Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por Maria João Marques em 13 Set 2009, às 16:28

Vi agora na RTPN uma parte de uma entrevista a Belmiro de Azevedo (por Graça Franco e José Manuel Fernandes) em que criticava o governo Sócrates e lhe imputava a responsabilidade de ter inviabilizado a OPA da SONAE sobre  PT. De seguida, a RTPN deu espaço de antena a Augusto Santos Silva que respondeu às críticas de Belmiro de Azevedo. Alguém por favor avisa o ministro da propaganda que lhe pagamos para governar e não para comentar entrevistas? Que os ministros se rebaixam quando se transformam em comentadores? Que Jaime Silva e as suas respostas a Marcelo Rebelo de Sousa foram um episódio infeliz e a não repetir?

 

E ainda se espantam que se diga que este governo não sabe conviver com a crítica (no léxico socialista: maledicência).


7 comentários:
De Octávio dos Santos a 13 de Setembro de 2009 às 19:19
A questão principal é outra: é a RTP ir sistematicamente ouvir o ministro da propaganda, ou algum dos seus comparsas, sempre que alguém diz palavras mais agrestes contra o PS... mas o inverso não se verifica.


De Maria João Marques a 13 de Setembro de 2009 às 22:36
Tem razão, claro que a RTP iria fazer o frete ao governo de lhe dar direito de resposta. Mas parece-me pior um ministro andar a comentar entrevistas.


De Joaninha a 13 de Setembro de 2009 às 23:22

A vossa verdade, é como o azeite: vem sempre ao cimo.
Vocês querem, tal como Graça Franco e José Manuel Ferndes, mandar calar o sr Ministro, tal como fizeram a Marcelo Rebelo Sousa quando vos era incómodo.
Política de verdade, não falha!...
Salazar fazia o mesmo.


De Octávio dos Santos a 14 de Setembro de 2009 às 10:48
Ó «Joaninha» (ou será «Joãozão»?): lembra-se mesmo de como foi com Rui Gomes da Silva em 2004? Criticou, uma vez, e em público, Marcelo Rebelo de Sousa (seu colega de partido!), e ele e todo o Governo de PSL levaram com tudo em cima!
Nestes últimos quatro anos Sócrates, SS (Santos Silva) e os seus capangas têm-se multiplicado em pressões, insultos e processos a jornalistas... mas eles não fizeram mal algum, estão só a reagir a «campanhas negras»!
Tenha vergonha! Afinal, quem é que é salazarento?


De jeronimo a 14 de Setembro de 2009 às 09:39
A defesa da liberdade de expressão passa por ouvir criticas e calar ?


De Maria João Marques a 14 de Setembro de 2009 às 13:56
Joaninha e Jerónimo,não sei bem o que leram no meu postmas não foi, de certeza, o que eu escrevi. Quam falou de liberdade de expressão? O que tem esta a ver com o assunto? Desde quando um ministro pronunciar-se sobre um assunto, enquanto ministro, é um exercício de liberdade de expressão? Por amor de Deus. O facto é que não percebem, nem a Joaninha nem o Jerónimo nem ASS, que um ministro tem uma responsabilidade particular e superior à de um qualquer jornalista e comentador e que, responder-lhes (excepto em casos cuja importância o justifique, o que não foi o caso) é descer de nível. Os ministros devem discutir e debater com os opositores políticos, não com os empresários ou os jornalistas ou os comentadores.

Também não vale a pena tentarem virar o argumento: um ministro tem mais poder que o cidadão comum, pelo que é ridículo que se queixem de que querem calar os ministros. Tenham dó.


De jeronimo a 14 de Setembro de 2009 às 15:40
Só confirma a minha leitura. Na sua óptica, pelo facto de ser Ministro, Santos Silva não deveria (poderia ? ) responder a acusações de que o Governo de que faz parte foi acusado. Elucidativo sobre o seu entendimento de que a liberdade de expressão só funciona num sentido.
É como a história da TVI: Sócrates pode ser nojentamente atacado sistematicamente semanas a fio, sem que alguém ache anormal. Se se queixa e ataca os que o atacam, está a condicionar a libaerdade de expressão pelo que tem que ficar calado.
O qu Vc acha que passa despercebido é o verdadeiro alcance deste seu "conselho": se o Governo ou Sócrates não reagissem logo viria um filósofo ou politólogo instantâneo apresentar a leitura de que o sliêncio era comprometedor e revelador de culpas. Quem cala, consente, não é ?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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