Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
publicado por Carlos Botelho em 31 Jul 2009, às 23:38 | jamés (1)

Ligo-lhe. A certo ponto da conversa, pergunto-lhe, como quem não quer a coisa, se ela ainda se lembra de ter ido comigo ver Os Respigadores e a Respigadora. Sim, lembra-se, é verdade, na Duque d'Ávila, não foi? Prossigo: olha, está aí outro dela: As... 'As Praias de Agnès', interrompe-me ela. Já foste ver? pergunto. Não foi. Gostavas de ir ver? Está no City de Alvalade.

 

Esta indagação não é um convite?...



Comentar
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 31 Jul 2009, às 20:13 | jamés (3)

Quando, em finais do ano passado, começamos a organizar o que viria a ser o "Fórum Portugal de Verdade", e se equacionou a hipótese das várias sessões serem difundidas via net, ficou claro desde o início que tal só deveria acontecer se fosse possível assegurar uma transmissão sem falhas.

 

Foi o que aconteceu. Ao longo de vários meses, o "Fórum Portugal de Verdade" visitou inúmeras cidades do país, de Norte a Sul, do Litoral ao Interior, tendo sido acompanhada por dezenas de milhares de cibernautas, sem falhas no serviço. Eu assisti a mais de metade das sessões via net, sem que tenha havido uma única quebra de som ou imagem.

 

Em plena campanha eleitoral para as Europeias, o Paulo Marcelo lançou a ideia de se realizar uma "blogotúlia", sem pretensões, informal, com o cabeça de lista, Paulo Rangel. Fiz o mesmo alerta ao Paulo Marcelo: a existir, a transmissão teria de ser assegurada sem risco de falhas, o que veio a acontecer. A "blogotúlia" foi um sucesso, apareceu quem quis, sem restrições de inscrição, e todos os presentes, quer no Café Nicola, quer via net, puderam fazer as perguntas que entenderam. Eu próprio lancei algumas das questões que me foram colocadas via caixa de comentários do Insurgente, ou por correio electrónico, criando uma interactividade muito divertida.

 

Tudo isto foi feito com simplicidade e respeito pelos cibernautas, sem alaridos, ou tentativas de mostrar "quão tecnológico" é o PSD, com o candidato a ser confrontado com perguntas, muitas delas bem exigentes, sem nenhum exercício de reverência por parte dos presentes, mesmo dos que claramente o apoiavam. A reacção do PS à iniciativa do PSD foi de menorização, com o Professor Vital Moreira a mostrar-se escandalizado pelo facto de Paulo Rangel ter defendido que a "era dos comícios" estava a acabar, em transferência acelerada para as novas plataformas e ferramentas de comunicação.

 

Novas eleições, nova técnica. Não sem surpresa, eis que o PS e José Sócrates aparecem a lançar uma "iniciativa pioneira" não antes realizada em Portugal, uma "BlogConf", leia-se, uma conferência com bloggers, com transmissão anunciada via net, num formato que, sendo inovador - quem sou eu para afirmar o contrário - em nada diferiu, na sua concepção, do que havia sido ensaiado por Paulo Rangel. A diferença residiu, desde logo, no estilo (o PSD lançou uma "blogotúlia", o PS, uma "BlogConf") e, sobretudo, no alarido mediático: durante alguns dias tivemos a oportunidade de ver elogiada tamanha iniciativa, e o "sentido de modernidade high tec" do nosso "tecnoprimeiroministro", sempre na vanguarda da comunicação.

 

Tenho de reconhecer que este PS e alguns dos seus seguidores continuam a ter o condão de me surpreender, infelizmente, pelas piores razões. É que a transmissão via net não funcionou, e no formato escolhido pelo Primeiro Ministro só puderam estar presentes vinte blogues, com prévia inscrição, o que tornou a BlogConf, em inúmeros momentos, num confrangedor acto de "lambebotismo". E, apesar destes dois "pormaiores", os acólitos do costume conseguiram, sem reservas, saldar a iniciativa como tendo sido um estrondoso sucesso. Salva-se a honestidade intelectual de pessoas como o Eduardo Pitta.

 

A incapacidade de reconhecer que a iniciativa falhou pelo menos em parte dos seus objectivos diz tudo sobre este PS: aconteça o que acontecer, as iniciativas do Governo e do Partido Socialista são sempre inéditas e um sucesso, nem que não cumpram os "mínimos olímpicos", como, no caso, se exigia, assegurando uma transmissão decente.

 

Nota: Esperei alguns dias antes de escrever este post, para não ser injusto com quem promoveu o evento. O facto, porém, de até hoje ninguém da parte do PS ou da organização da BlogConf ter vindo pedir desculpas ou dado uma explicação decente para a falha técnica representa, só por si, uma falta de respeito significativa pela blogosfera que se tentou seduzir com esta iniciativa. Ou muito me engano, ou este tipo de autismo paga-se caro. 



Comentar
publicado por Paulo Marcelo em 31 Jul 2009, às 20:10



Comentar
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 31 Jul 2009, às 18:37 | jamés (10)

A entrega de Magalhães por parte do governo foi um disparate total. Já sei, já sei. Vão dizer que sou um reaccionário das tecnologias, que não percebo o extraordinário progresso que tudo isto constituiu, que, que, que. Não quero saber.

Em primeiro lugar, foram financiados com dinheiros públicos computadores que eram produzidos por uma empresa privada. Significa isto que, para além de subsidiar as pessoas que queriam o brinquedo azul, o governo ainda subsidiou uma empresa que só no primeiro trimestre deste ano teve um aumento de vendas na ordem dos 1300% em relação ao período homólogo e que, graças ao Magalhães, se tornou a empresa que mais computadores vende em Portugal (uma quota de mercado de 41%, muito distante da HP com os seus 19% e da Toshiba com 14%). Para além desta promiscuidade assustadora entre o governo e uma empresa privada, que teve o seu auge quando o Primeiro-ministro de Portugal se dignou a servir de agente comercial dos computadores no estrangeiro, há o sério problema dos subsídios dados directamente à compra.
Sabemos perfeitamente que nos dias de hoje não é, para a esmagadora maioria da população, complicado comprar um computador básico com as funcionalidades do Magalhães. Isso leva a que seja simplesmente estúpido que o Estado esteja a aumentar a sua despesa para financiar uma coisa destas. Ou o Partido Socialista julga-se no direito de dizer às pessoas o que é que elas devem fazer? Parece-me um tanto abusivo.
Para além de tudo isto há o aspecto pedagógico. Há muito que saí da escola primária, mas parece-me preocupante que as linhas orientadoras do ensino coloquem crianças que não sabem ler nem escrever a mexer em computadores. Que as crianças o façam em casa, nada contra. Mas que as escolas públicas metam miúdos a navegar na net sem que saibam o escrever frases completas ou ler uma história da carochinha, já me afecta um pouco.


Comentar
publicado por João Gonçalves em 31 Jul 2009, às 18:08 | jamés (1)

«O PS confessou tudo esta semana: se o deixarem no governo, continuará a fazer o que tem feito. Até ver, esta contumácia não fez voltar atrás as personalidades e famílias da "esquerda" em migração para as listas de candidatos e apoiantes do PS. Entre si, José Sócrates e António Costa juntaram uma razoável colecção de escalpes numa área até agora indignada com o governo. Haverá quem veja aqui apenas "incoerência" e "venalidade". Mas há outras bases para esta mudança de camisolas. Os activistas podem argumentar que, ao enxertarem-se no PS, estão apenas a tentar que as suas causas dêem fruto: afinal, o aborto é hoje pago por todos os contribuintes graças a Sócrates, e não por causa de Louçã. Para o PS, num país sem a "guerra cultural" à americana, as causas da actual esquerda urbana têm custos baixos: o patrocínio das "minorias" não é a reforma agrária. Este esquerdismo satisfaz uma classe média que vota na "esquerda da esquerda" como quem dá para os peditórios: apenas para descarregar a consciência, e não para pôr em causa os fundamentos do seu poder e bem-estar. Chegará assim o casamento gay para dar ao voto no PS, apesar das "políticas neo-liberais", o mesmo efeito terapêutico do voto no BE? Ou será ainda preciso meter medo com o "regresso da direita"? Em tempo de transferências, o programa do PSD está a fazer muita falta ao PS.»

