus últimos parágrafos (a partir de "Tudo é possível ...") nada têm a ver com a discussão, sobretudo porque se trata de injuncões dirigidas a um pluralidade de pessoas (leiam os clássicos, etc...) não identificadas, pelo que os não discutirei.

Cumprimentos,

Vera Santan


De Daniela Major a 31 de Agosto de 2009 às 23:33
Caro Jerónimo, não é por nada a mim parece-me que o senhor tirou esses exemplos de uma propaganda qualquer. A realidade é bem diferente. A qualidade das escolas e do ensino não aumentou.

Por exemplo, quanto ás aulas de substituição eu gostava de perceber porque razão é que quando o professor de Matemática falta quem vai substituição é o de História. Imaginemos que há professor que falta durante 3 semanas. Durante essas 3 semanas os alunos tem aulas com um professor que nada tem a ver com a disciplina. Ok, há umas fichas que os professores da disciplina podem deixar mas mesmo assim os alunos não dão matéria.


De jeronimo a 1 de Setembro de 2009 às 09:16
Qual é a alternativa ? Irem estudar para o café ou para um cyber-café ? Ou irem para casa para os chats ou para os Hi5 ?


De Daniela Major a 1 de Setembro de 2009 às 12:36
A alternativa seria providenciar um sistema que permitisse que quando um professor faltasse ou 1- compensasse as faltas ou 2 - no caso de uma ausência superior a, digamos, 3 dias, houvesse um professor da disciplina que esteja a par da matéria para dar continuidade ás aulas que o colega não está a dar. Isto seria possível se os professores não estivessem sobrecarregados com coisas inúteis.

E por amor de Deus, essa do chats e do hi5 é absurda. Sinceramente, como é que acha que os alunos se portam numa aula de substituição? Acha que ficam sentadinhos a fazer os trabalhos de casa é?


De João Serrano a 31 de Agosto de 2009 às 21:46
Caro Jerónimo, ainda me faz sorrir como alguns se deixam iludir pela propaganda socretina! (Esqueceu-se de referir o Magalhães, esse brinquedo que tantos jogos tem proporcionado às nossas crianças). Quem conhece os resultados das medidas que referiu, sabe que por detrás do aparato mediático a realidade é bem diferente. Sabe como correm as aulas de substituição por esse país fora? Sabe a fraude descomunal que é o tão propalado ensino profissional (não me diga que se deixou enganar pelo anúncio televisivo em que um jovem entra numa sala de aula e está um automóvel suspenso no ar...)?


De Fernando Martins a 2 de Setembro de 2009 às 18:48
Tanta boa ideia tão mal concretizada:
"aulas de substituição como princípio de um reforço da oferta"
- não eram, em 90% dos casos, aulas de substituição - eram uma coisa entre entreter e castigar os alunos, pois na maioria dos casos não substituía a aula do professor que faltou (não sei se conhece as verdadeiras aulas de substituição americanas - estas não tinham nada a ver com...)


"concretização do princípio da escola a tempo inteiro"
- para alegria dos patrões e sobrecarga dos alunos, que já não podem ver Escola (espaço físico) à sua frente...


"reestruturação da rede do básico""
- com a destruição de milhares de escolas de aldeia (com a consequente condenação ao desaparecimento dessa localidade em uma geração...) sem que tal facto tivesse sido discutido e divulgado em campanha

"modernização do parque escola"
- com as melhores Escolas, no centro das cidades, a passarem para uma empresa de amigos, a serem modernizadas APENAS pelas empresas dominadas pela boysado do PS

"generalização do ensino do inglês, da música e da actividade desportiva no 1º ciclo"
- pago a preço inferior ao de uma empregada de limpezas e com uma qualidade, no mínimo, vergonhosa

"reforço do ensino artístico"
- esta nem tu acreditas - não te lembrarás de uns protestos de pais, alunos e escolas...?!?

"alargamento do acesso à acção social escolar"
- um aspecto muito positivo, que começou quando as eleições se aproximaram

"forte desenvolvimento do ensino profissional"
- que é uma fraude e aldrabice: os alunos não chumbam, fazem exames até passarem em cada módulo e as Escolas dão a formação com papel e caneta...


De Daniela Major a 31 de Agosto de 2009 às 14:35
Esta é quase tão boa como: "perdi os professores mas ganhei a opinião pública"


De horacio a 31 de Agosto de 2009 às 16:34
A propósito do abandono escolar saiu agora uma noticia que esbarra com a propaganda Socrática e do ministério da educação. Afinal os numeros da outra semana não eram tão bons assim.
Link:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=384726


De António Souto a 31 de Agosto de 2009 às 17:12
Já agora, gostava de ouvir a ministra dizer o que ganha o país com a continuação da guerra com os professores. Nunca vi tão despudorada confissão de qual foi o seu verdadeiro impulso reformador: fazer guerra aos professores (cada vez que esta senhora aparece, o nº de votos do PSD cresce...).


