Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
publicado por Pedro Duarte em 31 Ago 2009, às 22:44 | jamés (2)

 

O Programa do PSD é diferente do habitual. Ali não se encontram pomposos chamamentos a desígnios quiméricos. Pelo contrário, aquele documento limita-se a convocar-nos para um conjunto de propostas concretas e exequíveis que, se os eleitores assim decidirem, mudará a face de Portugal.

 



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publicado por Sofia Rocha em 31 Ago 2009, às 21:39 | jamés (1)

 

"(...) A própria natureza, não do Governo, mas do primeiro-ministro. Uma natureza temperamentalmente autoritária que se tornou mais do que um traço de personalidade, que irradiou, espalhou e contaminou os ministros e a governação.(...)"

 

José Gil, ensaísta e filosofo, autor do celebrado livro Portugal, hoje - o medo de existir, dá uma entrevista à LER deste mês que é imperioso ler, recortar e guardar.



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publicado por Tiago Moreira Ramalho em 31 Ago 2009, às 20:24 | jamés (6)

A excelentíssima ministra Maria de Lurdes Rodrigues afirmou publicamente que o seu ministro da Educação de Referência foi um ministro do Estado Novo. Isto por si só não tem mal nenhum. Confesso que não conheço a obra do escolhido por Salazar para a pasta e, calhando, até foi um ministro daqueles de trás da orelha. Aquilo que me leva a escrever este post é outra coisa: imaginem que Manuela Ferreira Leite afirmava publicamente que o seu ministro do-que-quer-que-seja de referência era um ministro do Estado Novo. Imaginem só o que o líder da esquerda moderna, democrática, moderada e respeitadora dos limites da liberdade – claro que sim! – iria dizer no comício que se seguisse à publicação das declarações.

Dizem de Orwell que descobriu tudo. Não sei, hesito. Mas uma coisa é certa: descreveu pormenorizadamente e com mestria inigualável a principal doença de alguns dos comentadores da nossa praça: o double-thinking.


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publicado por Paulo Tunhas em 31 Ago 2009, às 20:19 | jamés (1)

Apetecia-me ser mais desenvolto do que sou e ter coragem de me dirigir pessoalmente à ERC apelando a que algum instrumento legal fosse utilizado para aconselhar o primeiro-ministro a utilizar com menos frequência a palavra "maledicência". Por timidez, faço-o aqui de forma indirecta. É que não há telejornal onde ele não apareça, num lugar ou outro do país, a empregá-la (há momentos, foi em Santo Tirso). A palavra, insidiosa, começa a perseguir todos os críticos do primeiro-ministro, e a intimidar. Não há dia em que não se ouça. O exercício democrático da discordância tornou-se quase uma maldição. E não sou só eu, é claro, que sofro. Vários amigos a quem telefonei, e que duvidam da excelência do primeiro-ministro, confessaram que também eles preferiam, apesar de tudo, o "bota-abaixismo". Mas recusaram-se a publicitar os nomes, não fossem ouvir num telejornal qualquer: "Aqueles que não gostam de ouvir a palavra «maledicência»..." Sozinho, persisto. Sempre era mais castiço e menos venenoso, o "bota-abaixismo", ou até (é uma sugestão) o "trogloditismo negativista". Menos castigante moralmente. Mais diversificante do ponto de vista da língua. Menos chato, se assim me posso exprimir.

 

 



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publicado por Paulo Marcelo em 31 Ago 2009, às 19:00

 

 

«O nosso primeiro compromisso é o de devolver à sociedade civil uma ampla capacidade de agir, criando condições para que todos, de acordo com as suas capacidades, possam contribuir para o progresso e para o desenvolvimento do nosso País. (...) com a afirmação de valores que agreguem a sociedade civil, lhe dêem ânimo para agir e a robustez necessária para ter uma opinião crítica capaz de recusar dirigismos paralisantes.»

 

Perante este discurso (versão integral aqui) ainda dizem que não há diferenças, de substância e de estilo, entre o PS e o PSD?

 



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publicado por Nuno Gouveia em 31 Ago 2009, às 18:48

Na semana passada vim de Alfa de Lisboa para o Porto. Estavam uns panfletos espalhados pelo comboio, mas como tinha melhor literatura para ler, nem sequer lhes peguei. Na sexta-feira à noite um amigo alertou-me para o facto de estarem espalhados pelo Alfa panfletos com propaganda ao TGV, da autoria da RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade).