 

*Rui Ramos, Correio da Manhã



Comentar
publicado por Nuno Gouveia em 31 Jul 2009, às 17:34

Derrick de Kerckhove, académico canadiano e discípulo do guru da comunicação Marshall McLuhan, referia em A Pele da Cultura que o desfasamento entre a tecnologia emergente e um público não preparado para a receber era cada vez menor. Segundo Kerckhove, os cidadãos nem sempre aderem imediatamente à tecnologia que lhes é colocada à disposição. Por exemplo, a televisão surgiu em 1928 em Nova Iorque, mas apenas após a II Guerra Mundial é que começou a ser utilizada, e apenas na década de 50 ganhou a influência que hoje lhe reconhecemos. Com o advento dos meios digitais, este tecno-lag tem sido mais reduzido, conquistando rapidamente relevância no espaço social.


Não deixa de ser estranho que certos políticos continuem a demonstrar um profundo desconhecimento destes novos meios, encarando-os como “seres estranhos” e distintos da restante sociedade. Ainda recentemente ouvimos António Costa chamar à blogosfera “submundo”, insultando milhares de pessoas que assinam o seu nome nos textos que publicam. José Sócrates, ao deslocar-se para a tão mencionada conferência de blogues, afirmou que tinha ouvido dizer que falavam mal dele nos blogues e queria confirmar se isso era verdade. A primeira informação que deviam ter transmitido ao Primeiro-ministro é que a blogosfera é apenas um reflexo da sociedade, e que esse meio não se resume apenas aos blogues mais famosos. Poderia ter falado da blogosfera política, mas nem aí estaria a ser coerente, pois existem vários próximos do seu governo. Na blogosfera existem milhares de blogues, uns mais lidos que outros, mas nem por existem alguns que representam essa “entidade” abstracta, e que mais não é do que um reflexo da nossa sociedade, com toda a sua diversidade de ideias ou áreas de interesse. Se nos dermos ao trabalho de percorrer, por exemplo, a plataforma da Sapo, encontramos blogues sobre poesia, culinária, futebol, diários pessoais, música, etc. E nem vale a pena escrever muito sobre o ridículo que foi a RTP ter-se referido aos presentes na dita conferência como os “mais importantes bloggers portugueses”. Isso deve-se apenas à ignorância daqueles que receberam a nota de imprensa do PS.

O tecno-lag que Kerkhove falava pode ser cada vez menor, na medida em que as pessoas hoje aderem quase instantaneamente às novas tecnologias que vão surgindo. Mas seria importante alguns responsáveis políticos perceberem melhor o fenómeno em questão. É que continuam muito desfasados desta nova realidade.

Também aqui.

 



Comentar
publicado por Miguel Noronha em 31 Jul 2009, às 16:54 | jamés (2)

Comentário de José Barros no post anterior.

Bastante instrutiva sobre este tema é a leitura de um artigo publicado por Menezes Cordeiro na Revista da Ordem dos Advogados pouco depois da publicação do NRAU em que se compara as propostas do PSD (do tempo de Santana Lopes) e do PS nesta matéria.
A proposta de lei do PSD no governo de Santana Lopes previa a possibilidade de os novos contratos de arrendamento poderem ser celebrados pelo tempo que as partes entendessem e pudessem ainda ser denunciados livremente, se os contraentes assim estipulassem. Era o regime liberal que sempre devia ter existido, porque estamos a falar de contratos livremente negociados pelas partes e que num prazo de 10 a 20 anos permitiria ter um verdadeiro mercado de arrendamento, com todas as vantagens daí decorrentes.
Este governo não podia aceitar solução não socialistas. Tratou, pois, de obrigar os novos contratos a um prazo mínimo de 5 anos, bem como impossibilitou a denúncia pelo senhorio do contrato antes de decorridos 5 anos. Na prática, não alterou o regime anterior nos seus pontos essenciais. Quanto à actualização das rendas, obrigou os senhorios a tal dispêndio em matéria de obras que o resultado está à vista: num universo de 390.000 prédios arrendados, só relativamente 3000 - menos de 1% - houve actualização. Não contente com isso o PS quer agora obrigar os proprietários de casas devolutas à venda forçada dos seus imóveis, o que é claramente inconstitucional e assim será considerado pelo TC para o qual o Presidente já enviou o diploma.
Moral da história: o PSD terá de recuperar o diploma que Santana Lopes queria aprovar (e não pôde porque foi despedido). É tempo de dizer basta a soluções socialistas em matéria de arrendamento.


Comentar
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 31 Jul 2009, às 15:13 | jamés (5)

O PSD não é propriamente um vencedor na questão do estatuto político-administrativo dos Açores (se bem que gerida por duas direcções sucessivas, de Menezes e Ferreira Leite, com distintos líderes parlamentares, Santana e Rangel), mas o Eduardo Pitta esquece o essencial: tendo em atenção, quer a insistência dos socialistas, quer o que se disse e escreveu sobre a atitude presidencial, no verão passado (quantas vezes tivemos de ouvir e ler que Cavaco andava alheado das preocupações dos portugueses, perdido em questões formais e apenas concentrado no seus próprios poderes?), a decisão do Tribunal Constitucional representa uma enorme derrota para o PS, em especial, para a teimosia e falta de humildade de José Sócrates, e uma vitória clara para o Presidente Cavaco Silva, que soube aguentar a pressão.

 

Convém não olhar apenas para o acessório, ignorando o essencial. O PSD foi um actor secundário na questão do Estatuto dos Açores. Os artistas principais foram, quer o PS, quer o Presidente da República.



Comentar
publicado por Paulo Marcelo em 31 Jul 2009, às 13:46 | jamés (2)

 

O deputado socialista Ricardo Rodrigues criticou ontem o facto da decisão do Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucionais algumas normas do Estatuto Politico-administrativo dos Açores, ser coincidente com as ideias defendidas por Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, e de Cavaco Silva, Presidente da República. Mas será estranha e criticável esta coincidência?

Não terá passado pela cabeça do ilustre socialista açoriano que essa sintonia pode ter como causa o facto de tanto o Chefe de Estado, como o TC, como o PSD terem razão nas posições (coincidentes) que assumiram?

Se não me engano, já no próximo dia 27 de Setembro, Ricardo Rodrigues vai descobrir que essa coincidência de opiniões também existe com a maioria dos eleitores portugueses. E que é afinal o Partido Socialista que está com falta de sintonia, naquilo que pensa e defende, não só com Tribunal Constitucional, como com o Presidente, mas sobretudo com o país.



Comentar
publicado por Miguel Noronha em 31 Jul 2009, às 11:46 | jamés (8)

Aprovado em 2006, o Novo Regime de Arrendamento Urbano prometia ser a "solução final" para o problema das "rendas congeladas". O sucesso está a vista: 2037 processos concluidos num universo de 390 mil. Incapaz de continuar a negar o fracasso, José Sócrates anuncia uma nova reforma para solucionar de vez o problema. Mais uma vez, promete  mais burocracia.para um problema que só efectiva liberalização irá solucionar.



