Terça-feira, 28 de Julho de 2009
publicado por João Gonçalves em 28 Jul 2009, às 00:38
O mais engraçado do encontro de José Sócrates com alguns bloggers (um "acto falhado" tecnológico como bem escreve o Eduardo Pitta e mesmo nas barbas do responsável pelo famoso "Plano", o simpático Carlos Zorrinho) foi a presença saltitante de João Galamba, a mais recente aquisição do PS para candidato a deputado por Santarém. É "independente" mas parecia mais militante do que qualquer um dos muitos militantes presentes. Não sei se, em 2005, estaria tão embevecido por Sócrates como está agora. Esta nova esperança da política portuguesa vai dedicar-se a Santarém, por umas semanas, para o que der e vier. Não é, porém, certo que Santarém se dedique assim tanto a ele como ele precisa de Santarém para a sua púbere biografia política. Um "Ribatejano", aliás, deixou-me um comentário elucidativo do "processo" que levou à escolha de Galamba pelo secretário-geral. «Depois de escolhidos os nomes por Santarém, já na madrugada de terça-feira, 21 de Julho, a lista sofreu duas alterações. Os dois primeiros lugares estavam em aberto para serem escolhidos pelo secretário-geral do partido, José Sócrates, e tudo indicava que fossem para o actual secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, e para Idália Moniz, cabeça de lista à Assembleia Municipal de Santarém e secretária de Estado da Reabilitação. Mas Sócrates decidiu indicar João Galamba para ocupar a segunda posição em vez de Idália Moniz, ex-presidente da Junta de Freguesia de Almoster. Idália era para ser incluída na lista às legislativas pela Guarda, o que a deixava numa posição delicada para poder continuar a assumir o compromisso de ser cabeça de lista à Assembleia Municipal de Santarém, para a qual já tinha sido apresentada publicamente. Para evitar um imbróglio e porque o secretário-geral do partido só podia escolher dois elementos (30 por cento em relação aos lugares eleitos nas últimas eleições), a distrital volta a incluir a secretária de Estado no segundo lugar, sem qualquer votação, passando João Galamba para terceiro. António Gameiro que tinha sido escolhido para ocupar o terceiro lugar desce uma posição, tal como todos os outros que se lhe seguiam. Enfim, por trapalhadas menores foi o Santana para a rua. É por estas e por outras que voto em quem fala verdade.» É a vida como dizia o outro. Ou fazer por ela.
De
Levy a 28 de Julho de 2009 às 01:22
Ai o Galamba vai para deputado? Então não tem feito mais do que defender coisas em interesse próprio. Está tudo explicado.
De José Barros a 28 de Julho de 2009 às 01:52
Ai o Galamba vai para deputado? Então não tem feito mais do que defender coisas em interesse próprio. Está tudo explicado - Levy
Sabendo de Freitas, Vital e tanto senador a dar maus exemplos, não posso levar a mal ao jovem Galamba a sua recente conversão às novas oportunidades.
José,
Não esperava esta permanente desqualificação das opções políticas dos outros. Desde quando é que é crime/traição/tachismo aceitar um convite por parte de um partido com o qual se concorda e no qual se acredita ter a melhor proposta política para o país?
De Rui Alves a 2 de Dezembro de 2011 às 22:49
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
De José Barros a 28 de Julho de 2009 às 15:34
Não esperava esta permanente desqualificação das opções políticas dos outros. Desde quando é que é crime/traição/tachismo aceitar um convite por parte de um partido com o qual se concorda e no qual se acredita ter a melhor proposta política para o país? - João Galamba
Não há mal nenhum no facto de seres candidato a deputado.
O que me faz impressão e provoca alguma comiseração é o facto de tais convites pressuporem uma espécie de estágio em assessoria política que os candidatos não se importam de prosseguir, prestando-se a papéis que normalmente não estariam dispostos a desempenhar. E é isso que tenho notado na tua presença blogosférica e televisiva nos últimos meses que não tem paralelo no teu anterior contributo em blogues como o metablog. É isso que critico, crítica que estendo a pessoas com maiores responsabilidades como Freitas e Vital Moreira, neste mesmo mandato socialista.
Como disse, há exemplos anteriores: Azeredo Lopes fez campanha acérrima pelo PS nas presidenciais e foi premiado com um lugar de presidente da ERC; Freitas também defendeu "à outrance" Sócrates num programa televisivo sobre o Freeport e na semana a seguir foi proposto pelo PS para provedor de justiça, quando já antes, depois de semelhante período de assessoria televisiva, tinha sido ministro. Enfim, é isto que como cidadão me desilude. Mais nas pessoas do que na prática política deste governo, do qual não espero nada.
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