Hoje fiquei a saber que a RAVE comprou nos dois jornais de maior circulação, CM e JN, um encarte de propaganda sobre o TGV.
A construção do TGV é um dos temas onde existe maior discórdia entre o PS e o PSD nesta campanha eleitoral. Colocar empresas e dinheiro do Estado ao serviço de um partido é ilegítimo e imoral. É isso que o Partido Socialista tem feito com a RAVE.

 

Também aqui.



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publicado por Nuno Gouveia em 31 Ago 2009, às 15:01 | jamés (1)

Sabe qual é neste momento, o plantel mais caro em Portugal?
SPORTING ???...
PORTO ???...
BENFICA ???...

Nãooooooooooooo!!!! Estão absolutamente enganados!!!


 

 

Via PPM, no 31 da Armada



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publicado por Carlos Botelho em 31 Ago 2009, às 13:43 | jamés (2)

 

Não posso deixar de agradecer aqui ao meu sempre simpático homónimo from the other side: o Carlos Santos. Apesar de abrilhantar (e com garbo!) um blog rival, a sua generosidade não lhe coube na estreita trincheira. Lá vai dizendo que 'me ignora', que sou um 'escriba de dislates' e que não passo de um 'info-excluído' - nestas palavras, em que um malévolo superficial veria acinte, nota-se, reconheço-lhe com embaraço, aquela ternura desajeitada, mas genuína, que se debate consigo mesma e de que só um jovem é capaz.

O Carlos deu-se ao trabalho de recolher os videos que eu, preguiçosamente, não busquei e de que precisaria para demonstrar o que escrevi aqui. Agora, só têm de os ver e cotejá-los limpidamente com o meu post. Graças ao meu homónimo simplex, fica ainda mais claramente demonstrado o que defendi. Confesso que o terceiro video pode ser enganador: os cortes disfarçam o propósito irónico da oradora (lembro-me de, na altura, ter visto, na Sic ou na RTP, uma reportagem mais completa que, não havendo malícia, permitia captar o sentido do aparte), mas não posso levar a mal - sei bem que a intenção do Carlos foi boa. Não é todos dias que deparamos com um adversário assim: mesmo ajudando os argumentos do outro lado, nele, a decência da verdade falou mais alto.

 



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publicado por Nuno Gouveia em 31 Ago 2009, às 13:12 | jamés (31)

"Paz com professores vai sair muito cara ao país”, Maria Lurdes Rodrigues

 

Pelo que se depreende das palavras da incompetente ministra da Educação, o clima de guerra com os professores é o que mais interessa ao país. Para Lurdes Rodrigues, é essencial que o próximo governo prossiga com o conflito que este governo iniciou. Estou certo que os professores no dia 27 darão uma resposta a esta declaração bélica.



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publicado por Sofia Rocha em 31 Ago 2009, às 10:43 | jamés (1)

Ontem o Primeiro-Ministro discursava para os jovens campistas do PS. Usava os punhos da camisa displicentemente desabotoados, como quem diz, " Nada na manga".

O Primeiro-Ministro já tinha prometido 150.000 empregos para a legislatura.

O Primeiro-Ministro já tinha prometido 30.000 colocações de desempregados nas IPSS.

Ontem, prometeu mais 25.000 estágios na Administração Pública.

Apesar dos punhos desabotoados, e dos acenos de belo efeito, a única coisa que lá vi foi um par de mãos cheias de nada.

Os nossos 500.000 desempregados em casa talvez tenham pensado o mesmo.



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publicado por Jamais em 31 Ago 2009, às 10:01

 



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publicado por Nuno Gouveia em 31 Ago 2009, às 01:05

um país normal, por Rui Albuquerque

 

O que me interessa, e resultou já do seu discurso de apresentação do programa de governo do PSD, foi que, pela primeira vez na história da nossa democracia, se deu uma clarificação e uma divisão de águas entre os dois principais partidos de governo: o PS que defende o Estado Social, e o PSD que põe em causa o Estado Social e o “estatismo asfixiante” que dele resultou. A partir de agora, se o PSD quiser, os cidadãos portugueses poderão claramente escolher entre esquerda e direita para governar o seu país. Acabaram-se as águas turvas e as meias-tintas do costume. As pessoas passaram a saber que o Estado Social não é o único caminho. E o Partido Socialista, que estava à espera das conversa habitual do centrão, também já o entendeu. Esse passou a ser, de resto, o seu receio principal.



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publicado por Carlos Botelho em 31 Ago 2009, às 01:01 | jamés (1)

"Rede pública de guarda de crianças". Atentem nas palavras do primeiro-ministro.