Comentar
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 31 Jul 2009, às 10:51 | jamés (7)

A Sofia Loureiro dos Santos escreveu uma grande posta sobre o senhor Olim e sobre as suas ideias para o Instituto Português do Sangue.

Como é óbvio, e ao contrário do João Galamba, que nesta matéria está coberto de razão; a Sofia está do lado do senhor Olim. Os meninos que brincam com os outros meninos não podem dar sangue. Para isto apoia-se naquilo que algumas instituições estrangeiras dizem. Apoia-se, por exemplo, nas regras americanas (a América é conhecida por tratar bem os homossexuais, por isso há-de ser uma boa referência) que impedem um homem que tenha tido sexo com outro homem uma única vez nos últimos trinta anos de dar sangue. Repito, que isto mete medo: um homem que tenha tido sexo com outro homem nos últimos trinta anos não pode dar sangue. E a Sofia acha bem (pelo menos não acha mal e até usa aquilo para sustentar a sua ideia). Não vem escrito se é usado ou não preservativo. Nem interessa. É que está cientificamente provado que um homem que use preservativo, quando faz sexo com outro homem apanha tudo. Até engravida, vejam só.
O que mais me aborrece em tudo isto é que pessoas inteligentes como a Sofia se prestam ao trabalho de estar a defender o indefensável. O que tem de ser posto de parte nas transfusões de sangue não são grupos de risco, mas sim comportamentos de risco.
De qualquer modo, e já que estamos a falar do senhor Olim, transcrevo aqui uma consideração do mesmo sobre o carácter dos homossexuais (sim, os homossexuais têm um carácter comum): Mas há uma diferença [entre os heterossexuais e os homossexuais que são eliminados]. Estes são eliminados e aceitam, os homossexuais não. E dizem que é discriminação."


Comentar
publicado por Maria João Marques em 31 Jul 2009, às 08:11 | jamés (8)

(População desempregada há mais de 12 meses, em milhares - ou seja, totalmente independente da crise económica internacional. Fonte: INE. Gráfico: IFSC.)



Comentar
publicado por Jamais em 31 Jul 2009, às 08:11

Podem interagir connosco também no Facebook e Twitter.



Comentar
publicado por José Gomes André em 31 Jul 2009, às 04:07 | jamés (2)

Vasco Lobo Xavier, no Mar Salgado: "O INSULTO: Apresentar este cheque-poupança-futuro de 200 euros como um incentivo à natalidade é um insulto a todos os pais e todas as mães que sabem, ao contrário deste governo socialista, o que custa e quanto custa ter e educar um filho.

A MAGNA QUESTÃO: O problema já nem é saber em quem confiamos as nossas poupanças para os próximos quatro anos, é saber para onde foram as nossas poupanças nos últimos quatro anos.
O PORQUÊ DE TANTA PROMESSA SOCIALISTA: O facto do Partido Socialista andar a distribuir promessas para os próximos quatro anos evidencia que não tem obra dos últimos quatro anos para apregoar. Se tivesse, não vinha com mais promessas."



Comentar
publicado por Maria João Marques em 31 Jul 2009, às 01:07 | jamés (6)

O programa eleitoral do PS vem propor a regionalização, algo, por acaso, já rejeitado em referendo pelos eleitores e que num país pequeno (que gosta de complicar, é certo) se vê que levaria a mais níveis burocráticos, mais entraves às iniciativas individuais, a mais licenças necessárias e respectivas taxas, a mais funcionários públicos, enfim, a um Estado maior e financiado com mais impostos. Esta proposta do PS tem particular pertinência no momento em que o Tribunal Constitucional vem reconhecer que as objecções do Presidente da República estavam correctas e que o Estatuto dos Açores contém várias inconstitucionalidades. À parte as consequências políticas de minguar ainda mais a força de um governo que fez frente ao PR - de forma particularmente gratuita e ostensiva - e perdeu, valia a pena reflectir sobre o que a novela 'estatuto dos Açores' augura para uma futura regionalização.

 

A Madeira e Alberto João Jardim costumam ser apontados como handicaps da defesa da regionalização, pelo estilo histriónico, pelas faltas de educação, pelo despesismo, pela constante chantagem financeira sobre os vários governos. O que a aprovação do Estatuto dos Açores - aprovado primeiro por todos os partidos e, na segunda volta, por PS, PCP, BE, CDS e alguns deputados do PSD - mostra é que não é o estilo arruaceiro, mas eficaz, de Jardim que prejudicam a defesa da regionalização, ofuscando a nobreza deste desígnio nacional; pelo contrário: é a regionalização que leva a que os líderes regionais, flamboyants como Jardim ou opacos como Carlos César, tenham excessivo poder de influência a nível nacional e obtenham legislação que defenda as suas regiões em deterimento do interesse geral ou financiamentos que não obteriam se não brandissem uma região, neste caso autónoma. Eu não quero a política nacional ao sabor de caciques locais, a la Jardim ou César, que os governates nacionais e os deputados à AR não queiram e não consigam contrariar, temendo vinganças posteriores.

 

Também n´O Insurgente.



Comentar
Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 30 Jul 2009, às 23:39

Os socialistas têm explorado recorrentemente a ideia que o PSD anda a pedir aos portugueses um "cheque em branco", numa tentativa desesperada de esconder aquilo que verdadeiramente está em causa nas próximas eleições: uma avaliação das responsabilidades políticas de cada um dos partidos na má performance de Portugal no ciclo pós-cavaquista.

 

Usando a metáfora do cheque, tão do agrado de José Sócrates e do seu Ministro da Propaganda, é caso para relembrar o actual PS que estão na cabeça da lista negra dos cheques carecas das promessas não cumpridas. Até ao dia 27 de Setembro, o Jamais cá estará para fazer, com o "Cobrador do Facto", as cobranças devidas.

 



Comentar
publicado por Jamais em 30 Jul 2009, às 17:38

 

Uma das estratégias da campanha socialista tem sido acusar o PSD de não ter propostas para o país. O Jamais apresenta aqui um vídeo original (não temos dinheiro para contratar a equipa do Obama, mas faz-se o que se pode no sótão lá de casa...), com um resumo das ideias de Manuela Ferreira Leite, apresentadas ontem numa conferência organizada pelo Diário Económico. Aqui fica o registo de algumas dessas ideias alternativas às políticas do Governo de José Sócrates, levadas à prática nos últimos quatro anos e meio.

 

 



Comentar
publicado por Carlos Botelho em 30 Jul 2009, às 16:59 | jamés (8)

 

Há qualquer coisa de tremendamente errado quando um primeiro-ministro se orgulha de deixar uma Escola com, citando-o, 'menos professores, mais alunos e maior sucesso'. (Como aqui e aqui.) Só alguém que não pensa nada sobre a Escola e não sabe do que fala pode dizer uma coisa daquelas. Aquela resplandecente trindade nunca pode ser o fito de uma política escolar. Para além de ser apenas um estribilho vazio que nada diz (como Sócrates gosta), é uma pretensa descrição que passa completamente ao largo do que deve ser a Escola. Aquele entusiasmo despropositado do primeiro-ministro corresponde ao sonho de um burocrata louco.

 

É arrepiante pensar que alguém que parece não ter uma única ideia sobre a Escola 'se tenha empenhado pessoalmente' nas medidas do ministério da Educação e que algumas destas 'lhe sejam muito caras', como disse a ministra ao Diário de Notícias do dia 26. [Afirmações publicadas apenas na edição em papel.] Este acompanhamento tão próximo ajuda a explicar tanto disparate e tanta crispação inútil que foram perpetrados na Escola ao longo destes quatro anos.

