Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 04 Set 2009, às 12:29

 Sei o que fizeste no Verão passado

 

O fim do "Jornal Nacional" da TVI é um escândalo para a democracia portuguesa. É ruinoso para o negócio espanhol. Tem consequências políticas inevitáveis, mas imprevisíveis. E está feito. Esta é uma indisfarçável história de pressões. E de depressões.


Só um idiota acredita que a Prisa suspendeu o "Jornal Nacional" "por razões económicas relacionadas com uma reestruturação em curso". Uma "reestruturação em curso" não suspende programas na véspera. Nenhum gestor mata galinhas dos ovos de ouro ou acaba com um programa polémico e campeão de audiências, para mais num período eleitoral, quando o noticiário político é prato forte.


4 comentários:
De Filipe Mergulhão a 4 de Setembro de 2009 às 14:59
Julgo que ninguém minimamente atento julgará que as inúmeras pressões exercidas por José Sócrates e sua "entourage" sobre a TVI não estão umbilicalmente ligadas à decisão da Média Capital! O que acho estranho é que o clamor e a indignação que o episódio Marcelo Rebelo de Sousa com a mesma TVI causou à uns anos, agora esteja bastante mitigado...como se ambos os episódios não fossem de igual gravidade!


De Anónimo a 4 de Setembro de 2009 às 15:01
Manuela no seu melhor

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".»

Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 28 de Agosto de 2009.


De Núncio a 5 de Setembro de 2009 às 16:28
Manuel António Pina equivoca-se e o leitor anónimo faz mal em reproduzir, acriticamente, esse equívoco.
1. Não foi MFL que criou, por lei, o PEC em 2001 (aliás, uma cuidada e imparcial análise constataria que nesse ano era ministro das Finanças Pina Moura, tendo MFL tomado posse em Abril de 2002).
2. MFL subiu efectivamente a taxa legal do IVA para 19%, mas não foi com ela que se atingiu o valor mais alto, tendo a taxa subido ainda mais (para 21%) com o actual governo.
3. Não foram todos os salários dos funcionários públicos "congelados", foram aqueles cujo montante era superior a 1000 euros.
4. Todos os anos económicos da actual legislatura tiveram receitas orçamentais extraordinárias, não sendo as do período 2002/2004 nada excepcionais.
5. Não foi perante MFL que alguns jovens baixaram as calças e exibiram os traseiros, foi perante Couto dos Santos.
Cinco imprecisões em dez linhas é obra! Mais cuidado a subscrever artigos, caro leitor...


De jeronimo a 4 de Setembro de 2009 às 15:23
Pais do Amaral:
«Não entendo como é que só agora é que esta decisão foi tomada. Penso que aquele jornal excedia tudo o que era possível em termos de limites do aceitável e que muita gente estava à espera que isto acontecesse mais cedo do que mais tarde», disse.

Miguel Pais do Amaral considera que «aquele jornal não se enquadra naquilo que a Prisa faz, do ponto de vista de informação, séria e credível, e também não se enquadra sequer naquilo que já era hoje em dia o perfil de informação da TVI».

«Claramente aquilo era uma situação anómala e inconcebível», acrescentou.



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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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