De Anónimo a 31 de Agosto de 2009 às 18:55
Absolutamente de acordo.


De mcorreia a 31 de Agosto de 2009 às 18:57
Depois disto, é muito provável que, tal como a Carolina, a Maria de Lurdes também seja aconselhada a não dar mais entrevistas ou fazer declarações até dia 27.


De Nuno Gouveia a 31 de Agosto de 2009 às 19:57
Parece ser uma sina daqueles que pretendem defender este governo...


De Valter Marques a 31 de Agosto de 2009 às 20:44
Sabem todos muito bem que quando se faz uma reforma que termine com os privilégios de uma corporação que as coisas nunca são pacíficas!! Mas parece que mais vale deixar perpetuar a incompetência ano após ano que as coisas ficarão melhores!! O que eu gostava era que o Nuno Gouveia não colocasse esta frase fora de contexto!! Era uma questão de justiça e de seriedade!! Mas é o vale tudo!! Eu sou a favor do cometário do Jerónimo está lá tudo..


De J. Stanford a 1 de Setembro de 2009 às 01:06
Ao concordar com esses comentários, pergunto se vossa excelência tem a visão correcta do panorama em que se encontra a Educação em Portugal. Para já não é um campo de guerra, mas sim uma base para a o que será o futuro.
As afirmaçoes com que vossa excelência concorda sao factos, mas nao foram concretizados da melhor maneira. As aulas de substituição no secundário e mesmo no Básico são um pandemónio e não passam de piadas de mau gosto. Os alunos estão apenas numa sala acompanhados de um professor que muitas vezes é de uma area completamente alheia à que estão a substituir.
O facto da "escola a tempo inteiro" não é mais do que uma desculpa, usando linguagem corrente, para o facto de pais trabalharem até tarde e não terem onde deixar os filhos e existem mesmo aqueles que é para não terem que se preocupar. Mas sabe, os professores também têm uma vida pessoal, também têm os seus filhos. Os professores não têm o dever de ser os unicos agentes educadores, isso também faz parte do dever de se ser pai e mae. Se apenas se da valor ao emprego, ou se se preocupa o que "fazer com o puto" o melhor mesmo é nao se ter descendência.
Quantas vezes eu vi pais de alunos a reclamarem porque a escola não estava aberta até mais tarde, alunos que estao na escola desde as 7 da manhã ate as 7 da noite e perguntam," e agora, o que vou fazer? O meu emprego..." . E estas são das situações mais digamos leves, se isso se pode dizer. São situações cada vez mais comuns.
Sei que não é fácil conjugar vida pessoal e profissional, mas há que saber estabelecer prioridades.
O que a ministra esta a fazer não é certo. Os professores estao a sofrer uma grande discriminaçao e pressao, e sim o mesmo acontece com outras profissoes. Mas todos nós temos uma vida pessoal, e a ministra nao esta a respeitar isso. Revela uma incompetência absoluta no que faz.
Este discurso pode parecer idealista, mas como não tenho queda para tal, peço-lhe que tente ver os dois lados da questao.


De Gonçalo T. a 1 de Setembro de 2009 às 15:15
Standford et. al.,

nada se faz sem, pelo menos, uma tentativa séria de o fazer. E, queiram admiti-lo ou não, esta ministra, este Governo, tentou encetar uma verdadeira e profunda reforma no Ensino. Algo que, convenhamos, bem necessitávamos há décadas. Claro que houve - e continuará a haver - muitos erros. Afinal, é uma construção humana. E não é, nem poderia ser, um modelo acabado. Pelo contrário, é um sistema que terá de evoluir, adaptando-se e moldando-se aos seus agentes. Mas isto implica, bem temo, reciprocidade. E, até ver, mantem-se uma extrema (não o negue) animosidade dos profissionais para com um sistema que. bem o sei, obriga a um maior dispêndio de horas e de trabalho. Digo-o porque já dei aulas. Talvez não durante demasiado tempo, mas durante o tempo suficiente para perceber que: A - existe, realmente, uma necessidade gritante de remunerar e recompensar os profissionais mais dedicados, em detrimento dos menos "aplicados" (esperando-se assim um nivelamento por cima, e não por baixo, como tradicionalmente ocorre); B - existe, realmente, a necessidade de equipar a carreira a outras (se todas são submetidas a avaliação e a hierarquização, por que raio não o hão-de ser os professores?); C - existe, realmente, a necessidade de introduzir e aplicar novos meios e métodos lectivos e didácticos (o malogrado magalhães, que tanto parece irritar algumas pessoas - que possivelmente nunca terão parado para pensar nas aplicações do dito ou de instrumentos análogos) sob pena de se perpetuar meios ultrapassados e cada vez menos "sedutores".