 

'Menos professores'. É verdade que a Escola não existe para empregar professores ou candidatos a tal. Ela existe para os alunos - não alunos inertes e passivos como Sócrates/Lurdes Rodrigues os concebem, mas alunos com autonomia responsabilizante na sua própria emancipação. (E, para isso, a Escola deveria ser um meio fundamental - este governo, precisamente, degradou essa "função" da Escola.) No entanto, por si só, "ter menos (ou "ter mais") professores" nunca pode ser um objectivo. Primeiro, há que pensar que papel deve ser o do professor na Escola (e, pressuposto a isso, saber-se o que se pretende que a Escola seja). Só depois se determina, de acordo com as necessidades estabelecidas, se há docentes "a mais" ou "a menos". (E mesmo esta formulação resulta ridícula.) Dizer-se que há professores "a mais" ou "a menos" é o mesmo que não dizer nada. É que não é um dado natural haver "a mais" ou "a menos" - essa apreciação quantitativa depende da fixação das necessidades de recursos humanos do sistema e elas são fixadas politicamente. Há sempre uma opção política prévia a essas considerações. Estamos perante posições políticas e não dados "técnicos" incontornáveis.

 

135 000 docentes é, à primeira vista, um número impressionante. Mas, se pensarmos que estão divididos por doze anos de escolaridade, por dezenas de disciplinas e por um milhão e quinhentos mil alunos (número daqui), isto é, se não olharmos para '135 000' em abstracto, como o primeiro-ministro faz, as coisas não parecem já tão simples. São "muitos" ou são "poucos"?

 

Teoricamente, podemos sempre conceber ("socraticamente") um sistema escolar público ainda com menos docentes (porque não 100 000, 80 000?), ainda com mais alunos e ainda com mais sucesso.  Por exemplo, reduzindo drasticamente o número de disciplinas (aplicando a falácia das "competências horizontais", com um mesmo docente leccionando disciplinas diversas consideradas afins pelos "pensadores" de serviço) ou determinando o aumento do número mínimo de alunos por turma. Para o patriótico desiderato do "sucesso", bastaria reforçar toda uma bateria de processos burocráticos e mecanismos avaliativos que induzem, que encorajam artificialmente o "sucesso" nas classificações. É possível? Claro que sim. Uma autêntica "utopia prometida" que poria Sócrates/Lurdes Rodrigues/Valter Lemos com os olhos em alvo. Mas... estaria salvaguardada a qualidade dessa Escola?... E ainda seria verdadeiramente uma Escola?... Muita gente se parece ter esquecido (o governo e também os seus aliados objectivos à direita, incapazes de verem objectos à distância) que a preocupação fundamental, aquilo que nunca se deve perder de vista numa política de ensino da república é a qualidade da Escola - isso, que não exclui de todo a boa gestão dos recursos (que são escassos), tem de estar assegurado.

 

A tendência nociva já vem de trás, mas graças a estes quatro anos de governação Sócrates (uma governação que não pensa nem ), a Escola portuguesa tornou-se inóspita para aqueles que poderiam ser bons alunos. Esta Escola "socrática" não os deixa. Sufoca-os desde os primeiros anos e vai fazendo-os vegetar na mediocridade ao longo do percurso. Todos os sinais são dados para que os rapazes e as raparigas, desde o início, não vejam o esforço como meritório. E não têm outra Escola que os reconheça. Gradualmente, ir-se-ão submetendo à rasoira. No fim, lá estará o "sucesso" "socrático" garantido.

 

'Mais alunos'...

'Maior sucesso'...

 

(Continua.)



Comentar
publicado por Nuno Gouveia em 30 Jul 2009, às 14:13

 

*Segundo Gabriel Silva



Comentar
publicado por Nuno Gouveia em 30 Jul 2009, às 14:06

O debate politico sobre a Administração Pública tem sido contaminado pela troca de acusações, entre os vários partidos, sobre a utilização de lugares da AP. Ainda esta semana tem sido referida a potencial oferta do PS a Joana Amaral Dias de um alto cargo na AP, e  várias têm surgido polémicas sobre os “boys” partidários, que ocupam cargos nos diversos organismos. Este fenómeno sucede porque a situação não é transparente. Em Portugal não é claro para os cidadãos quais os lugares de confiança politica, que devem ser ocupados por pessoas escolhidas pelos governantes, e os cargos de gestão da AP, que devem ser exercidos pelos mais competentes, independentemente da cor politica ou filiação ideológica.

 

Os Estados Unidos são, nesta matéria, um bom exemplo a seguir. Quando muda a Administração, milhares de cargos de nomeação directa mudam de dono. Ainda recentemente vimos isso a acontecer com Barack Obama.

 

Portugal tinha tudo a ganhar que se definisse, de uma vez por todas, esta situação. A publicação de uma lista destes cargos todos, sem subterfúgios e de forma transparente, seria um passo nesse sentido. Desse modo, o partido que ocupasse o governo teria toda a legitimidade para preencher esses lugares. Fosse por concurso ou por nomeação directa. Depois de definir quais os cargos de nomeação governamental, fossem eles de assessores, directores políticos ou presidentes de institutos, seria importante deixar os restantes cargos de fora das cúpulas partidárias. E aí sim, deveria haver concursos públicos rigorosos, sem o recurso a situações manhosas, como muitas vezes acontece pelo país fora.

 

A moralização da vida politica também passa pela sua transparência. Uma democracia não deve estar de costas voltadas para os cidadãos, e estes devem conhecer os processos em que são escolhidos os seus funcionários.

 

Também aqui


tags:

Comentar
publicado por Miguel Morgado em 30 Jul 2009, às 13:24 | jamés (3)

Em jeito de comentário à proposta dos 200 euros por bebé nascido em Portugal podemos ler no site do PS:

 

«O PS vai compensar as famílias com 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal, numa medida que visa atingir quatro objectivos essenciais: incentivo à conclusão do ensino obrigatório, procura de hábitos de poupança, estímulo para um novo projecto de vida na entrada na idade adulta e incentivo à natalidade, de modo a contrariar o envelhecimento da população portuguesa. João Tiago Silveira, em entrevista à TSF, adiantou que a saúde e a educação são as prioridades no programa eleitoral para estas Legislativas.»

 

Os políticos e estes "estrategas" que os acompanham têm de perceber que fazer do eleitorado uma cambada de acéfalos não fica bem, nem sequer é muito eficaz. O delírio inerente aos "quatro objectivos essenciais" situa esta proposta muito além de um horizonte de razoabilidade mínima, que, como se sabe, é condição necessária para haver debate.

No final dos "quatro objectivos essenciais" lá se menciona o incentivo à natalidade. Não sou eu quem vai contradizer que a natalidade em Portugal necessita de incentivos, tendo em conta a situação demográfica desesperada do País. E que esse incentivos não podem ser só financeiros também é algo mais ou menos aceite. Mas que esta coisa aqui proposta possa funcionar como incentivo à natalidade é que desafia os mais elementares poderes do entendimento humano.

A estrutura abstracta do incentivo (financeiro) é muito simples: para que este funcione realmente como um incentivo à natalidade, tem de ser dado a quem tem nas suas mãos a escolha entre ter ou não ter filhos - os potenciais progenitores, não ao filho já nascido, criado e maior de idade. Custa perceber?

 

Este é um daqueles casos em que, contrariamente ao que proclama o frenesim reinante, mais vale estar quieto. E calado.



