Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 13 Set 2009, às 03:02

No debate de ontem, vimos um José Sócrates, como habitual, munido de um sem número de apontamentos, cábulas, post-its, separadores, cópias de jornais antigos, fichinhas, frases-feitas e citações preparadas.
Do outro lado, pelo contrário, à excepção do seu programa, MFL nada mais tinha na mesa, à sua frente, além das suas próprias mãos. 
O debate não começou bem a MFL, mas esse início foi claramente compensado por uma intervenção em crescendo, aproveitando em seu favor, os ataques de Sócrates.
À semelhança do que acontecera no debate com Louçã, os assessores de Sócrates procuraram encontrar alegados “calcanhar de Aquiles” para depois citá-los e explorá-los até à exaustão. Os tiros, porém, sairam-lhe pela culatra e, de todas as vezes que o fez (no TGV, nas portagens das SCUTs, no SNS e na avaliação dos professores), MFL acabou por reforçar ainda mais as suas posições de coerência, com respostas sólidas e convictas.
MFL tem as ideias bem claras na sua cabeça, não necessita de cábulas, nem bibliografias  preparadas pelos assessores para poder, com espontaneidade e autenticidade, dizer o que pensa e no que acredita. Por isso, as cábulas de JS mais não fizeram do que destacar ainda mais a competência e a seriedade de MFL.


 


2 comentários:
De Vitor Soares Maganinho a 13 de Setembro de 2009 às 07:44
O que achei mais interessante no debate de hoje, foi ver o líder da oposição a confrontar a ministra da economia com a conivência da moderadora. Tudo isto como se não tivessem passado mais de 4 anos entretanto...

Não entendo como nenhum dos outros líderes partidários explorou as palavras de Sócrates, dizendo que as eleições são uma escolha entre PS e PSD ou entre ele e MFL. Até MFL, hoje teria dado um tiro muito forte se o questionasse sobre essas palavras. Em democracia todos contam e principalmente, os pequenos também contam e neste cenário até podem decidir.


De henrique pereira dos santos a 13 de Setembro de 2009 às 07:45
Há uma coisa que me tem andado aqui a fazer confusão desde o debate de ontem sobre o SNS:
Por que razão é o cheque dentista uma grande medida de reforço da saúde pública considerada por este Governo como um sucesso e os outros cheques potenciais (o cheque ensino, o cheque saúde, em milhares de variações possíveis) perigosas opções neo-liberais que demonstram a vontade de privatizar a saúde, o ensino e a segurança social?
henrique pereira dos santos


Comentar post


Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds