Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
publicado por Paulo Marcelo em 27 Jul 2009, às 20:24

Respondendo à pergunta do João Galamba, recordo um facto muito simples. Foi num governo PSD, sendo primeiro-ministro Durão Barroso, que se criou a UMIC - Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, numa clara aposta em colocar as novas tecnologias ao seviço dos cidadãos e de uma melhor administração pública. Com Diogo Vasconcelos foram lançadas uma série de iniciativas inovadoras de governo electrónico, algumas das quais continuadas pela actual Agência UMIC. Por isso, o PSD não recebe lições do PS nesta matéria.

 

Mas, como aqui e aqui explicou o Rodrigo Adão da Fonseca, os erros socialistas neste campo são os habituais. Por um lado, pensar que deve ser o Estado, e não as empresas em livre concorrência, a comandar todo o investimento em novas tecnologias. Em segundo lugar, o mais grave: usar as novas tecnologias como arma de propaganda política, como aconteceu com a distribuição apressada e (quase) gratuita de computadores Magalhães. Alguns, lá pelos lados de Gondomar, distribuem microondas e televisões aos idosos. Outros computadores portáteis às criancinhas. O princípio subjacente continua, na minha opinião, a não ser correcto. O terceiro erro é pensar que é os problemas estruturais, que conduzem à falta de competitividade do país, se resolvem com soluções mágicas  de software ou hardware instantâneos, misturadas com muito "fazismo" e propaganda. Infelizmente não é assim, como depressa vamos descobrir, quando a poeira assentar. 

 


1 comentário:
De Pedro Morgado a 27 de Julho de 2009 às 22:30
Em Braga, porém, há ainda os que ofereceram chouriços nas últimas eleições e electrodomésticos a 3 meses das próximas. É o chamado upgrade!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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