Comentar
publicado por Miguel Noronha em 30 Jul 2009, às 13:04 | jamés (3)

Paulo Pinto Mascarenhas

Um dos erros estratégicos do Simplex e de outros blogues anexos ao PS de José Sócrates -Jugular e Câmara Corporativa, por exemplo - é que tratam Manuela Ferreira Leite como se tivesse sido primeira-ministra nos últimos quatro anos. Os portugueses podem ser distraídos mas não são burros.


Comentar
publicado por João Gonçalves em 30 Jul 2009, às 12:49 | jamés (5)

«Nogueira Leite é aproveitado pelo Simplex - leia-se, pelo PS blogosférico - para denegrir o deputado Miguel Frasquilho, do PSD. O argumentário é digno da acaciana figura do senhor professor doutor. «É por escrever o que às vezes escreve que o deputado Miguel Frasquilho é desconsiderado na Academia. tenho pena, pois é bom rapazinho "http://twitter.com/anleite/status/2909325345".» Repare-se na maiúscula "Academia" - a que ele pertence, pelos visto, com orgulho - e no paternalista "rapazinho" aplicado a Frasquilho, um frequentador da nojenta política que Leite debicou com Pina Moura, um verdadeiro "modelo" nacional de político desinteressado. É por haver na "Academia" tanto provinciano soberbo como Nogueira Leite - a quem os aninhos na academia estrangeira não mudaram a essência - que o país está assim tão bem e se recomenda.»

 

Para ler aqui.



Comentar
publicado por João Gonçalves em 30 Jul 2009, às 12:42

E não é que o candidato do PS pelo círculo de Santarém tem razão? «O Dr. Gabriel Olim não tem condições para continuar à frente do Instituto Português do Sangue, e devia ser imediatamente demitido.»



Comentar
publicado por Paulo Marcelo em 30 Jul 2009, às 11:31 | jamés (4)

Uma das penalizações por nos recusarmos a participar na política é que acabamos por ser governados por outros piores do que nós.

 

Platão



Comentar
publicado por Miguel Noronha em 30 Jul 2009, às 09:14 | jamés (1)



Comentar
publicado por José Gomes André em 30 Jul 2009, às 03:09 | jamés (6)

Para os socialistas e todos aqueles que não se cansam de bater na tecla "o PSD está atrasado a mostrar o seu programa" só tenho duas frases a dizer. Data em que o PS apresentou o programa para eleições legislativas de 2005: 21 de Janeiro. Data da eleição: 20 de Fevereiro.



Comentar
publicado por João Villalobos em 30 Jul 2009, às 00:30 | jamés (2)

«Os portugueses conhecem as nossas ideias, porque desde logo temos ideias». Isto é Sócrates. Alguém que tem ideias «desde logo». Ou seja, um homem capaz de proferir uma frase sem ponta que se lhe pegue, mas que aparentemente faz sentido porque rima.

Há no entanto aqui um patamar de verdade: Os portugueses conhecem-no, para utilizar a frase repescada de outro alguém que, sendo mais original do que a pálida reprodução "socialista", também acreditava que falar de ideias substituia a sua existência.

«Desde logo», ou mais exactamente desde há uns dois anos e meio - altura em que verdadeiramente percebeu no que se tinha metido - a maioria dos portugueses conhece Sócrates. E tem uma ideia sobre ele. O que, vai-se a ver, só lhe dá razão quanto àquilo que afirmou. Ele pode, desde logo, ter as ideias todas do mundo. Mas o mundo mudou e as «ideias» dele são as mesmas. Uma chatice.



Comentar
Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
publicado por Carlos Botelho em 29 Jul 2009, às 23:52

É muito difícil um líder da oposição ter uma discussão, um debate sério com Sócrates. Como se viu esta noite, no Centro Cultural de Belém, com as tiradas do secretário-geral do PS a respeito das considerações feitas hoje por Manuela Ferreira Leite sobre política fiscal. O homem transforma qualquer reflexão em estribilhos e chavões falaciosos.

Até certo ponto, é natural que assim seja - esse é o único registo de que ele é capaz.



Comentar
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 29 Jul 2009, às 23:33 | jamés (6)

Acabo de ouvir no Directo ao Assunto Emídio Rangel dizer que a falta de Manuela Ferreira Leite à festa do Chão da Lagoa foi um excelente exemplo de hipocrisia política. Basicamente disse que MFL mentiu, com um sorriso maquiavélico no rosto. Isto minutos depois de se ter mostrado chocado com quem criticava José Sócrates pela seu auto-elogio em relação ao défice.

Isto mostra a forma como Emídio Rangel está na política e mostra a pobreza do seu comentário em análise. Alguém confrontar José Sócrates (que até confessou na conferência que aquilo «lhe tinha saído mal») com uma afirmação daquelas é terrível, é política do caso e José Sócrates estava apenas a dizer a verdade. Ai de quem diga que aquilo não é coisa que se diga. Já em relação a MFL pode dizer-se o que apetecer, incluindo chamar-lhe mentirosa por causa de uma festa na Madeira. É triste. É o que temos.



Comentar
publicado por Maria João Marques em 29 Jul 2009, às 22:34

(Fonte: INE. Gráfico: IFSC.)



Comentar
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 29 Jul 2009, às 21:57 | jamés (5)

 

"Rodrigo Adão da Fonseca é particularmente revelador do atavismo conservador da nossa direita. Ele desconfia, vejam lá, do qualquer coisa que seja apresentada em Portugal como uma inovação mundialOu seja, temos modestamente de esperar que os outros descubram as coisas – façam fortunas e criem empregos com isso – para depois fazermos qualquer-coisinha de parecido.

 

Quanto ao famigerado Magalhães – esse computador Intel informa RAF (que suponho não reparou ainda que praticamente todos os computadores dizem “Intel inside” e são feitos com componentes vindos de meio mundo) - o que é que a direita propõeFazer um teste de literacia antes de os distribuir? Acabar com o programa Magalhães e pedir a devolução dos já distribuídos? Em nome de uma política de verdade era importante que os portugueses ficassem a saber".

  

Ao ler este post do Bruno Reis, em que me ensina que quase todos os PC's têm uma etiqueta que diz "Intel inside" (não o meu, que uso um Mac), fiquei convencido que de facto o Magalhães é um genuíno e inovador produto de grande tecnologia portuguesa. Mas ao mesmo tempo nasceu dentro de mim uma enorme revolta contra o imperialismo neoliberal: não é que a Intel - além de andar a colocar autocolantes em tudo o que é PC - gaba-se por esse mundo fora que o produto Magalhães é seu? A pouca-vergonha é tanta que o CEO da Intel esteve em Lisboa, fazendo-se passear com o Primeiro-Ministro e vários Ministros, e foi nas barbas de toda a gente que roubou a patente do Magalhães, que passou a chamar-se, internacionalmente, "Classmate PC".

 

Estes "estranjas", além de ladrões, não deixaram a coisa por menos: não só roubaram a patente como foram capazes de pegar nesta nossa inovação mundial e colocá-la à venda, com outro nome, na Índia e em Inglaterra, mesmo antes de ele começar a ser produzido em Portugal

 

De facto, obrigado pelos ensinamentos que me presta, Bruno Reis, de contrário este meu "conservadorismo atávico" impedir-me-ia de ver a Luz do Progresso e prestar a devida homenagem à grande capacidade de inovar que o governo socialista semeou com o Magalhães. Avé!

