Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 07 Set 2009, às 00:13

"(...) Na saúde, comprometemo-nos com a universalidade no acesso aos cuidados de saúde (...)"


(no Programa do PSD)

 

Fui, com gosto, responsável por dinamizar o Fórum Portugal de Verdade sobre Saúde, que teve como lema, "cuidados de saúde para todos". Ao longo de duas sessões tivemos a oportunidade de discutir, em ambiente aberto, as questões apresentadas por dezenas de profissionais e personalidades que vivem o dia-a-dia da Saúde. No programa do PSD encontramos muitas das questões que se discutiram nessas sessões e, também, dos contributos que vi apresentados e compilados pelo Instituto Sá Carneiro. O programa do PSD para esta eleição tem como marca uma preocupação principal: colocar o utente no centro da prestação

 

Sem preconceitos ideológicos ou necessidade de prestar vénias ou canonizar o SNS que, obviamente, tem um papel estruturante do sector da Saúde em Portugal.

 

O país está em crise, pelo que não precisamos de falsas idolatrias, que nem o próprio PS segue na forma pragmática como gere a saúde em Portugal: se queremos defender a universalidade do acesso aos cuidados de saúde, temos de aproveitar toda a capacidade instalada, no sector público, privado e social. Por isso defende o PSD algo que é essencial para que isso ocorra:

 

"(...) Introduziremos uma separação funcional, e porventura orgânica, entre o financiamento, a prestação e a regulação da saúde, que permita simultaneamente a maior abertura ao mercado concorrencial e a melhor clarificação das relações entre os sectores público, privado e social (...)".


(no programa do PSD)

 

O SNS nunca esteve em causa; mais: a clarificação de papéis, em muitas questões, favorece o próprio prestador público. Convém ainda relembrar que, por lei, o sector privado e o sector social fazem parte, também, do Sistema Nacional de Saúde.


2 comentários:
De Pedro Morgado a 7 de Setembro de 2009 às 02:22
Gostava que o PSD explicasse duas coisas antes das eleições:

1. Como se sabe, os privados apenas apostam nos serviços de saúde mais lucrativos. As doenças oncológicas, a saúde mental e os cuidados intensivos, por exemplo, são áreas que os hospitais privados normalmente negligenciam devido aos enormes custos que acarretam. Como pensa o PSD garantir o financiamento de tratamentos de excelência nestas áreas no sector público quando pretende entregar parte dos serviços potencialmente mais lucrativos aos privados?

2. Defendendo a extinção das taxas moderadoras nas cirurgias e internamentos e a estabilidade do seu valor nas consultas, como é que pensa o PSD financiar o SNS?

Nenhuma destas questões está clara no Programa de Governo.


De Nuno Gouveia a 7 de Setembro de 2009 às 13:55
Pedro também tens preconceitos ideológicos? Se percebo que isto cause incómodo ao Dr. Louçã, que ainda vive na época da URSS, não percebo como isto pode causar tanto celeuma.

A proposta do PSD passa por utilizar os serviços privados como um complemento aos públicos, nomeadamente quando estes não conseguem ter capacidade de resposta- Os hospitais públicos estão cheios, muitas vezes com filas de espera enormes. Estás a supor algo que não está no programa do psd.

A minha opinião é que se deveria criar condições para as pessoas terem liberdade de escolha, quando tal for possível....

Sobre as taxas moderadoras, é óbvio que estas são nunca deveriam ter sido aplicadas a cirurgias e internamentos. Não percebo como se pode defender isto. Mais valia chamar.lhe um taxa ou novo imposto.. Além disso gostava de saber o valor que o Estado arrecadou com a taxas moderadoras na cirurgias ou internamentos, para ver se estamos a falar de um valor significativo, ou não.

Abraço


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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