Terça-feira, 28 de Julho de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 28 Jul 2009, às 12:26

É pena que Pedro Adão e Silva venha agora com esta de que o melhor que o estado pode fazer é "criar condições que estimulem o emprego privado". Em 2005 isto foi dito, redito e repetido vezes sem conta, pelo menos na blogosfera e de certeza no Insurgente. Como dava jeito e a onda era essa, a da ganhar eleições à custa de um slogan, o PS não quis saber. Agora, com o fracasso estampado nas estatísticas e pior, na vida do cada vez maior número de desempregados que sofrem as medidas deste governo, Pedro Adão e Silva ‘vira o bico ao prego’. Dá jeito, mas não pega.

Quanto à crise internacional não deixa de ser lamentável que em Abril de 2008, quando os dados económicos davam sérios sinais de abrandamento, que eram do conhecimento de qualquer pessoa minimamente informada e que lidasse a um nível diário com transacções económicas (atenção que não escrevo financeiras), o governo PS tenha optado por descer o IVA porque o défice das contas públicas estava controlado e a crise portuguesa tinha acabado. Esses avisos foram feitos, mas o primeiro ministro não os quis ouvir. O descontrolo do governo não começou em Setembro de 2008. Iniciou-se, isso sim, muito antes.
 


3 comentários:
De jeronimo a 28 de Julho de 2009 às 15:05
Ricardo Reis, Professor na Universidade de Columbia (E.U.A.) hoje com uma grande análise sobre a política macroeconómica a nível de consumo público no jornal i entre 1985 e 2008.

Apenas duas citações:

“Sendo o PSD o partido à direita, esperaríamos que o crescimento do Estado fosse mais moderado quando está no poder. Mas os dados revelam uma realidade surpreendente. Quando o PSD está no poder, o mostro cresce em média 0,35% por ano, enquanto quando é o PS no poder a despesa cresce apenas 0,25% por ano.”

“Olhando para os quatro governos individualmente, o maior aumento na despesa veio durante os governos de Durão Barroso e Santana Lopes: 0,48% por ano. Segue-se-lhe o governo de Cavaco Silva com 0,32%, António Guterres com 0,31% e por fim José Sócrates com um aumento de 0,14%”


De pedro adão e silva a 28 de Julho de 2009 às 18:06
Caro André,
não sei de que bico está a falar. Desafio-o a encontrar o que quer que seja dito ou escrito por mim num sentido diferente. Pelo contrário, encontrará coisas muito semelhantes ao que agora escrevi, escritas no passado.
abraço
Pedro


De André Abrantes Amaral a 29 de Julho de 2009 às 11:34
Caro Pedro,

Lamento apenas que a mensagem do PS há 4 anos tenha sido outra.

Abraço,

André


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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