 

(links obtidos via Zero de Conduta)

 

PS: Já agora, caro Bruno Reis, neste post apenas pretendo frisar que não me agrada que as nossas crianças sejam cobaias mundiais de uma pedagogia não avaliada, e que mais ninguém em países desenvolvidos utiliza: colocar PC's dentro das salas de aulas de miúdos de 6 a 11 anos, nas horas que deviam ser utilizadas a aprender segundo os métodos que perduram há milhares de anos - ler, escrever, e contar. Acho óptimo que as crianças tenham alguma exposição, moderada, a computadores, mas nunca como ferramenta de trabalho absorvente numa sala de aula. Se ninguém o faz, pergunto-me: porque o fazemos nós? Seremos assim tão mais espertos que os outros? Se qualquer país o pode fazer, porque razão ficamos nós tão felizes por "inovar" neste plano? Sem uma explicação plausível, e estudos prévios que garantam que não estamos a sacrificar as nossas crianças, parece-me razoável e saudável que haja algum cepticismo e mais exigência dos cidadãos comuns face ao agentes públicos. 



Comentar
publicado por José Gomes André em 29 Jul 2009, às 21:53

"Qual guerreiro medieval", Eduardo, "qual". Palavra decisiva quando se quer fazer uma metáfora, certo? E tire lá o "sic", por favor, que não lhe chamei "intolerante". Quando muito, disse que quem muito apregoa a tolerância, gosta de brandir a espada da intolerância. Espero que não escreva um post dizendo que estou a falar de espadas a sério, daquelas de metal.

 

E já agora, onde é que eu disse que o Eduardo não se "deve meter indevidamente em conversa de especialistas"? E logo eu, que pouco ou nada percebo de economia! Não fui eu que falei em teses "desmontadas" (sim, não gosto da palavra no contexto de um debate aberto), aludindo a um tal de José Gomes André espezinhado por Ricardo Reis e Carlos Santos, que o Eduardo logo esclarece serem respectivamente "Professor de Economia em Columbia" e "Professor de Economia e Gestão na Universidade Católica Portuguesa". Se alguém falou em argumentos de autoridade foi o Eduardo e não eu, certamente, que sempre assumi estar a levantar questões genéricas por ser leigo na matéria.



Comentar
publicado por Jamais em 29 Jul 2009, às 20:01 | jamés (6)

"Portugal precisa urgentemente de uma nova política de combate à toxicodependência,  que  sublinhe a importância da abstinência e incentive os jovens a dizerem, sem rodeios e sem vergonha, não às drogas.  É extraordinário o que se vem passando no nosso país. Enquanto o fumador se vê cada vez mais em palpos de aranha para dar largas ao seu vício, o jovem que não toma drogas sente-se cada vez mais marginalizado, para não dizer envergonhado, qual “careta” ou “cocó”, no seio dos seus pares! A mensagem que os governantes portugueses têm feito passar, por responsabilidade de uma política que dá prioridade à redução dos danos provocados pela droga (em detrimento da sua prevenção e tratamento) é peremptória: “consumam drogas se assim o desejarem, que se houver problema nós aqui estamos para vos ajudar depois a reduzir o dano que elas vos causarem”.Parafraseando a propaganda oficial politicamente correcta, é como se dissessem ao gordo: “não tenhas problema em comer doces que nós depois damos-te insulina para não engordares”…!


Manuel Pinto Coelho
Presidente da APLD - Associação para um Portugal Livre de Drogas

 



Comentar
publicado por Jamais em 29 Jul 2009, às 20:00 | jamés (5)

Temos vindo a receber algumas sugestões e contributos de leitores. Como pretendemos dar voz a quem tem paciência para nos ler todos os dias, iniciamos esta nova rúbrica. Todos os interessados podem enviar as suas contribuições para o email do blogue (bloguejamais@gmail.com), com o máximo de 1000 caracteres. Não prometemos publicar tudo, mas vamos tentar.



Comentar
publicado por José Gomes André em 29 Jul 2009, às 18:37 | jamés (18)

Eu até gostava de comentar o texto do Eduardo Pitta, mas como não há caixa de comentários (nem no Da Literatura, nem no Simplex), tenho de recorrer a outros métodos. Embora, na verdade, me apeteça apenas registar uma ideia: a utilização da palavra "desmontar", como referiu o João Gonçalves aqui em baixo, é tão desadequada quanto risível neste contexto.

 

Vejamos: aparece uma notícia sobre uma questão de economia. Assumindo-me como leigo no tema, escrevo um texto onde levanto algumas questões, pois a argumentação parecia-me pouco clara. O Carlos Santos escreve um texto onde comenta as minhas observações, avançando com a sua própria interpretação. Trocamos ideias cordialmente numa caixa de comentários. O debate continua, com outros intervenientes, neste e noutros blogs.

 

De súbito, aparece o Eduardo Pitta, qual guerreiro medieval, a anunciar uma batalha épica mediante a qual as tropas socialistas terão trespassado o meu pobre corpo desprotegido, "desmontando" a minha atrevida aventura. Não me restam dúvidas: Eduardo Pitta interpreta o debate público como uma espécie de guerra sem quartel, onde naturalmente os críticos de qualquer coisa relacionada com o Governo socialista são perigosos hereges que merecem uma reprimenda imediata. Como se atrevem esses malandros? É uma lição que há muito aprendi: quanto mais se apregoam como "tolerantes", mais rapidamente brandem a espada da intolerância.



Comentar
publicado por João Gonçalves em 29 Jul 2009, às 17:48 | jamés (4)

O PS apresenta o seu "programa". Na realidade, não precisava. Temos quatro anos dele para escrutinar a 27 de Setembro. Este é apenas mais do mesmo, com umas nuances ditadas pela época eleitoral. Fundamentalmente o PS pretende continuar a desprezar a classe média. O resto é renda de bilros para distraídos e brinquedos para os rapazes e raparigas. Por falar em rapazes, vê-se mesmo que o Eduardo Pitta não conhece o prof. Carlos Santos que com ele perpetra num blogue de apoio ao dito PS. Chamá-lo à colação para "comentar e desmontar" o que quer que seja equivale a convidar Fátima Campos Ferreira a "comentar e desmontar" estes quatro anos de "socratismo". Ou pedir a um apresentador da Sic-Radical que "comente e desmonte" o último romance de Le Clézio. É, como o Eduardo tanto aprecia dizer, todo um "programa".

 

Adenda: Por falar em literatura, Pinto Ribeiro, o incumbente da Cultura, também é, todo ele, um programa. Tal como estes quatro nulos anos na matéria. Leia-se, a propósito, este artigo de Vasco Graça Moura.



Comentar
publicado por Sofia Rocha em 29 Jul 2009, às 17:46 | jamés (4)

Ainda na conferência de hoje do DE, foram apontados os sectores da economia que merecem forte aposta:

 

- As comunicações;

- A energia;

- O mar;

- O Património histórico, edificado e não edificado;

- A fileira florestal.

 

A propósito da fileira florestal, Manuela Ferreira Leite lembrou que tradicionalmente sempre que o desemprego atingia números elevados, muitos desempregados dirigiam-se para o sector primário, para a Agricultura.

 

Hoje, pela primeira vez, tal não sucede: apesar do desemprego elevado, não existe essa transferência para a agricultura. É o resultado de políticas recentes que desmantelaram a agricultura nacional.

 



Comentar
publicado por Sofia Rocha em 29 Jul 2009, às 17:36

Hoje, na conferência do Diário Económico, a líder do PSD disse que era tempo de olharmos para o futuro. A retoma poderá ainda tardar mas vai ocorrer na Europa e nos Estados Unidos.

Portugal tem de estar preparado para esse momento, adoptando as políticas públicas adequadas para esse momento de retoma.

