Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 11 Set 2009, às 11:49

Portugal está asfixiado pelo Estado. Há anos que esta situação se mantém, nos queixamos e pouco ou nada se altera. Para mudarmos esta realidade, para conseguirmos uma economia virada para a criação de emprego, vamos ter de assumir outra forma de estar na vida. Enaltecer o empreendedor, não invejar o sucesso alheio. Aceitar o risco. Querer escolher. Assumir a responsabilidade da escolha. Alcançar o verdadeiro sentido da liberdade. Não pedir ao Estado o que pode ser feito por nós. A verdadeira mudança, que nos permitirá viver melhor, começa no nosso íntimo e não no governo. Enquanto não atingirmos isto, não sairemos daqui.

 
Também publicado no ‘Novas Políticas’.


2 comentários:
De causavossa a 11 de Setembro de 2009 às 12:22
Experimente o cidadão que gosta de matemática, mesmo que não tenha tido matemática para economistas, fazer o seguinte exercício: pegue numa folha de cálculo tipo Excel e considere que começa a sua vida activa aos 22 anos, depois de ter acabado a sua formação académica ou profissional.

Considere que ao longo da sua vida profissional descontava sobre um ordenado constante de 1000€ e que o entregava a uma entidade credível como o Estado. Não vamos considerar aumentos de ordenado ao longo da vida e manteremos a inflação constante. Em juro composto o seu capital final ao fim de 45 anos atingiria a módica quantia de 312.951 €.

Ora se considerarmos que a esperança média de vida é de 75 anos, ou seja beneficiaria de 10 anos de reforma e dividindo esse valor por 140 prestações a sua reforma atingiria o valor de 2235€ por mês distribuídos pelos 14 meses. Ou seja em escudos qualquer coisa como 440 contos.

A actual segurança social para um beneficiário deste quilate prepara-se para no fim da nossa vida útil nos privilegiar, como por favor e a muito custo, com uma verba de 600 a 700 €, três vezes menos do que deveríamos receber.

Obviamente que os defensores do actual regime que sempre beneficiaram de lugares do Estado não sentem como suas as prestações sociais. O Estado paga-lhes a segurança social, o Estado assegura-lhes uma reforma bem mais rica do que aquela que a sua produção de riqueza auguraria.

Obviamente, também, que o Estado argumentará que o bolo da segurança social serve para pagar prestações como o abono de família e outras que não são significativas no quadro do apoio. Não é por lhes ser devolvido 20 € por mês que as famílias Portuguesas rejubilam. Além disso a sua operacionalização custa tanto como a sua atribuição.

Obviamente, também, que a segurança social argumentará que muitos não contribuíram para o bolo e são, hoje, tocados por prestações e que há uma solidariedade geracional a respeitar.

Face a estes argumentos, separe-se as águas e utilize-se o orçamento geral do Estado para apoiar socialmente quem tem de ser apoiado. Não se utilize é o dinheiro da reforma dos Portugueses para alimentar e auto alimentar um regime (prestativo), que é ineficiente e pouco solidário: uma parte do manco MONSTRO de que falava Cavaco.

Obviamente, também, que este caminho só se poderá fazer se o Estado não se auto-alimentar criando ineficiências e empregos que só servem para clientelas e para uma classe que não gosta de trabalho mas de emprego. Essa classe do não transaccionável, do privilégio, da imposição e não audição, na sua pretensa notabilidade.

O caminho da simplificação e da não dispersão é assim o único caminho que leva à satisfação de todos! Houvesse vontade, seriedade, visão e o caminho poderia ser bem outro!

Por mais que se queira Portugal só mudará quando Portugal deixar de ser um País, duas Cidadanias, quando homens como Sócrates não se voltarem para cidadãos Alentejanos e cinicamente os tratar nas palavras como iguais e no tom, superiormente paternalista, como cidadãos a tolerar, de preferência em tempo de voto!


De JHB a 11 de Setembro de 2009 às 13:33
Obviamente você ainda nao percebeu que a seguranca social nao é um sistema de capitalizacao.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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