É assim que ele, na sua cabeça tecnocrática, imagina "ajudar as famílias a ter filhos". Mas que mundo é este que preparam? Ou talvez deva dizer, a que se resignam? Horrível para as crianças, mas também para os pais. Pensem nos horários de trabalho que isto pressupõe. Os filhos são depositados, "guardados" ali, acompanhados por "funcionários". Os pais não chegarão a estar de facto com eles, porque a noite é para dormir e no dia seguinte "entram" cedo. Aqui temos a família que está e que vem.



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Domingo, 30 de Agosto de 2009
publicado por Miguel Noronha em 30 Ago 2009, às 18:44 | jamés (9)

O PÚBLICO sabe que [Carolina Patrocínio] foi aconselhada a não dar entrevistas, depois de declarações a uma televisão em que dizia que é a sua empregada que lhe tira os caroços das cerejas e que prefere fazer batota a perder.



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publicado por Carlos Botelho em 30 Ago 2009, às 18:28

Quem é?...



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publicado por Carlos Botelho em 30 Ago 2009, às 15:17 | jamés (10)

Ao contrário do que é gritado aqui, Manuela Ferreira Leite nunca disse que o "casamento deve servir apenas para a procriação" ou que "as obras públicas é [são] para dar emprego a cabo-verdianos ou [a] ucranianos". Não foi isso que foi dito. É a mesma história da "proposta" da "suspensão da democracia por seis meses".

Quando se debate com Sócrates, todo o cuidado é pouco - ele não tem qualquer pejo em deturpar o que os adversários dizem para levar a água ao seu moinho.



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publicado por Carlos Botelho em 30 Ago 2009, às 14:44 | jamés (2)

 

Querem comover-se? Ouçam isto. A "liberdade", a "tolerância", a "modernidade", o "progresso", o "futuro" e tal. Assim, todas as virtudes em cascata. Uma maravilha. Ouve-se isto e não há ultramontano mais empedernido que resista. É só misturar água e sai logo um campeão dos direitos. Ele até parece isso, não é?

E aquele toque final do "mar", do "luar", do "não parar" (porque não disse o verbo em que pensava: "votar"?) dá bem a medida da pirosice de que é capaz. Tem-se troçado de Carolina Patrocínio, mas ela é bem mais autêntica do que o secretário-geral do PS. Num sentido, Sócrates não é falso, porque um mascarado tem uma cara por detrás da máscara que procura esconder a todo o custo. Mas a máscara de Sócrates é, por assim dizer, "sincera", porque não tem nada por detrás. A aparência sempre tão frenética do primeiro-ministro procura mascarar precisamente o seu vazio. Ele está permanentemente a fingir que é alguma coisa. Não sei se Sócrates sabe quem é. Não sei se alguma vez tira a máscara diante do espelho e espreita para o vácuo diante de si. Talvez nem dê por isso.

Ele é apenas aquilo: frases ocas em gritaria esbracejada - sem pingo de consistência. Tanto pode ser uma coisa agora como o seu oposto daqui a dias. Mas sempre, sempre sob os holofotes, com tribunazinhas, figurantes solícitos e produzindo em catadupa anúncios e proclamações disto e daquilo. A realidade fica sempre lá fora, atrás dos cenários portáteis. Ele não a suporta - não só porque lhe estraga a permanente encenação, mas também porque não lhe cabe na sua "mundivisão" (para usar uma palavra que agora descobriu e não se cansa de repetir). Como se pode querer este homem para primeiro-ministro de um país?...

 

 

Todas aquelas proclamações de ontem têm um destinatário claro: o eleitorado (potencial) do Bloco de Esquerda e uma vaga "mentalidade aberta" que se comoveria com aquelas fantasias. Sócrates já tinha conseguido um candidato a deputado, que não se importa de se sujeitar ao papel de troféu de caça, para isco dos votos daquela esquerda. Mas convém sempre reforçar a nota "progressista" em comícios, não vá o "povo" esquecer o "profundo pensamento de esquerda" do secretário-geral.

