Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 07 Set 2009, às 00:30

 

Como diz o Rodrigo Adão da Fonseca, a concepção de família defendida por MFL é, na realidade, a que mais vigora entre nós. Basta olhar à nossa volta e constatar que, ainda hoje, está muito presente a ideia do casamento como a forma mais segura, a que oferece mais estabilidade e perspectivas de futuro para quem quer ter filhos.

Mesmo as pessoas que teorizam sobre esta matéria, preconizando grandes liberdades, na prática, muitas vezes, alinham pelo diapasão “tradicional” da família. Na minha família, por exemplo, o meu tio que é de extrema esquerda teve 5 filhos e mantém ainda hoje a mesma mulher num casamento que dura há mais de 40 anos. Deixemos, pois, os "falsos modernismos".
 

Por sua vez, no debate de hoje, MFL esclareceu melhor a sua posição sobre esta matéria ao referir:

  •  Que defende as virtudes da família assente no casamento tradicional.
  • Que reconhece a existência de outras formas de família.
  • Que respeita as outras formas de família e o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.
  • Que não concorda com a extensão do conceito de casamento às relações entre pessoas do mesmo sexo.
  • Que expressamente não se opõe à consagração de um regime jurídico que salvaguarde os direitos dos homossexuais, sendo certo que, em face dos graves problemas do país, esta questão está muito longe de ser, para si, uma prioridade.

     


4 comentários:
De Pedro a 7 de Setembro de 2009 às 00:54
não lhe chamem casamento! Chamem-lhe Nhec ou zuca! Eu chamo-lhe hipocrisia.

Quanto à noção da senhora de casamento, lembrei-me da saudosa Natália Correia, deputada do PSD que em 5 de Abril de 1982 em resposta ao deputado João correia do CDS sobre a discussão do Aborto escreveu e disse este poema.

Dedicado ao deputado João Morgado

Já que o coito - diz o Morgado
Tem como fim cristalino
Preciso e imaculado
Fazer menina e menino,
E cada vez que o varão
Sexual petisco manduca
Temos na procriação
Prova que houve truca-truca.
Sendo pai de um só rebento
Lógica é a conclusão
De que o viril instrumento
Só usou - parca ração! -
Uma vez. E se a função
Faz o órgão - diz o ditado -
Consumada essa operação
Ficou capado o Morgado.

(Natália Correia)

Isto é que era o PSD de Sá Carneiro


De Mário Cruz a 7 de Setembro de 2009 às 10:38
Oh Pedro, para si coito e casamento é a mesma coisa? Ou anda para aí a confundir as coisas? Acha que o crescente número de portugueses que amam, vivem (ou não) em conjunto, mas não querem casar, deviam ser obrigados a casar pelo Estado? Se não queremos ou não podemos ter filhos para quê a burocracia civil do casamento? Contratos entre os parceiros, uniões de facto, algo que seja menos burocrático e proteja os parceiros em situação de falecimento (por exemplo), acho mt bem, mais do que isso não faz sentido. Chamemos a cada coisa o que ela é e não tentemos baralhar e misturar conceitos e situações.


De Miguel Reis Cunha a 7 de Setembro de 2009 às 12:12
Caro Pedro
A Natália Correia era deputada independente do PPD e a questão aí abordada, salvo o devido respeito, nada tem a ver com a questão do "casamento" dos homossexuais.
Não está a ver ninguém a defender que dentro do casamento só pode haver relações conjugais para a procriação, pois não ?


De JHB a 7 de Setembro de 2009 às 14:35
Acerca do último ponto, digo apenas que é muito grave que uma candidata a chefe do governo pense que a slavaguarda de direitos dos cidadãos, mesmo que nao sejam de todos os cidadão, nao seja uma prioridade.
Talvez seria bom lembrar a MFL que os direitos dos cidadãos, e a sua salvaguarda, são a base dos Estados de direito.
Isto diz muito sobre a cultura democrática, ou a falta dela, de MFL.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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