Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por João Villalobos em 13 Set 2009, às 22:24

Talvez Manuela Ferreira Leite peque pela excessiva subtileza. Ou por falar para pessoas inteligentes, como o/a leitor/a e eu. Quando vejo escrito, como hoje num jornal, que não existiu qualquer comentário no debate à situação da TVI "talvez por acordo tácito", pergunto-me se terão entendido bem a abrangência dessa declaração da líder do PSD.  

É fácil reduzi-la à questão do TGV, como fizeram os comentadores de serviço, o El Mundo e o El Pais. E insultoso à inteligência relacioná-la com xenofobia. Na verdade, o alcance da declaração vai muito mais além. Para os mais esclarecidos que a ouviram, encaixa-se que nem uma luva não só ao que se passou com a TVI/Media Capital/Prisa, mas a outros casos associados à progressiva perda dos centros de decisão nacional.

Não querer os espanhóis, tão louvados aquando do "Espanha, Espanha, Espanha" de Sócrates, a mandar e determinar politicamente o caminho a seguir por Portugal, é relembrar o que se passou com o veto socialista à OPA do BCP sobre o Bpi, permitindo fazer deste último o braço comercial do La Caixa.  Acordo esse, aliás, similar àquele que os socialistas estabeleceram com a Prisa, sob os auspícios de Pina Moura. 

Como recorda Nuno Sampayo Ribeiro hoje no Expresso, o negócio beneficiou de um benefício fiscal criado por Espanha para a internacionalização, algo que o PS não entendeu replicar ou contrariar, conseguindo por pura sorte e esforço dos agentes privados não ser penalizado pelo rebentar da bolha imobiliária antes das eleições. Incerteza essa que, aliás, ainda paira sobre os mercados sobre quando sucederá.

A frase de Ferreira Leite refere-se a isso e ao muito mais que aconteceu nestes anos. Em poucas palavras, é certo. Mas, para bom entendedor, é quanto basta. É triste não termos, como Espanha, uma edição da Vanity Fair igual àquela que este mês comemora o seu 1º aniversário. Mas, bem pior, é termos uma feira das vaidades como esta que nos governa. 



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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