Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
publicado por Carlos Botelho em 31 Ago 2009, às 13:43

 

Não posso deixar de agradecer aqui ao meu sempre simpático homónimo from the other side: o Carlos Santos. Apesar de abrilhantar (e com garbo!) um blog rival, a sua generosidade não lhe coube na estreita trincheira. Lá vai dizendo que 'me ignora', que sou um 'escriba de dislates' e que não passo de um 'info-excluído' - nestas palavras, em que um malévolo superficial veria acinte, nota-se, reconheço-lhe com embaraço, aquela ternura desajeitada, mas genuína, que se debate consigo mesma e de que só um jovem é capaz.

O Carlos deu-se ao trabalho de recolher os videos que eu, preguiçosamente, não busquei e de que precisaria para demonstrar o que escrevi aqui. Agora, só têm de os ver e cotejá-los limpidamente com o meu post. Graças ao meu homónimo simplex, fica ainda mais claramente demonstrado o que defendi. Confesso que o terceiro video pode ser enganador: os cortes disfarçam o propósito irónico da oradora (lembro-me de, na altura, ter visto, na Sic ou na RTP, uma reportagem mais completa que, não havendo malícia, permitia captar o sentido do aparte), mas não posso levar a mal - sei bem que a intenção do Carlos foi boa. Não é todos dias que deparamos com um adversário assim: mesmo ajudando os argumentos do outro lado, nele, a decência da verdade falou mais alto.

 


2 comentários:
De BCS a 31 de Agosto de 2009 às 15:22
O Sr. Carlos Santos está a fazer demagogia tal como o 1º Ministro e os vídeos não deixam lugar a dúvidas:

1º - A MFL não disse que o casamento servia "apenas" para procriação, disse que tinha por objectivo a procriação, num contexto de discussão das principais diferenças entre o casamento e a união de pessoas homossexuais.
2º - Toda a gente sabe que certos tipos de obras públicas, nomeadamente o TGV, não são necessáriamente criadoras de emprego, a maior parte da mão de obra é estrangeira, os fornecedores especializados são estrangeiros, já nem os comboios cá se fabricam, infelizmente. Logo numa altura de opções de investimento, uma das variáveis a olhar será a de qual deles gerará maio bem estar na nossa sociedade, e o TGV, comparando com outros projectos não é de certeza.
3º - A MFL não propôs que se suspendesse a democracia, apenas conjeturou que devido à dificuldade de fazer certas reformas, e o PS (independentemente do mérito das reformas) bem o experimentou nesta legislatura, seria mais fácil suspender a democracia, o que todaa gente sabe, agora nem ela o propôs e ninguém obviamente o aceitaria.

É por estas e por outras que o 1º ministro perde credibilidade, porque as pessoas podem ser ignorantes ou info-excluidas, mas não são estupidas nem gostam que andem a fazer delas parvas.


De José Barros a 31 de Agosto de 2009 às 18:32
Repare que pode encontrar estes vídeos no youtube e constatar que eu não editei nada - Carlos Santos no Simplex

Falso. Editou - ou melhor dizendo, eliminou - a frase proferida imediatamente a seguir à frase citada (ou seja, o contexto):

«Agora, em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos», completou Manuela Ferreira Leite.

Quanto à frase da procriação, o mesmo exercício de "amputação". Diz Ferreira Leite na entrevista à TVI:

« A sociedade está organizada e tem deterinado tipo de privilégio e tem determinado tipo de regalias e medidas fiscais no sentido de promover a família, no sentido de que a família é algo que tem por objectivo a procriação".

Neste caso, o Carlos Santos não se limitou a eliminar a frase seguinte. Amputou a frase no seu começo.

Deixando-nos de truques, alguém pode dizer que todo o leque de benefícios atribuídos ao casamento nas sociedades desenvolvidas não tem por objectivo fomentar a renovação das gerações através da procriação? Como é evidente, dizer o contrário, seria absurdo.

E quanto à frase dos imigrantes, alguém contestou a sua veracidade? Não é o governo que argumenta a favor do TGV com a diminuição do número de portugueses desempregados?

Alguém falou em Goebbels, o que me parece um manifesto exagero face à evidente falta de jeito do moço. Aprendiz de Santos Silva, talvez.

Dito isto, podem enganar alguns, mas não enganam todos, muito menos o tempo todo.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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