Contudo, duvido que os votantes do Bloco sejam parvos. Eles sabem bem que a personagem que agora apregoa aos sete ventos a "liberdade" e toda a "tolerância" foi a mesma que os deixou de mãos a abanar com o "casamento do mesmo sexo", apenas esse "princípio" deixou de lhe dar jeito. É a mesma personagem que foi, sim, muitíssimo tolerante com as inúmeras manifestações de autoritarismo que foram pondo a cabecinha de fora pelo país: o caso do prof. Charrua, a exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, a intromissão intimidatória da polícia em actividades sindicais, processos a manifestantes, como aconteceu em Guimarães, as intimidações nas escolas que recusassem a "avaliação" docente, etc. É a mesma personagem que processou vários jornalistas por pretensas "difamações" e fez uso de um discurso intimidatório para orgãos de comunicação social. É a mesma personagem que aceitou e premiou a linguagem insultuosa e espantosamente agressiva de ministros em relação a todas as oposições, a críticas internas, a sindicatos, a simples protestos populares. É a mesma personagem que, diante de cada manifestação desmancha-prazeres, arremessava monotonamente a acusação dos "insultos" e da "maledicência". É o primeiro-ministro que se rodeia de seguranças ajagunçados que abalroam repórteres inoportunos. É o mesmo que, no parlamento, troçava dos deputados nas suas barbas ou usava de um tom acintoso de valentão de feira para com eles: ridicularizava com trejeitos e momices Santana Lopes, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas, nos momentos em que o interpelavam; espetava o seu dedo já ridículo para Louçã e repreendia 'Tenha tento na língua!', berrava para Paulo Rangel 'Não seja ridículo!', julgando-se, certamente, tratando com assessores-serviçais de Magalhães sobraçados e não com deputados eleitos. É esta espalhafatosa criatura que agora nos vem acenar com "princípios", com "liberdade" e com "tolerância".

 



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publicado por Paulo Marcelo em 30 Ago 2009, às 14:40 | jamés (2)

 

«Os portugueses estão ressentidos por ver desperdiçados grande parte dos sacrifícios que lhes foram pedidos (...) defendo um Estado com menos peso que potencie a iniciativa privada.»

 

Manuela Ferreira Leite, hoje em Castelo de Vide, no discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD



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publicado por Nuno Gouveia em 30 Ago 2009, às 14:33 | jamés (1)

Concentrar num único portal de informação pública os apoios do Estado, discriminados por empresa e por entidade, com os montantes, situação dos processos e datas de tramitação.

in programa eleitoral do PSD 2009

 

 

O Estado disponibiliza todos os anos milhões de euros em apoios a diversas organizações e iniciativas. Mas ninguém parece saber para onde vai esse dinheiro. A transparência da utilização dos fundos públicos deve ser uma prioridade de qualquer governo, e na era da Internet, é inadmissível que essa informação não esteja disponível aos eleitores. Esta proposta do PSD é uma excelente iniciativa, no sentido de dotar de maior transparência a transferência de fundos para os privados.

 


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publicado por Miguel Reis Cunha em 30 Ago 2009, às 09:27 | jamés (2)

 

De acordo com o Juiz de Direito, Pedro Vaz Patto, o recente acórdão do Tribunal Constitucional nº 359/09, vem deitar por terra a teoria de que a Constituição tinha já encerrado o assunto a favor dos “casamentos homossexuais”.

De acordo com este jurista, o assunto encontra-se agora nas mãos do legislador.E este, por sua vez, devido à complexidade do tema e à disparidade de opiniões, quando muito, deveria remetê-lo para referendo.

Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos. Ainda que seja incluída no programa eleitoral de um partido, não pode dizer-se que a generalidade dos eleitores desse partido a sufrague, uma vez que serão normalmente outras questões, que mais preenchem a agenda política, a pesar na sua opção de voto.

Numa matéria de tão grande significado ético, cultural e civilizacional, onde se joga o modelo de referência de família como núcleo social fundamental, onde se pretende alterar um modelo secular, seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens. Se é o povo que está supostamente “atrasado”, pois que se aproveite o referendo para o “esclarecer”. Mas que não se decida contra ele.”

Texto completo aqui



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publicado por Carlos Botelho em 30 Ago 2009, às 02:17 | jamés (3)

 

Vá, todos juntos, juntos conseguimos:

 

 Wir fahr’n fahr’n fahr’n auf der Autobahn

Wir fahr’n fahr’n fahr’n auf der Autobahn...



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publicado por Miguel Reis Cunha em 30 Ago 2009, às 00:12 | jamés (1)

José Sócrates proclama à boca cheia que está do lado dos progressistas, dos modernos e das preocupações sociais. Por sua vez, para ele, o PSD tem uma mundivisão retrógrada, promove o obscurantismo e defende posições Salazaristas

 

Pois, bem:

- perante o vergonhoso problema do mau funcionamento do sistema de adopção em Portugal,
- perante o facto de metade das crianças candidatas à adopção serem rejeitas por terem irmãos, mais idade, étnias diferentes ou deficiências;
 

Quantas palavras, quantas propostas ou, ao menos, quantas ideias é que o iluminado programa do PS dedicou a esta temática ?

