Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 08 Set 2009, às 14:52

Vários foram os casos que envolveram o governo, e José Sócrates pessoalmente, em ataques à liberdade de imprensa nos últimos anos. 

O caso da licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente, e alterações no seu currículo oficial, foi o primeiro grande embate entre São Bento e a comunicação social. Este caso, que começou no blogue Portugal Profundo, demorou o seu tempo a surgir nos meios de comunicação social. Durante esse processo, o director do Público e da Rádio Renascença acusaram o gabinete de José Sócrates de ter exercido “pressões ilegítimas” sobre jornalistas dos dois órgãos. Além disso, várias foram os rumores de telefonemas em tom ameaçador para jornalistas, para tentar impedir a sua publicação, ou condicionar o rumo da cobertura.

No congresso de Fevereiro, José Sócrates deu o mote para o ano eleitoral, ao apontar dois órgãos de comunicação social como seus adversários políticos. Mostrando as suas dificuldades em conviver com uma imprensa hostil, o primeiro-ministro viria mais tarde, num inédito ataque a um programa de televisão, a considerar Manuela Moura Guedes como executante de uma verdadeira caça ao homem, num telejornal “travestido” de jornalismo.

José Sócrates, sentindo-se perseguido por uma cobertura do processo Freeport (que seria alvo da imprensa em qualquer democracia), processou vários jornalistas, numa tentativa obvia de delimitar o trabalho jornalístico. Ao todo, foram mais de nove os alvos da fúria do Primeiro-ministro. Um deles, João Miguel Tavares, já viu ser-lhe reconhecida razão nos tribunais.

Nunca escondendo que o Jornal Nacional das sextas-feiras era incómodo para o governo, em Junho o país assistiu a uma tentativa de compra da TVI por parte da Portugal Telecom, negócio este que vinha a ser cozinhado nos bastidores desde o inicio do ano, com o consentimento de José Sócrates.

Também em Julho deste ano, soubemos que a direcção de informação da TSF tinha sido remodelada dois meses antes das legislativas, com o afastamento da editora de politica, Teresa Dias Mendes. Esta jornalista foi removida da secção de política pouco depois de ter sido alvo da fúria de José Sócrates durante uma troca de palavras azeda, devido uma peça que desagradou o Primeiro-ministro. 

Finalmente, a pouco menos de um mês das eleições legislativas, Manuela Moura Guedes é afastada do ar pela administração da Prisa, depois de José Eduardo Moniz já ter saido da direcção geral da TVI.

Como tem sido habitual neste Partido Socialista, logo surgiram as acusações de cabalas, ciladas, campanhas negras e urdiduras a terceiros, como se nada tivessem a ver com o caso. Mas o que a actuação deste governo nos diz é que ele tudo fazem para pressionar ou delimitar a acção da imprensa. Porque haveria de ter sido diferente neste caso, quando tudo fizeram para que este cenário acontecesse? 


13 comentários:
De Carlos Dias Ferreira a 8 de Setembro de 2009 às 16:09
Nuno:

Estou 100% de acordo consigo, estes são factos indesmentiveis tudo o resto é apenas a propaganda e mentira socrática a tentar enganar tudo e todos, eles eram lá capazes de fazer uma coisa destas.
Será que ainda faklta muito para 27 de Setembro para nos podermos livrar destes "iluminados da treta"?


De jeronimo a 8 de Setembro de 2009 às 16:16
Provavelmente, este comentário vai ser rejeitado, mas não tenho outra forma mais objectiva de dizer isto: Vc neste post está a mentir. Muito do que colocou no post nem aconteceu, o resto está descontextualizado ou deturpado. É isto a política da (meia) Verdade !!


De Nuno Gouveia a 8 de Setembro de 2009 às 18:07
Anónimos são assim...


