Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
publicado por Sofia Rocha em 11 Set 2009, às 23:36

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, e o líder do BE, Francisco Louçã,  no frente-a-frente transmitido na RTP

 

Ao fim de oito debates, já podemos ter algumas certezas. O modelo funcionou, o recurso sempre ao mesmo cenário deu-lhe coerência e permitiu que nos concentrassemos nos conteúdos, nas prestações dos adversários políticos.

Este exercício obrigou os partidos e os seus líderes a prepararem-se tecnica e estrategicamente para esses debates. O que nos leva a outra questão: os líderes partidários estão hoje sujeitos a um grau de exigência muito maior do que no passado. Têm de dominar as matérias, o conteúdo, e simultaneamente a forma como as comunicam.

Os debates têm sido vistos com boas audiências e muito comentados, provando que quando o conteúdo é bom e os protagonistas são bons, as pessoas seguem o enredo com interesse. O sucesso dos debates só beneficia a democracia.

Face ao nível de exigência colocado, pergunto: poderão os líderes partidários não ser profissionais? Olhando para os líderes que temos, vemos que essa é a tendência. Por um lado, pensamos que esse pode ser um caminho perigoso, que leve à excessiva dependência de uma carreira política; por outro, quando vemos um líder menos bem preparado, ou que não conheça as matérias, ou não comunique da melhor forma, de imediato sentimos que não está a desempenhar bem a sua função.

Francisco Louça percebeu, como nenhum outro político em Portugal, esse momento de transição que vivíamos. Percebeu que podia ter imenso sucesso, e sucesso político, mesmo com um velhinho programa encapotado de transformar o país numa ditadura do proletariado. É um homem profundamente inteligente, bastava-lhe trabalhar imenso, continuar a ser demagogo e usar com desenvoltura os mecanismos da comunicação.

Contou com a complacência e benevolência dos meios de comunicação social que trataram o BE com enlevo e o promoveram descaradamente e ainda com a displicência dos partidos na AR. O resultado está à vista. O BE prepara-se para ser a terceira força política mais votada nas legislativas.

Hoje, ouvindo pela enésima vez a defesa da abolição da propriedade privada e o primado absoluto do Estado, senti-me profundamente asfixiada.

 


1 comentário:
De horacio a 12 de Setembro de 2009 às 01:43
No SIMplex o Rogério da Costa Pereira já está com uma azia do tamanho do Largo do Rato com as sondagens que hoje sairam. Sobretudo com a tendência das mesmas. Mais 2 semanas e a Rosa vai murchar.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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