 

A resposta é ZERO !


Também não é de estranhar.
Para quem pensou em cobrar custas judiciais pela adopção enquanto defende que os abortos por opção sejam grátis...
Tá tudo dito ! 


P.S.- Já me esquecia. Na página 16 do Programa do PSD, o tal da "mundivisão retrógrada" está lá escrito o seguinte:

 

"Fomentaremos uma cultura favorável à adopção de crianças também com mais idade e/ou problemas de saúde, com vista a reduzir a sua institucionalização.
Reforçaremos os mecanismos para o encaminhamento adoptivo, diminuindo a discricionariedade da segurança social no juízo sobre a adoptabilidade dos candidatos e acompanhando efectivamente os adoptantes".

 


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Sábado, 29 de Agosto de 2009
publicado por Paulo Tunhas em 29 Ago 2009, às 21:10 | jamés (3)

Acabei de ver Sócrates a discursar para jovens do Partido Socialista não fixei onde. Sem ofensa, aquilo parecia uma navegação na pura irrealidade. O contacto com o mundo empírico dissolveu-se completamente. Aparentemente está tudo óptimo, tirando uma coisa ou outra, obviamente culpa dos pessimistas, que, como toda a gente sabe, são dotados de poderes malfazejos extraordinários. O que é fantástico é que, mesmo tratando-se de um comício para os seus (embora longamente transmitido pelas televisões), Sócrates não tenha por uma só vez referido a encrenca em que estamos metidos. Nem lhe passou pela cabeça, percebia-se. E acabou a fazer propaganda a grupos rock. António José Teixeira, que comentou, também achou a coisa estranha, e falou, salvo erro, do discurso do mar de rosas. A campanha eleitoral propriamente dita ainda não começou, e o primeiro-ministro já está assim. É de temer o que vem a seguir, sem dúvida. Mas a verdadeira questão é: quem é que ele, com isto, julga que vai convencer?



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 29 Ago 2009, às 20:10

" (...) Reduzir em dois pontos percentuais a TSU suportada pelos empregadores, até 2011, salvaguardando uma adequada compensação financeira à segurança social (...) "

 

Do programa do PSD



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 29 Ago 2009, às 19:27

 

Depois de Manuel Alegre, mais uma constatação que, afinal, o PS também tem os seus detractores:

 

"É um programa clarificador e divisor das águas que mostra que há outros caminhos para responder à crise", afirmou Pina Moura que acrescentou que na área da política económica o programa do PSD "é mais duro e focado"; do que o do PS.  


Sobre as políticas sociais, o ex-ministro socialista diz que as propostas sociais-democratas assumem que os recursos são escassos o que torna o programa do PSD ";mais realista".


"Por muito que o PS tenha feito nas políticas sociais - e fê-lo desde 1995 com os Governos de Guterres - há um limite que decorre da escassez de recursos disponíveis, que torna incomportável a continuação do crescimento da despesa pública, mesmo feita para responder à crise internacional e para ocorrer às carências de mais de 500 mil desempregados", declarou Pina Moura.



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 29 Ago 2009, às 19:23 | jamés (4)

É com satisfação que constato que a Sofia Loureiro dos Santos e o PS alinham com as ideias do mui "neo-ultra-liberal" CATO Institute



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publicado por Pedro Picoito em 29 Ago 2009, às 18:52

"As grandes crises podem ser encaradas como grandes oportunidades. Esta crise mundial serviu aos dois maiores partidos portugueses para separar as águas ideológicas que se tinham entretanto misturado. O PS regressou de forma desinibida ao Estado. Ferreira Leite voltou a sublinhar o privado."

 

Teresa de Sousa, in Público, 28/9/09 



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publicado por Pedro Picoito em 29 Ago 2009, às 18:48

Já passaram três dias e o Pedro Correia ainda não disse nada sobre o programa do PSD.



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publicado por Nuno Gouveia em 29 Ago 2009, às 17:41

Esta classificação que muitos fazem do PSD e PS, originalmente oriunda do PCP, tem bastante ressonância em certos sectores da direita portuguesa. Mas muitas vezes essa percepção advém mais de um estigma pessoal ou de velhos ódios, do que propriamente da realidade e das propostas de ambos os partidos.