Enfim, existe todo um rol de fins e objectivos que não devemos, caramba, não devemos, descurar. Sob pena de estar a comprometer o país em nome de uma classe que, historicamente, nunca teve de lidar com "ingerências" no seu métier.

Quando à qualidade de educação... caramba! Mas algum de vós acredita, realmente, no que afirma? Parece que, até à Milú, era tudo um mar de rosas. Não havia indisciplina, os miudos passavam por mérito, não havia quaisquer problemas.

Perguntem-se, honestamente, se estarão a ser justos. Regularizou-se o processo de colocações (lembram-se da tourada que costumava ser? Lembram-se do escândalo que foi em 2004?), foram disponibilizados horários mais alargados (no meu primeiro contrato, há 10 anos, tinha 6 horas por semana! 6! E fui colocado a 40km de casa. Ia lá pelo tempo de serviço...)...

Caramba. Fez-se tanto. Muitos erros, é verdade, mas FEZ-SE algo para melhorar. Qualquer discussão a partir de aqui é mero wishful thinking. Enquanto não se tentar algo, evoluir a partir de um modelo, iremos estar constantemente a adiar o reio do país. Um faz, o outro desfaz, por oportunismo. Enfim, triste sina a nossa...


De Daniela Major a 1 de Setembro de 2009 às 16:27
Posto o seu comentário penso que a pergunta que temos de fazer é se preferimos muitas coisas mal feitas, ou poucas mas bem feitas. Eu por exemplo já me dava por satisfeita se o ensino fosse genuinamente gratuito e eu não tivesse que pagar 40 euros por um manual escolar.


De Gonçalo a 1 de Setembro de 2009 às 17:32
Daniela, infelizmente de poucas coisas (mais ou menos) bem feitas temos nós vivido até aqui. Vai não vai, avança retrocede, pára arranca. Um poucochinho aqui, outro poucochinho ali. Beija mão aos sindicatos, não vão eles eriçar-se, e pouco mais daqui temos saido. Em total prejuizo do país. Já reparou como este sector - verdadeiramente axial - tem sido o que sistematicamente mais entraves coloca a quaisquer mudanças, sejam elas provenientes de onde for? Por que razão?

Se relativamente ao ensino totalmente gratuito tenho as minhas reservas (não imagina a heterogeneidade social das pessoas que recorriam ao SASE - disposto unicamente em função dos rendimentos apurados... se é que me entende), quanto à dos manuais, não lhe nego toda a razão. Mas, enfim, coisas do mercado...


De João Serrano a 1 de Setembro de 2009 às 20:02
Caro Gonçalo
Concordo com alguns dos seus pontos de vista: nem tanto ao mar nem tanto à terra, ou seja, a ministra não é propriamente, digamos, péssima; é só “mazinha”… “muito mazinha, vá. Até concordo que houve alguns (poucos) aspectos positivos que resultaram desta politica educativa, a questão central está na forma como foram obtidos: hostilizando a classe profissional que está no terreno (os exemplos que lhe podia dar são muitos…)!
Já agora, não concordo que “este sector - verdadeiramente axial - tem sido o que sistematicamente mais entraves coloca a quaisquer mudanças, sejam elas provenientes de onde for”. Imagine que tentavam alterar radicalmente a vida dos médicos ou dos juízes, à semelhança do que fizeram com os professores, e depois imagine quais seriam as reacções (pois é, é muito fácil ser corajoso e reformador apenas no ensino). Finalmente: assume que não dá aulas há muito tempo, certo? Então reveja as suas considerações sobre “o processo de colocações”. Considera aceitável que de mais de 1300 candidatos ao destacamento por condições específicas (para docentes com doenças ou deficiências comprovadas) apenas 500 tenham conseguido colocação? A razão para tal facto não cabe neste espaço tão estreito, fica para a próxima.
PS: Já agora, continuam a existir horários de 6 horas e professores a fazer mais de 40 KM para os cumprir…


De jeronimo a 1 de Setembro de 2009 às 17:23
Gonçalo T,
Caramba! Vc escreve bem ! Subscrevo na íntegra o seu comentário, que resume exactamente a minha posição sobre o assunto. A minha e a de muitos outros. Parabéns.


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