Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 01 Set 2009, às 17:37

É tempo de pelos lados do SIMplex se deixarem de certas retóricas e chavões, do tipo acenar com o "papão liberal", e descerem ao Planeta Terra.

 

 

Assim, gostava que o Hugo Mendes me explicasse em que é que a criação de incentivos ao investimento no interior do país fere o princípio da igualdade de oportunidades, pois qualquer empresa pode aceder a esse benefício. Também seria bom que justificasse porque acha que não "trata todas as empresas por igual" um incentivo criado para as PME's exportadoras, na medida em que ele se aplica a quem opte por destinar a sua produção aos mercados externos.

 

*****

 

Aproveito para perguntar ao Hugo Mendes: Considera que a CGD fez bem em comprar a COMPAL, para a transaccionar depois com a SUMOLIS, quando havia cinco entidades interessadas na sua compra, por um valor inferior?

 

******

 

Há uma clara desonestidade intelectual quando se disserta e coloca na pena alheia afirmações nunca ditas ou escritas. O Hugo Mendes dedica-me cinco extensos parágrafos, partindo de um pressuposto sobre o qual nunca me pronunciei: com anos e anos de textos publicados, nunca escrevi, ou defendi, ser contra a escolaridade obrigatória. Pelo que o post "Clarificando as coisas com uma televisão a cores", do ponto de vista argumentativo, vale zero. O Hugo Mendes, a partir do 3.º parágrafo, está a debater com o seu próprio umbigo, numa argumentação sem qualquer nexo. 

 


2 comentários:
De Hugo Mendes a 1 de Setembro de 2009 às 20:11
Caro Rodrigo Adão da Fonseca,

A resposta é simples para as duas primeiras questões: porque nem todas as empresas produzem bens e serviços transaccionáveis (já para não dizer que nem todas a mesma propensão para a exportação).
Se eu incentivo à exportação, estou a favorecer mais o fabricante de automóveis ou de chips para computador, mas não o proprietário de um café ou de um ginásio (ai, a atenção às pequenas e médias empresas), que produzem serviços para a economia nacional. E,repare, eu até estou de acordo com os incentivos à exportação.

Quanto ao incentivo ao interior, é uma forma de premiar umas empresas em relação a outras, orientando o investimento. E empresas haverá que não ganham nada em ir para o interior, porque o seu negócio, por exemplo, só faz sentido no interior ou junto dos grandes centros urbanos do litoral. Não é, por isso, uma medida de que se dirija a todas as empresas (ou sectores) por igual. E, repare, eu até concordo com esse tipo de medidas.

Quanto à escolaridade obrigatória, Rodrigo, tem que ler melhor o que escrevi, e saber intepretar sem dramas nem acusações espúrias de "desonestidade intelectual". Eu não sei se o Rodrigo é a favor ou não da escolaridade obrigatória - imagino que seja a favor, aliás, porque o tenho como pessoa de bom senso -, apenas dei o exemplo por questão de explicação de um argumento. E o argumento diz que a criação de limites mínimos à formação de capital humano é uma forma indirecta de orientar a economia. Assim, um Estado que coloca a escolaridade obrigatória nos 12 anos procura incentivar à criação de uma tecido económico muito diferente do que aquele que acha que as crianças só precisam de passar, por exemplo, 4 anos na escola, ou que, no limite, que acha que a escolaridade obrigatória não deve existir.

Eu acho que o Rodrigo consegue perceber isto sem achar que estou a acusá-lo de ser contra a escolaridade obrigatória.

cumprimentos,
Hugo Mendes


De Lidador a 1 de Setembro de 2009 às 21:27
olhó o assessor do governo!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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