Depois da apresentação do programa de governo do PSD, estas vozes surgiram novamente a carpir. Mas as perguntas que coloco são estas: não leram as propostas económicas do PSD? Não ouviram o discurso de Manuela Ferreira Leite na apresentação do programa?

Um programa que aponta para uma mudança de paradigma no rumo económico do país, contra o “dirigismo estatista” que os socialistas imprimiram na sua governação, e que prometem ampliar na próxima legislatura.

Eu percebo que muitos preferissem uma agenda mais liberal, onde se fosse mais longe em áreas sensíveis, como na saúde ou na educação. Mas vivemos em tempos perigosos, onde os avanços têm de ser prudentes. A proposta do PSD para a próxima legislatura é mudar o paradigma de governação, diminuindo a presença o Estado na sociedade, criando condições para uma maior liberdade do sector privado. E isto parece-me um excelente ponto de partida para criar uma ruptura com o nosso modelo de desenvolvimento.



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publicado por Sofia Rocha em 29 Ago 2009, às 16:44 | jamés (2)

 

Joaquim Pina Moura

 

 

 

" Joaquim Pina Moura, ex-ministro das Finanças e da Economia do Partido Socialista, diz que o programa do PSD é clarificador e divisor de águas, mostrando que há outros caminhos para responder à crise. Na sua opinião, no capítulo da política económica, o programa social-democrata é mais duro e focado que o do PS. E também nas políticas sociais Pina o considera mais realista, por ser um programa que parte da assunção de que os recursos são escassos."

 

Tem toda a razão, eu não diria melhor. 



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publicado por Carlos Botelho em 29 Ago 2009, às 14:05

Aqui.



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publicado por Nuno Gouveia em 29 Ago 2009, às 01:36

Agora escolham, por Rui Albuquerque

 

José Sócrates promete um governo que manterá o Estado Social, o investimento público como dinamizador da economia e do emprego, ao mesmo tempo que critica o liberalismo e aqueles que querem reduzir o peso do estado. Os últimos quatro anos do país, sob a sua governação, demonstram que ele faz aquilo em que acredita.
Manuela Ferreira Leite ontem, surpreendentemente, é certo, anunciou que o seu governo será contra a asfixia do estatismo reinante, que preferirá a iniciativa privada empresarial ao investimento público, e teceu duras críticas à visão estatista do PS, o mesmo é dizer, ao Estado Social. A mais violenta crítica a esse modelo de estado que me lembro ter escutado a qualquer político português com responsabilidades de chefia partidária.



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publicado por Miguel Reis Cunha em 29 Ago 2009, às 00:27 | jamés (4)

 

 

Isto é uma anedota, não é?

 

De qualquer forma, diga-se, perfeitamente verosímil



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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 28 Ago 2009, às 23:49 | jamés (8)

Eu pergunto-me o que levou o SIMplex a convidar para o blogue alguém que se dá ao trabalho de fazer uma estatística sobre a quantidade de vezes que o PS e o PSD usam a palavra "Não", conseguindo a partir dessa contagem tirar conclusões.

 

Eu gostava de conseguir dizer alguma coisa sobre o tema, mas não me ocorre nada. O disparate é tão grande, que não há criatividade que resista...

 



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publicado por Maria João Marques em 28 Ago 2009, às 19:00 | jamés (4)

Entre ontem e hoje ouvi muitos comentadores sobre o assunto do momento - o programa eleitoral do PSD - e confesso que não entendo a conclusão de alguns de que seria um programa para um bloco central. Em especial depois de o comparar com a actuação do PS nos últimos quatro anos e meio e com o seu programa eleitoral para a próxima legislatura.

 

Para o PS tudo radica no Estado, que é o garante e o motor de todos os sectores e o amparo de todos os cidadãos. A intervenção estatal, a que nos habituou, é para manter na actividade económica, discricionária e controleira; na prestação de serviços sociais ou de educação promove-se a substituição dos particulares pelo Estado (lembremos os subsídios retirados aos ATL nesta legislatura ou o cerco feito ao ensino privado); os apoios sociais são para manter e aumentar, sem se olhar ao facto de não termos fundos para os pagar. E continua.

 

O PSD pretende - e Manuela Ferreira leite foi muito veemente - terminar com o 'estatismo dirigista', libertando e responsabilizando as empresas e as famílias, que se tornam o centro da sociedade e da economia, relegando o Estado para um papel secundário em que o mote é 'não incomodar'. Leiam-se o programa eleitoral e as propostas que anteriormente já havíamos elencado. Uma diferença indisfarçável, substancial e inconciliável face ao PS e a um programa socialista.



