Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
publicado por Alexandre Homem Cristo em 11 Set 2009, às 20:31

O Bastonário da Ordem dos Advogados vem hoje, em artigo no jornal Público, defender o Governo de José Sócrates a propósito do caso da suspensão do Jornal de 6ª de Manuela Moura Guedes. E, para o fazer, recorre a dois argumentos: (1) a crítica do 1º Ministro ao Jornal da TVI e o facto de ele beneficiar da sua suspensão não podem ser argumentos para a sua culpa; (2) nunca em Portugal a informação nos media teve tanta qualidade e tanta isenção. Ambos os pontos estão correctos, mas nenhum responde à questão que Marinho e Pinto visava responder.

 

(1) Concordo com Marinho e Pinto: não é porque ele sai beneficiado que foi ele o culpado. Mas este contra-argumento não rebate a questão fundamental: a pressão que os media sentem e têm sentido ao longo desta legislatura é uma explicação de fundo? Muito provavelmente. Pelo menos, será a única a fazer sentido enquanto a própria Prisa, ou alguém na TVI, não nos disser algo mais que a barbaridade das ‘razões económicas’.

 

(2) É também verdade o que aqui diz Marinho e Pinto. Ninguém se queixa de formatações de telejornais, de propaganda explícita na televisão pública, nem de muitas outras coisas de que se queixavam no passado. Mas há fenómenos novos. Não me recordo de um 1º Ministro que tivesse processado jornalistas e bloggers, jornais e programas de informação como o fez José Sócrates. Duvido muito, embora em mês de eleições já pouco me surpreenda, que alguém defenda que estes processos não constituem uma forma de pressão política. E há mais, muito mais. Muita gente que não quer arranjar chatices, por exemplo. Histórias de assessores que telefonam a jornalistas. Aquela coisa da 'liberdade respeitosa'. Os exemplos multiplicam-se. Marinho e Pinto, convenientemente, esqueceu-se deles e dá-nos a entender que nunca nada esteve tão bem nos media. Fez mal, já ninguém acredita nesse país do ‘faz-de-conta’.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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