Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 13 Set 2009, às 00:35

José Sócrates tem vindo a apresentar o PSD como tendo uma "agenda escondida" para "privatizar" o SNS.

 

Quem conheça Manuela Ferreira Leite, como é o caso do nosso ainda Primeiro-Ministro, sabe bem que ideologicamente nunca a líder do PSD defenderia tal coisa. O programa do PSD apenas enuncia um melhor aproveitamento da capacidade instalada, e que inclui a oferta pública, privada, e do designado sector social. Esta é aliás, mais do que uma medida ideológica, uma decisão de bom-senso, em qualquer momento, mas em especial numa época de crise e dificuldades financeiras.

 

Não deixa de ser curioso que o José Sócrates que vimos hoje a "demonizar" a "privatização da saúde" supostamente escondida na agenda do PSD, seja o líder de um governo que ainda esta semana anunciava, com pompa e circunstância, o lançamento do Hospital de Loures, que vai ser construído e gerido - imagine-se! - pelos "famigerados privados" da Espírito Santo Saúde:

 

Ministra da Saúde apresenta futuro Hospital de Loures


O (...) hospital de Loures (...) lançado no modelo de parceria público-privada (...) vai ser construído e gerido pelo consórcio liderado pela Espírito Santo Saúde (...) "

 

Se pensarmos que este governo já havia lançado seguindo o mesmo modelo os Hospitais de Braga (que é actualmente gerido pela José de Mello Saúde) ou de Cascais (nas mãos do "privado" HPP, pertença da CGD!) - ou recordarmos as inúmeras cirurgias que durante a legislatura PS foram efectuadas no sector privado - essenciais para o programa de recuperação das listas de espera, é caso para perguntar, afinal, porque critica neste campo José Sócrates o programa do PSD?

 



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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