De jeronimo a 8 de Setembro de 2009 às 18:39

(...)foi o primeiro grande embate entre São Bento e a comunicação social. Este caso, que começou no blogue Portugal Profundo, (...)
MENTIRA: isto não écomunicação social, é um blogue pateta de alguém que roça o inimputável

(...)o director do Público e da Rádio Renascença acusaram o gabinete de José Sócrates de ter exercido "pressões ilegítimas" sobre jornalistas dos dois órgãos(...)
MENTIRA: ameaçar alguém com um processo é um direito que nos assiste a todos, não é uma pressão ilegítma

(...)os rumores de telefonemas em tom ameaçador para jornalistas,(...)
MENTIRA: rumores ?

(...)inédito ataque a um programa de televisão,(...)
MENTIRA: Rui Gomes da Silva já se tinha insurgido contra o programa deMarcelo
OMISSÂO: tirando o caso do Diário contra Sá Carneiro, não me lembro de outro político ou entidade pública escrutinada e acusada sistematicamente.

(...)José Sócrates, sentindo-se perseguido por uma cobertura do processo Freeport (que seria alvo da imprensa em qualquer democracia), processou vários jornalistas, numa tentativa obvia de delimitar o trabalho jornalístico.(...)
MENTIRA: Sócrates processou-os por peças já emitidas ou publicadas;

(...)Um deles, João Miguel Tavares, já viu ser-lhe reconhecida razão nos tribunais(...)
MENTIRA: O Tribunal não deu razão às queixas de Sócrates, não concordou com o artigo de JMTavares

(...)negócio este que vinha a ser cozinhado nos bastidores desde o inicio do ano, com o consentimento de José Sócrates(...)
MENTIRA: Henrique Granadeiro negou-o por diversas vezes

(...)a direcção de informação da TSF tinha sido remodelada dois meses antes das legislativas, com o afastamento da editora de politica, Teresa Dias Mendes. Esta jornalista foi removida da secção de política pouco depois de ter sido alvo da fúria de José Sócrates durante uma troca de palavras azeda, devido uma peça que desagradou o Primeiro-ministro.(...)
MENTIRA: Paulo Baldaia esclareceu esta questão por diversas vezes


(...)como se nada tivessem a ver com o caso.(...)
MENTIRA: que provas tem que tenham a ver com o caso ? É a sua opinião ?

(...)Mas o que a actuação deste governo nos diz é que ele tudo fazem para pressionar ou delimitar a acção da imprensa.(...)
MENTIRA: porque todas as premissas são falsas




De João Neto a 8 de Setembro de 2009 às 17:01
E Charrua, e a não divulgação dos números das manifestações, e o CITIUS , e Relvas, e os colaboradores do programa do PSD que tiveram medo de divulgar publicamente a sua participação, e os receios das escutas na Presidência da República, e o negócio da PT e a intimidação a Judite de Sousa e Guedes de Carvalho, e os alunos utilizados para campanhas do PS, etc , etc .


De jeronimo a 8 de Setembro de 2009 às 18:46
(...)E Charrua,(...)
Tb faz parte da Comunicação Social ? Foi afastado por Sócrates ? Era um funcionário (destacado) exemplar ? Ou apenas um idiota ?

(...)e a não divulgação dos números das manifestações,(...)
Foi por decisão de Sócrates ? Quem é que mente, afinal ?


(...)e o CITIUS(...)
O que é que um sistema informático de suporte à actividade judicial tem a ver com esta matéria ? É mais um plano maquiavélico de Sócrates para pressionar os juizes ?

(...)e Relvas,(...)
E Relvas o quê ? Relvas desmentiu. Isto foi há mais de um ano. Se fosse verdade porque não teria sido denunciado mais cedo ?

(...)e os colaboradores do programa do PSD que tiveram medo de divulgar publicamente a sua participaçã(...)
O quê ??!! Tiveram medo do quê ? De ir para o Tarrafal ?

(...), e os receios das escutas na Presidência da República,(...)
O que é que Cavaco disse relativamente a isto ?

(...)a intimidação a Judite de Sousa e Guedes de Carvalho,(...)
Qual ?

(...)e os alunos utilizados para campanhas do PS,(...)
Também são pressões sobre a comunicação social ?

(...)etc , etc (...)
Homem, acalme-se, que esse ódio todo toldou-lhe completamente o raciocínio.