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publicado por Manuel Pinheiro em 28 Ago 2009, às 17:06 | jamés (1)

«Combateremos a ideia de que todos os problemas se resolvem fazendo leis, que depois não são postas em prática ou cuja execução é defeituosa. Criaremos um plano de avaliação e redução legislativa, prévia e posterior ao acto legislativo, com o objectivo de redução e de racionalização da produção legislativa e de melhoria da qualidade e da acessibilidade da legislação.» (Programa do PSD)

 

Política legislativa: Mais estável, mais pequena, melhor.



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publicado por João Villalobos em 28 Ago 2009, às 16:43

A propósito do programa do PSD, os socialistas andaram que tempos a perguntar "Quando?". Agora, que o programa é apresentado, perguntam "Como?".

Aposto que (quando esse leitmotiv também se esgotar e será muito em breve) ainda vamos ter o «Quem?».

A estratégia de ataque do Governo é feita por ex-jornalistas? Se não é, bem parece.



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 28 Ago 2009, às 16:10 | jamés (3)

Por mais que custe a quem não gosta do PSD, o partido apresenta-se ao eleitorado com um programa claro, e que pode ser discutido e sufragado. Como se tem visto aqui no "Jamais", são várias as ideias para Portugal, todas elas à escala dos cidadãos.

 

Durante um mês, o PS gabou-se de ter um "programa", alegando que o PSD queria afirmar-se na ausência de ideias.

 

Façam agora um pequeno exercício: comecem a ler o SIMplex, e vejam, no último mês, quantos posts foram feitos a partir do suposto "grande" programa do PS. Depois, olhem para os posts que foram - e vão continuar a ser - publicados aqui no Jamais, que têm como mote, como ponto de partida, citações completas do programa do PSD.

 

Podem fazer cartoons e construções graficamente muito bonitas, alegar o que quiserem, que os eleitores têm agora a oportunidade de comparar o que PSD e PS propõem ao país, e depois, escolher.



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 28 Ago 2009, às 15:32

 

 



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publicado por Sofia Rocha em 28 Ago 2009, às 15:12

Há uma tendência portuguesa recente, recolhida numa sala de anatomia. Escalpeliza-se, serra-se, retira-se, limpa-se. De um corpo, passámos a ter orgãos limpos e fatiados.

Antes, tínhamos advogados e juristas. Hoje, chama-se-lhes "técnicos" e, com sorte, lá se diz formados em Direito. Ou seja, uns sujeitos que tiram um curso, e que por saberem de leis, e dominarem questões técnicas são uns "técnicos". Já não são humanistas, já não se lhes exige que sejam exemplares na sua conduta, respeitados na comunidade.

Esta tendência também se verifica na política. Já ninguém questiona se possuem uma cultura humanista, o que são como pessoas, a sua conduta, ou a forma como a comunidade os vê, e muito menos, o seu carácter.

Hoje, exige-se que um político seja essencialmente um "técnico": deve conhecer as "técnicas da comunicação", deve ter "carisma", "fluência".

A técnica é imprescindível, mas é apenas um meio. Não é um fim em si mesma e nada nos diz sobre a pessoa que a usa.

 

 

 



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publicado por Paulo Marcelo em 28 Ago 2009, às 15:03

 

A confirmar-se esta notícia, publicada hoje pelo jornal i, a situação é de uma enorme gravidade. Pretender esconder, por razões de oportunidade política, os resultados da avaliação da reforma penal, já terminada pelo Observatório Permanente da Justiça, para depois das eleições, confirma a ideia de este Governo se preocupa mais com a sua imagem do que em resolver os problemas do país. E que os socialistas têm medo de serem responsabilizados pelos resultados de quatro anos das suas políticas, preferindo esconder ou adiar para depois das eleições. Ainda por cima num tema importante, como a reforma penal, cujos resultados não poderiam ser positivos como aqui e aqui tentei demonstrar.



