Domingo, 6 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 06 Set 2009, às 23:00

Manuela Ferreira Leite tem uma concepção da família que é a mais comum, a que mais diz à maioria dos eleitores, que olham para esta instituição para lá de uma mera comunhão de afectos, ou de uma união com direitos patrimoniais. A família, no seu conceito alargado, é o pilar fundamental da sociedade portuguesa, aquele que permite que haja coesão, num momento em que as dificuldades são imensas.

 

Quem ataca esta forma de ver e viver a família, considerando-a depreciativamente, de "conservadora", "atávica", "retrógada", ou "direitista", é porque não conhece, ou não respeita, os valores fundamentais da sociedade portuguesa: porque a concepção de família, em Portugal, é transversal à direita e à esquerda.

 

Podemos discutir se o casamento gay deve ou não ter consagração legal. Quem, porém, "apenas parar armar ao moderninho", insulta quem enuncia o óbvio - que o casamento é a instituição-base da sociedade portuguesa - e defende, pela positiva, uma ideia de família como sempre a conhecemos, não tem condições para governar em nome dos portugueses.

 

Esta discussão é particularmente curiosa, porquanto o Partido Socialista teve esta legislatura a oportunidade de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Uma maioria absoluta e a boa imprensa que acompanharia uma iniciativa legislativa desta natureza, porém, não foram suficientes para que isso tivesse acontecido. 

 

Os eleitores devem perguntar-se porquê, então, agora, com tantas matérias para discutir, o PS aparece tão preocupado com algo que poderia ter já resolvido. Mais: os eleitores que considerem esta matéria relevante, devem votar no único partido que, em coerência, sempre teve uma posição translúcida e transparente em relação a esta matéria: o Bloco de Esquerda.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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