Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 09 Set 2009, às 12:28

Diz-nos hoje o ‘i’ que, de acordo com dados do Eurostat, “em 2005, a morte de quase 130 mil empresas, a esmagadora maioria de dimensão micro (menos de dez empregados), destruiu 196 mil empregos.

 

Conforme tive oportunidade de escrever aqui ontem, a saída de Portugal da recessão técnica, deve-se aos que, com trabalho certo e salário garantido, foram fortemente beneficiados com as descidas das taxas de juro, a baixa abrupta das prestações da casa e a queda nos preços. Esta realidade explica-se através as rígidas leis laborais que temos e está a criar uma situação que a médio prazo será assustadora: Caminhamos a passos largos para dois ‘portugais’. Um, protegido e bem colocado, que beneficia com a crise e outro, sufocado com obrigações fiscais, como acontece às micro empresas e aos empresários em nome individual, ou até sem trabalho, como acontece a mais de meio milhão de portugueses.

 

O PSD tem dado especial atenção à situação das micro e das pequenas e médias empresas, demonstrando que conhece o que se passa no terreno. Ao contrário do que sucede com o PS, que privilegia os grandes investimentos públicos, e o Bloco de Esquerda que se perde nos grande negócios, consequência natural do capitalismo de Estado que ambos preconizam, o PSD está a acertar no diagnóstico.

   

Pela primeira vez em muitos anos, há nestas eleições uma verdadeira alternativa. Vamos ter oportunidade de escolher entre o investimento público em massa, com contratos para algumas empresas escolhidas pelo governo, e ajudas às centenas de milhares empresas que dão emprego e produzem verdadeira riqueza. O tempo não está para brincadeiras. Na verdade, quem paga a factura somos nós.


1 comentário:
De cb a 9 de Setembro de 2009 às 14:25
Sr AAA
Não percebo nada de economia, e agradeço desde já esclarecimento se estou errado, mas por experiência própria sei que um grande projecto nacional de construção civil garante centenas e por vezes milhares de empregos directos ao longo de muitos anos, arrastando atrás a criação de muitos pequenos negócios locais e regionais, aumentando a dimensão de outros já existentes, proporcionando mais empregos indirectos nos mais variados ramos de actividade indirectamente ligados ao projecto, dinamizando assim a economia, criando-se mais riqueza.
Agora o PSD pretende dinamizar a criação de tabacarias, barbearias, cabeleireiros, bares, boítes, sapatarias e sei lá mais o quê que seja micro (196000 / 130000 = 1,51) para servir de locomotiva da economia. Com franqueza !


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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