 

Essencialmente, as políticas públicas devem assentar em três pilares:

 

- A produtividade e competitividade das nossas empresas e da nossa economia;

- O controlo do deficit público;

- O controlo da dívida externa.

 



Comentar
publicado por Miguel Morgado em 29 Jul 2009, às 17:06 | jamés (4)

Diz-se aqui que a mera tentativa de "comparar" - sim, simplesmente "comparar" - a recente iniciativa de pôr Sócrates a responder a bloggers com qualquer outra sua congénere realizada no passado em Portugal é "pura ficção". Estamos, pois, proibidos de "comparar" o encontro de Paulo Rangel com bloggers durante a campanha eleitoral para as eleições europeias com a epopeia do Primeiro-Ministro. Diz-se que nunca houve nada assim porque nunca um líder partidário e Primeiro-Ministro se disponibilizou para uma conversa deste tipo. Isso é indesmentível. Mas proíbe a "comparação"? 

Implicitamente, Paulo Rangel é um dos políticos "menores" que não pode ser comparado ao Primeiro-Ministro. Convém, no entanto, recordar que era cabeça-de-lista para o Parlamento Europeu, e líder da bancada parlamentar, do partido que acabou por ganhar essas eleições. O que resulta daqui? Apenas que o significado político das duas iniciativas não é exactamente o mesmo, mas certamente que ambas são "comparáveis".

Resta ainda o argumento de que naquela sala estiveram com Sócrates bloggers das várias tendências políticas, e no encontro com Rangel estiveram maioritariamente pessoas que afirmaram publicamente o seu apoio ao candidato. Ora, eu estive lá nessa noite no Nicola com Rangel e posso testemunhar que o homem correu muitos riscos apesar da assembleia reunida. Muitos dos apoiantes de Rangel não lhe facilitaram a vida, e não perderam a oportunidade para o criticar. Na parte que me toca, a única intervenção que fiz foi para criticar algumas das ideias de Rangel, e não deixei de o fazer com severidade. E não vi ninguém a fazer-lhe favores.

Sócrates correu riscos? É verdade, o que é meritório. Mas Rangel também os correu. Os temas europeus não beliscam tanto o capital político do candidato que se expõe numa conversa deste tipo? Não é menos verdade. Mas naquele momento era disso que se falava. Este é o início de um exercício de "comparação". Faz sentido proibi-lo?



Comentar
publicado por Nuno Gouveia em 29 Jul 2009, às 16:45 | jamés (1)

O PS tem afirmado que não irá propor um aumento de impostos para a próxima legislatura. Segundo os especialistas ouvidos pelo “i”, a sua proposta de diminuir as deduções fiscais representa um aumento de impostos. Será que ninguém repara na contradição entre o que tem sido dito pelos dirigentes socialistas e esta proposta? É que se entrar em vigor haverá gente a pagar mais impostos...

 

 



Comentar
publicado por Maria João Marques em 29 Jul 2009, às 15:55 | jamés (8)

«A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, declarou-se hoje contra o que chamou de "uma quase perseguição social" dos ricos, contestando a ideia de lhes "retirar determinado tipo de benefícios, de deduções fiscais". (...) "não sendo possível a curto prazo reduzir a carga fiscal, deve iniciar-se, desde já, a tarefa de simplificação do sistema fiscal". (...) Manuela Ferreira Leite reiterou que considera prioritária "a simplificação do sistema fiscal", acrescentando: "Eu penso que da simplificação do sistema fiscal pode surgir algum alívio fiscal para os cidadãos".», no DN sobre a conferência de hoje do DE.

 

Sem dúvida uma boa diferença entre o PSD e o PS, com a sua proposta de retirar deduções fiscais aos 'ricos' - e a quantidade de limusines e Bentleys com chauffer que eu vi hoje pelas ruas de Lisboa quando vinha para o trabalho!

 

A propósito dos 'ricos' que sustentam 85% da receita de IRS, ler Progressividade Fiscal (3) do Miguel Botelho Moniz e assombrem-se com os elevadíssimos rendimentos dos nossos 'ricos'.


tags:

Comentar
publicado por Miguel Noronha em 29 Jul 2009, às 15:26

Do que foi dito por Manuela Ferreira Leite na conferência "Transformar Portugal", queria realçar os seguintes pontos;

 

- A constatação que atingimos o nível máximo de tributação. Os contribuintes não suportam novos aumentos de impostos. Ao contrário do que sucedeu nos últimos anos o combate ao défice tem de se centrar na despesa.

 

- A oposição à estigmatização dos que auferem maiores rendimentos. Este tipo de políticas pode ganhar votos à extrema-equerda mas é éticamente reprovável e contraproducente em termos económicos e fiscais.

 

- O fim das "golden-shares" do estado em empresas privadas. Para Manuela Ferreira Leite o estado pode participar no capital das empreas (algo que pessoalmente até nem concordo) mas o seu peso nas decisões deverá ser proporcional ao capital investido (sem privilégios especiais auto-outorgados).



Comentar
publicado por Nuno Gouveia em 29 Jul 2009, às 13:27 | jamés (18)

A proposta ou compromisso (depois do flop dos 150 mil empregos, já não se usa a palavra promessa no PS) de oferecer 200 euros a todas as crianças nascidas é completamente ridícula. Da leitura da peça do Público percebo o que levou os ideólogos socialistas a esta mirabolante ideia: deviam estar a pensar de que forma poderia “comprar” mais votos, e então foram ver o que o amigo Zapatero andava a fazer para destruir a economia espanhola. E encontraram lá um cheque de 2500 euros por cada bebé. Então toca a copiar a ideia, mas como somos bem mais pobres, a ideia ficou-se pelos 200 euros. A estupidez é ainda maior se verificarmos o verdadeiro significado da mesma. Este dinheiro teria que ser depositado numa conta a prazo, que apenas poderia ser levantado quando os jovens atingissem a maioridade. Segundo contas da Deco, daqui a 18 anos e com os juros actuais, esse dinheiro representaria cerca de 500 euros. Ou seja, já estou a ver os jovens a pegar nesse dinheiro, e gastá-lo numas férias, que nessa altura não deverá dar para ir muito longe...

 

Além de uma medida totalmente inútil, esta é mais uma forma de mostrar pouco respeito pelo contribuinte. Numa altura em que é necessário implementar uma gestão rigorosa da "coisa pública", o PS insiste no desvario que tem afectado Portugal.