De João Neto a 9 de Setembro de 2009 às 13:22
jeronimo,

os casos que referi não são (na sua maioria) casos de perseguição à imprensa. São casos de perseguição a cidadãos comuns. Mas pelos vistos você já os desmascarou! Muito bem!



De Ricardo Ferreira a 10 de Setembro de 2009 às 19:37
O João Neto deve ter uma ligeira deficiencia na interpertação de textos...


De Compadre Alentejano a 8 de Setembro de 2009 às 17:16
Concordo plenamente com este post, tanto assim, que tomei a liberdade de o publicar no meu PAPA AÇORDAS, devidamente identificado.
Compadre Alentejano


De José a 8 de Setembro de 2009 às 18:18
E ainda falta a reconhecida ingerência na SIC Radical, mais propriamente nos homens da luta! É verdade, o próprio Jel já referiu várias vezes que um dos episódios do seu programa viu a habitual repetição anulada após pressões do gabinete do PM. Isto está documentado em som e imagens. São factos.


De Sérgio Loureiro a 9 de Setembro de 2009 às 04:36
Decididamente temos um Primeiro Ministro a altura do maior ditador jamais visto pela História. Realmente ele esta em todo lado..., será Deus, (omnipresente). Esperem lá ,será que no caso da noite branca no Porto também foi por pressão de José Sócrates , bem... é um caso a averiguar.
Bem acho que não deviam ler tantos livros da agatha chistie .
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Decididamente temos um Primeiro Ministro a altura do maior ditador jamais visto pela História. Realmente ele esta em todo lado..., será Deus, (omnipresente). Esperem lá ,será que no caso da noite branca no Porto também foi por pressão de José Sócrates , bem... é um caso a averiguar. <BR>Bem acho que não deviam ler tantos livros da agatha chistie . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>P.S</A> Caro Jerónimo parabéns pelo seu post .


De Pedro Miguel a 9 de Setembro de 2009 às 10:17
E para aqueles que ainda se dão ao trabalho de contra argumentar factos deixo a pergunta: não são demasiadas coincidências, todas no mesmo sentido e ao longo de 4 anos? A resposta a isto costuma ser a teoria da conspiração (ou da vitimização, como preferirem). Como licenciado em publicidade Muito sinceramente não acredito em José Sócrates nem no PS por uma simples razão: porque conheço as ferramentas e sei como se usam para o bem e para o mal. Fazendo a antologia desta minha desconfiança posso dizer que ela começa no exacto momento em que um partido que já então era escravo das ferramentas da comunicação em todas as acções politicas que que se insurge de uma forma quase épica contra a criação de uma central de comunicação no governo. A incoerência e o descaramento politico aqui é por demais evidente, e desta vez não há "superior interesse da nação" que possa ser evocado para justificar a discrepância de posições, razão pela qual todos os meus receios sobre a perversão da estratégia de comunicação do PS e de José Sócrates se vieram a confirmar a cada dia desta legislatura.


De Francisco Ribeiro a 10 de Setembro de 2009 às 14:58
Você tem toda a razão. Tanta razão que se fosse a si eu tinha cuidado. Um dia destes O socrates vai estar a gloogar no magalhães e vai aparecer este blog.
Estranhamente sabe que uma das técnicas mais utilizadas para reprimir a liberdade de expressão, é começar pelo peixe pequeno que mete veneno. Como você.

O que eu acho pena neste blog, é que não é algo imparcial.
Como quer você ser levado a sério, ou sequer tido em conta, se só sabe dizer mal?
É nitidamente a oposição, reclama, reclama, mas não dá UMA unica solução ou opinião proveitosa para resolver os problemas do país...

É triste que você ainda pense que está a desmascarar alguém. O que você nitidamente faz é perseguição politica sem qualquer base fundamental ou ideológica. Quase que era capaz de dizer que o senhor é do Bloco de Esquerda... Mas ao contrário de si, não me vou por a dizer mal só porque sim. De vez em quando o FL até diz umas coisas de jeito...


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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