Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
publicado por Carlos Botelho em 01 Set 2009, às 22:31

 

Assiste-se à entrevista de Sócrates à RTP... O homem não tem emenda: relapso, com o ar mais tranquilo (e chocado) deste mundo, lá veio ele com as mesmas deturpações aqui assinaladas. E não assenta neste vício a máxima vulgarmente atribuída a Goebbels? Por mais que isso faça alguns (pouco aventurosos) simplicíssimos rasgar as vestes, há que dizer que sim, assenta - e como uma luva. Vale sempre a pena citá-la, para que cada um ajuíze por si: "Quando mentires, mente profundamente e insiste naquilo que mentiste - as pessoas acabarão por acreditar."

 

 

Mas, mais importante: a entrevista é um filão para as oposições. Só teriam de exibir excertos (quase tudo, na verdade) e contrastá-los sistematicamente com a problemática realidade concreta que os Portugueses hoje experimentam em todas as áreas citadas pelo primeiro-ministro. Aquele tom de melopeia postiça na voz, aquelas visagens de farsante, a superficialidade de feira fácil, a descrição rosada do país, a concepção da "família" como mero objecto de acções esmoleres, a repetição supersticiosa de frases feitas e expressões ocas como 'modernidade', etc, tudo isso revela o verdadeiro Sócrates: as pessoas só têm de o comparar com a suas verdadeiras vidas.

 


5 comentários:
De Ed a 1 de Setembro de 2009 às 23:55
Estou completamente farto deste anormal! Internem-no!


De horacio a 2 de Setembro de 2009 às 00:18
A pergunta que Judite de Sousa de via ter feito e não fez a propósito das listas da Madeira:
"Sr primeiro ministro se o PS não ganhar as eleições o dr Teixeira dos Santos e a dra Ana Jorge vão ocupar as seus lugares de deputados ou apenas serviram para encher a lista?"


De Anónimo a 2 de Setembro de 2009 às 00:51
Não há pachorra para tanto embuste. Vale que Medina Carreira desmontou "esta gente" que não lhe tira o sono. Nem a mim.


De Anónimo a 2 de Setembro de 2009 às 03:35
Lá está este senhor com o Goebbels, irra! Enfie a carapuça, sim?


De Amêijoa Fresca a 2 de Setembro de 2009 às 11:55
A fácil superficialidade
e a melopeia postiça,
revelam a boçalidade
sem uma ponta castiça.

A repetição supersticiosa
inundada de vacuidade,
uma política fantasiosa
fragilizada pela realidade.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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