Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 02 Set 2009, às 13:59
No ido século XIX, Bismarck impôs uma forma de fazer política que mandava os princípios, valores e ideais dar uma curva e que apenas se preocupava com as considerações práticas. Chamou-se-lhe realpolitik.
Nesta viragem de século, a classe política fundou uma nova forma de fazer política. Esta funda-se na realpolitik, por oca e instantânea, sem ideias nem estratégias, mas vai mais longe. Impõe o primado da imagem. É a barbiepolitik.
Provavelmente o maior exemplo de barbiepolitik de sempre foi e é Barack Obama. Se é certo que é um político com ideias, algumas geradoras de bastante polémica, é igualmente certo que o que o fez arrebatar o coração de tantos românticos worldwide foi a criação do culto à sua volta. Obama, antes de ser político, é um boneco. Um boneco daqueles que estampamos em camisolas, canecas e porta-chaves.
Por cá, à nossa escala, temos o obaminha José Sócrates. É alguém sem ideias, que sabe que só pode chegar ao poder através de uma imagem bem trabalhada. A prova disso é escolha da mandatária da juventude do partido – exemplo máximo da via pela barbiepolitik que José Sócrates e o seu PS vão escolhendo. Com tantos jovens com pensamento mais ou menos estruturado, relativamente consistente e com inteligência mais que reconhecida a pairar «à volta», o boneco escolheu uma boneca que ri muito e lê papeis à frente de assembleias de rapazes embevecidos.
E os proles, que são os únicos que nos podem salvar, não esqueçamos, simplesmente deixam-se encantar por tudo isto. Sem querer entrar nos apocalipsismos costumeiros, julgo que 27 de Setembro vai constituir a oportunidade de todos nós para que travemos a barbiepolitik em Portugal e a deixemos na televisão, na secção Internacional dos noticiários. Pessoalmente, num político quero ideias e não o vazio que obriga a que a campanha seja toda feita cortando fitas.

 

Também publicado no agora reaberto O Afilhado


1 comentário:
De Fernando Barbosa a 2 de Setembro de 2009 às 14:45
Piadético, de facto.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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