Comentar
publicado por Maria João Marques em 29 Jul 2009, às 13:14 | jamés (4)

Agradeço ao Miguel ter aqui linkado o texto de Miguel Frasquilho no i, poupando assim esta V. menina naturalmente preguiçosa de escrever muito sobre a maravilhosa acusação do PS a Manuela Ferreira Leite "do maior aumento do «monstro» da despesa", baseando-se no texto que Ricardo Reis escreveu ontem para o i e que este jornal - e muito bem, porque é do que se trata - classificou como 'opinião'. Tento fugir à tentação de comentar o próprio texto de RR (pronto, só um bocadinho: um texto que não explicita claramente que componentes inclui no chamado 'consumo público', pelo que poderemos suspeitar que a escolha deste 'consumo' é deliberada para o resultado que quer demonstrar e que outras componentes poderiam evidenciar algo diferente; um texto que compara governos como os de Cavaco Silva que duraram 10 anos e que atravessou todo o tipo de conjunturas, com um bloco de 2 governos minoritários do PS lideradaos por Guterres em época de crescimento económico, com outro bloco de 2 governos PSD-CDS de três anos, com outro governo maioritário PS, estes últimos alternando entre contracções e períodos de estagnação; um texto que compara governos antes do Plano de Estabilidade e Crescimento com governos pós-PEC; um texto que analisa o tal 'consumo público' em percentagem do PIB, fazendo tábua rasa da evolução desse PIB (por exexmplo, se a despesa crescesse1% do PIB num ano de contracção económica forte, para Ricardo Reis esse crescimento é superior a outro de 0,95% do PIB num ano com aumento do PIB de 3,5%, sendo que o dinheiro gasto pelo Estado neste último caso teria sido superior) em vez de pegar na sua variável e a analisar em termos reais, o que seria muito mais claro; enfim, um texto que conclui que os governos de Cavaco foram mais gastadores que os de Sócrates e Guterres para, de seguida, fazer a propaganda das maiorias absolutas e afirmar que os governos maioritários dispendem sempre menos do que os minoritários - o que a mim, com estes maus fígados, me soa a contradição grosseira). Para chegar ao que quero dizer mesmo. Que desnorte guia os estrategas do PS para pegarem num texto de opinião de jornal e o apresentarem aos jornalistas e aos eleitores como "a prova" (provada!) de que MFL gastou mais do que Sócrates e Guterres? Já desistiram de ir buscar dados aos Orçamentos de Estado? A próxima coluna de opinião de Vital Moreira também vai ser pretexto para uma conferência de imprensa? Haverá alguém brevemente a 'provar' nos jornais o 'direito ao TGV' que a JS reclamava na campanha das Europeias? E se passássemos para política de gente crescida? Obrigada.



Comentar
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 29 Jul 2009, às 12:43 | jamés (3)

A intervenção inicial de Manuela Ferreira Leite na conferência do Diário Económico demonstrou bastante bem que tipo de papel é o preconizado pelo PSD para o Estado. Não é, para mim, o ideal; mas é aquilo que mais se aproxima do que defendo.

As profundas reservas quanto à intervenção do Estado, o papel do Estado como bengala facilitadora, e não como pai do povo; a necessidade de as empresas terem a sua autonomia e a apologia do fim da subsidio-dependência que o socialismo criou nestes últimos anos em Portugal.
Manuela Ferreira Leite tem um programa, uma linha orientadora, que aposta no indivíduo, que acredita nas pessoas e que não as toma por tolas. Manuela Ferreira Leite quer, e nisto concordamos, um país que não viva de mão estendida, mas que saiba lutar pelos seus objectivos, saiba atingir os seus objectivos, crescer de forma livre e sem imposições, planos quinquenais ou coisa que o valha. É esta a substancial diferença. É, também, por isso que escrevo aqui.


Comentar
publicado por André Abrantes Amaral em 29 Jul 2009, às 12:00 | jamés (1)

Os socialistas falam muito da acção que o país precisa para superar a recessão económica. Limitam-se, no entanto, à acção do governo, às medidas a sair do Terreiro do Paço ou a serem aprovadas em Conselho de Ministros. Iniciativas governamentais e tão só. Sucede que o país não é apenas o governo; o país são os milhões de pessoas que vivem nele. O país somos nós. E se há alguém que pode salvar a nossa economia, impedir a bancarrota do estado, criar postos de trabalho, produzir riqueza e distribui-la da melhor forma, esse alguém somos nós: Os cidadãos que vivem o seu dia a dia em Portugal.

É esta acção dos portugueses que o PS nunca recorda e que convém ter em mente. Única e exclusivamente porque o país é maior do que sonham as suas crenças no estado socialista. É maior, tem mais pessoas, é mais diversificado, mais rico que as ideias surgidas nos gabinetes do Largo do Rato. Apesar de darem a entender o contrário, nunca, jamais os socialistas referem a acção individual que milhões de portugueses levam diariamente a cabo. Nessa, os socialistas não acreditam. Nela, não crêem.

Para o PS, acção reduz-se à do poder central. Ao planeamento a régua e esquadro. Talvez por isso sintam a necessidade de um líder carismático, com imensos projectos e muitos planos. Possivelmente por essa razão acreditam que a distribuição de computadores e a ligação à internet mude as mentalidades e as pessoas. Porventura, por esse motivo, fazem tanta prova de fé nos seus argumentos e qualquer dúvida levantada contra essa convicção é imediatamente desvalorizada. Uma estranha atitude quando a história demonstra até à exaustão o fracasso das tendências centralizadoras. No fundo, o PS pouco acredita em quem governa. E é esta diferença que também se joga nestas eleições.

As legislativas de Setembro são as primeiras de muitas mais que irão assumir um carácter ideológico. Aquelas em que duas perspectivas de encarar a vida em sociedade se distinguem. E se confrontam. O percurso iniciou-se agora, mas atingirá o seu termo, sem revoluções nem sobressaltos, no longo prazo.
 



Comentar
publicado por Miguel Morgado em 29 Jul 2009, às 11:23 | jamés (6)

«Guterres foi o campeão da engorda do monstro»

 

«Os piores momentos: Existem dois grandes períodos, nos últimos 23 anos, em que as despesas de funcionamento cresceram mais. O primeiro é de 1990 a 1992 e é uma consequência da implementação do novo sistema retributivo na função pública: os salários subiram, mas os trabalhadores não. O segundo, de 1996 a 2002, relaciona-se com o número de funcionários públicos que entraram para o sector. Esta fase coincide com os mandatos de Guterres. Durante estes seis anos foram admitidos 2,256 funcionários públicos por ano.»

«Crescimento Médio: em termos reais, isto é, descontando a inflação, nos vários períodos políticos, cheguei à conclusão que o campeão da engorda do "Monstro" foi António Guterres. Em seguida vêm os dez anos do Professor Cavaco Silva. Depois a actual legislatura, do primeiro--ministro José Sócrates e, por último, o período de 2002 a 2004, que pode ser considerado o melhor momento da despesa do Estado. Ora, isto é precisamente o contrário do que o estudo do Dr. Ricardo Reis sustenta.»

 

No jornal i



Comentar
publicado por Miguel Noronha em 29 Jul 2009, às 10:38

Neste momento, Manuela Ferreira Leite em directo na conferência do Diário Económico.



Comentar
publicado por Ana Margarida Craveiro em 29 Jul 2009, às 10:01 | jamés (5)

O circo continua. A poucos meses das eleições, este governo socialista parece uma barata tonta: ele é emprego para todos, ele é bolsas de estudo de valor difícil de calcular, mas completamente inovadoras, ele é doentes a serem operados em Cuba em vez de se tentar corrigir as listas de espera aqui e agora. A cereja no topo do bolo? A promessa de redução das taxas de IRS, para apoiar, dizem eles, "as classes média e média-baixa".

Nos últimos 14 anos, governaram-nos durante 11. On-ze, isso mesmo. E, durante todos estes anos, evidentemente que não puderam tomar nenhuma daquelas medidas, porque só se tinham lembrado da genial distribuição de Magalhães como parte de um - fracassado - plano tecnológico. Não basta atirar as culpas para cima do PSD; aliás, como raio se pode culpar um partido que em quase quinze anos passou três no poder? O que falhou é da exclusiva responsabilidade do partido socialista, porque prometeu e não fez, fez e piorou.

As promessas actuais do PS raiam o desespero. Parece um partido pequeno, megalómano, a tentar ir para o poder pela primeira vez. Vale tudo, diz-se de tudo, como se pudesse haver uma amnésia colectiva durante os próximos meses. Não é um programa eleitoral, mas uma orgia de futuros melhores. Com os mesmos, saliente-se.

 



Comentar

Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds