Sábado, 12 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 12 Set 2009, às 01:26

O PSD nesta eleição tem, pelo menos, o mérito de querer falar verdade aos portugueses, e de renovar o seu contrato social com os eleitores. Tem o mérito de querer encontrar soluções transversais que salvaguardem a igualdade de oportunidades. De tocar nos problemas, não vendendo fábulas.

 

Tem o mérito de estar a fazer uma campanha digna. O PS devia ter vergonha da forma como nos tem apresentado a sua "mandatária para a juventude", colocando-a na situação embaraçosa de repetir frases e expressões que não são suas, passando, inclusive, por mentirosa; muito mal anda a democracia quando alguém acredita que, na entrevista dada ao jornal "i", há uma só vírgula pensada ou dita pela Carolina Patrocínio. Claro que a verdade transparece sempre: nunca a mandatária se enganaria, dizendo que votou numa eleição em que ainda era menor, como nunca diria que votou nas legislativas "sempre" no PS, quando não houve desde aí mais nenhumas eleições legislativas. Ninguém se esquece do dia em que votou pela primeira vez.

 

O mais grave é que a entrevista é-nos apresentada como sendo um "acto de emancipação" da Carolina Patrocínio, "que não [precisaria] de autorização de José Sócrates para dar entrevistas".

 

O PS e a sua Mandatária têm obrigação de nos contar a verdade, e responder: a entrevista foi preparada e respondida por alguém ligado ao PS, e remetida para a redacção do i, ou foi a própria Carolina Patrocínio que num gesto de "voluntarismo" mentiu ao jornal? 

 

Nós, os eleitores, temos o direito de não sermos tratados como mentecaptos, temos o dever de mostrar ao PS que não aceitamos que nos vendam políticos e ideias políticas como quem nos vende sabonetes...


7 comentários:
De Eleitor a 12 de Setembro de 2009 às 12:35
E não há mais nada para debater do que a Carolina Patrocínio? A rapariga tem alguma relevância no tema das eleições? A opinião dela (ou encomendada) não aquece nem arrefece. Acham que alguém vota PS por causa dela?
Economia, Justiça, Educação, Saúde, Europa, etc, são os temas que interessam.


De José Barros a 12 de Setembro de 2009 às 15:23
A relevância que tem é a de ser mais um exemplo de como este governo actua, utilizando estratégias de spin, pensadas por assessores que sistematicamente visam enganar o eleitor e tratá-lo como parvo. É essa propaganda que também vai a votos no dia 27, por ser, do ponto de vista qualidade da democracia, uma das heranças mais tristes deste governo.


De Joaquim Amado Lopes a 12 de Setembro de 2009 às 16:22
Em primeiro lugar, se o PS não partisse do princípio de que escolher a Carolina Patrocínio para mandatária para a juventude traria vantagens eleitorais não a teria escolhido.

Em segundo lugar, a entrevista foi dada como mandatária para a juventude pelo PS e sobre política nacional. Isso significa que é uma entrevista política e vincula o PS. Principalmente se a Carolina apenas apareceu para a fotografia e foram outros a escrever as respostas.
Se foi realmente esse o caso, como é mais do que provável, então a entrevista é uma fraude realizada unicamente com o objectivo de obter vantagens eleitorais.

Economia, Justiça, Educação, Saúde e Europa são (alguns dos) assuntos realmente importantes e a discussão deveria ser sobre eles.
Mas quando um dos "interlocutores" demonstra não hesitar em recorrer à mentira e à fraude apenas para ganhar mais alguns votos, o que quer que esse "interlocutor" diga sobre os assuntos realmente importantes não importa.

Nesta campanha o carácter dos candidatos é de primordial importância. E se é verdade que o PSD tem dado alguns tiros nos pés (muitos mais do que aqueles com que eu me sinto confortável e sou militante do PSD - ou talvez por isso mesmo), é igualmente verdade que o PS (Partido do Sócrates) tem demonstrado (também neste caso) uma total ausência de carácter.

Talvez esta matéria não interesse a alguns "eleitores" mas devia interessar a todos.


De José António Abreu a 12 de Setembro de 2009 às 16:41
Totalmente de acordo. Na verdade, os métodos do PS de Sócrates são tão vergonhosos que as políticas que defende só não são irrelevantes porque a maioria também é má.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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