Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Morgado em 10 Set 2009, às 12:17

Ler o artigo de Paulo Tunhas no i, "Verdade e fascismo".

 

Além da problematização oferecida pelo Paulo Tunhas, apetece-me dizer ainda o seguinte: os nossos defensores da democracia estão muito preocupados com a sombra "absolutista" ou "totalitária" da Verdade. Fariam bem em reparar que a ética cívica democrática na Atenas clássica não dispensava uma certa política da verdade. Afinal, o que é que o parrhesiastes dizia senão a verdade?


4 comentários:
De João Galamba a 10 de Setembro de 2009 às 13:14
Há um livrinho do Bernard Williams que distingue "truth" de "truthfulness" recorrendo aos Gregos. Acho que é mais ou menos por aí. A Arendt também escreveu um bocadinho sobre "verdade e totalitarismo", também é uma boa fonte para se perceber a perversidade (e autoritarismo) do slogan político "Verdade"


De Miguel Morgado a 10 de Setembro de 2009 às 15:14
Não, João, não é por aí.
Quando falas com alguém, que por alguma razão, não quer contar o que se passou, tu dizes-lhe: "vá, diz-me a verdade. Não me escondas nada."


De João Galamba a 10 de Setembro de 2009 às 15:20
O problema não é a verdade. O problema é Ferreira Leite anunciar, antes de dizer A ou B, que A ou B serão a Verdade porque é ela qe o diz. É um bocado como o "isto é assim": é uma forma autoritária de desautorizar e desqualificar o adversário.

A verdade não precede a enunciação. Mas Ferreira Leite inverteu a coisa: é verdade porque só eu é que digo a verdade.

Por isso, mantenho o que escrevi no comentário anterior.

Abraço


De VFS a 12 de Setembro de 2009 às 00:18
Parece que há aqui alguma confusão.
Não há comparação possível entre o entendimento do que é a democracia na grécia clássica e o entendimento do conceito de democracia surgido com o iluminismo, ou seja, aquele que nós hoje experimentamos.
Estes dois conceitos são antagómicos.

Também por isso, isto tem que se lhe diga:
http://intransmissivel.wordpress.com/2009/08/27/platao-aristoteles-e-os-politicos-portugueses/


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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