Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 13 Set 2009, às 14:18

«Para quem não se ilude com a retórica, a “energia” e os lugares comuns de Sócrates, fi cou de tudo aquilo a autoridade intelectual de Manuela Ferreira Leite (que o primeiro-ministro sentiu e que o ofendeu) e a diferença entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria.»

 

Vasco Pulido Valente, no Público de hoje


8 comentários:
De Amêijoa Fresca a 13 de Setembro de 2009 às 14:42
A seriedade da "autoridade intelectual" arrasou...

Tantas ambições falhadas
e promessas delirantes,
foram anos de trapalhadas
e políticas descolorantes.

Tem sido falso o activismo
de propaganda falaciosa,
esta falta de objectivismo
deixa a economia ciciosa.

É tremenda a vacuidade
da panaceia socialista,
trucidando a sociedade
pela sua marca irrealista.

Nesta época do porreirismo
e de falaciosas aparências,
há quem faça malabarismo
com ignóbeis incoerências.


De horacio a 13 de Setembro de 2009 às 14:57
por falar em pessoas sérias vejam este post do SIMplex, num comentário mais abaixo

http://simplex.blogs.sapo.pt/267461.html?view=1558469#t1558469

onde Tiago Julião Neves parece vestir a pele do sec de estado Paulo Campos e Margarida Trüninger de Albuquerque na pele de Joana A.Dias. Felizmente ainda há pessoas sérias que não se deixam comprar.
Como diz o povo: Arre que estes socratistas estão desesperados.


De Zé dos Montes a 13 de Setembro de 2009 às 15:34
Relativamente ao valor das pensões após a reforma socretina "...Portugal apresentará em 2046 o maior corte médio de pensões de reforma da União Europeia, segundo um relatório da Comissão Europeia sobre a inclusão social...." 16.03.2009 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369356
Neste artigo do público também tem referências à OCDE, uma organização tão do agrado do PM, mas as conclusões é que não lhe são muito favoráveis...


De Filipe Ribeiro a 13 de Setembro de 2009 às 21:07
António Barreto descreve o perfil do actual Primeiro-Ministro.

'Sócrates, o ditador'

por António Barreto
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas ?

Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.


De Filipe Ribeiro a 13 de Setembro de 2009 às 21:07
(cont1)

Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se !
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.


De Filipe Ribeiro a 13 de Setembro de 2009 às 21:08
(cont 2)

Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.

Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.


De Filipe Ribeiro a 13 de Setembro de 2009 às 21:08
(cont 3)

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.


De Filipe Ribeiro a 13 de Setembro de 2009 às 21:09
(cont 4)

A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível.
Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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