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publicado por Manuel Pinheiro em 28 Ago 2009, às 12:33

«Prepararemos um programa de reforma do processo civil com base nos princípios da simplificação processual, máxima concentração dos actos processuais, oralidade das decisões judiciais, confiança na actuação do juiz na condução do processo, produção antecipada da prova e diminuição das formas de processo.» (Programa do PSD)

 

O Pedro Pestana Bastos diz, e bem, que o tema da remuneração dos juízes tem sido a escolha central dos media dentro do programa para a justiça do PSD. Concordo com a medida e recomendo sobre ela leitura do Nuno Garoupa, mas discordo da atenção que lhe é dada, sobretudo porque até no tema dos juízes há dois pontos para mim mais interessantes: um deles é o excerto acima citado onde claramente há uma vontade de dar mais poder aos juízes. O outro é o citado pelo PPB e onde concordo em absoluto com o programa e discordo do Pedro, que é a inclusão dos juízes de mérito de forma crescente no sistema. Já aqui defendi que a curto prazo o nosso sistema deveria estabelecer as bases para, articulado com outras medidas, adoptar o sistema holandês em que 50% dos juízes passam a ser juristas de mérito com mais de 40 anos, o que é distinto da tal politização que o Pedro falava, com o objectivo de, a longo prazo, termos um sistema a 100% de mérito, muito anglosaxónico dirão alguns, mas muito bom digo eu.



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publicado por Nuno Gouveia em 28 Ago 2009, às 12:02 | jamés (1)

Defenderemos uma clarificação e limitação das competências da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que incidem sobre conteúdos editoriais de rádios, televisões, imprensa e outros órgãos de informação, nomeadamente restringindo-as à comunicação social pública.

in programa eleitoral do PSD 2009

 

Escrevi aqui que a ERC deveria ser extinta. A proposta que consta do programa eleitoral não vai tão longe, mas satisfaz-me, pois propõe a limitação da sua acção às entidades públicas de comunicação social. Enquanto não se discute a privatização dos meios de comunicação social que ainda estão sob alçado do Estado, parece-me aceitável esta solução apresentada pelo PSD. A comunicação social privada não precisa de ser regulada por uma entidade do Estado.



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publicado por Miguel Reis Cunha em 28 Ago 2009, às 10:21

Hoje em dia, só mesmo na televisão ou em filmes “delicodoces” se retrata a família como uma realidade perfeita, com estabilidade financeira e tempo para estar com todos.
A realidade é outro filme. O do stress diário de cumprir horários, das tarefas inadiáveis, das urgências com a filha mais nova, do ajudar o mais velho com os trabalhos, de arrumar a casa, do ter que trabalhar muito para pagar as contas, etc. Neste filme neo-realista, resta pouco tempo para os idosos, para brincar com as crianças ou até namorar com o parceiro. Neste filme, haverá pouca vontade de aumentar a prole familiar ou sequer de ter filhos. Por isso, por vezes, a história termina em insucesso escolar, disfunções comportamentais, discussões, divórcio e muita infelicidade.
A prazo, o filme pode transformar-se numa série de terror. Basta recordar que a queda da natalidade, fomentada por estilos de vida “sufocantes”, terá graves consequências, sobretudo ao nível do cuidado com os idosos, do colapso dos sistemas de segurança social e de saúde.
Para lidar com esta situação, não basta construir creches ou distribuir subsídios de 200€ por nascimento, como pretende o PS. Há que ir mais além e permitir que os pais trabalhadores tenham mais tempo disponível para a família, reforçando a coesão familiar, sem prejudicar a vertente financeira.
Mas não será esta uma quadratura do círculo?
O Instituto Sá Carneiro, em documento recente, responde a essa questão ao destacar a necessidade da valorização da família, numa dupla perspectiva: por um lado, dar mais tempo à família através de políticas que promovam a conciliação com a vida profissional. E, por outro, usar a família como a assistente social por excelência de crianças e idosos, levando desta forma o Estado a poupar recursos. Para isso há que incentivar não só o recurso ao teletrabalho, à flexibilização dos horários, ao part-time e à criação de creches no próprio emprego, mas também a uma maior participação do homem nas lides domésticas e educativas, ao incremento do apoio domiciliário e dos benefícios fiscais para quem toma conta das crianças, entre outras.
Conciliar trabalho e família não será a única solução para resolver o problema da crise familiar e da quebra da natalidade. Mas será certamente um forte contributo. A este propósito, relembro que o pai da democracia norte-americana, Thomas Jefferson, dizia que os momentos mais felizes da sua vida não tinham sido a independência dos EUA, ou os êxitos profissionais, mas sim “aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, com a minha família”.
 

Publicado, hoje, no Diário Económico

 



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publicado por Nuno Gouveia em 28 Ago 2009, às 10:02 | jamés (2)

Assumiremos a actuação policial, nas suas vertentes preventiva e repressiva, sem qualquer tipo de inibição a não ser as que decorram directamente da Lei, de modo a que as forças de segurança deixem de ser vistas como estruturas menos sólidas e, por isso, passíveis de agressão, voltando a ser instituições respeitadas, e a que exerçam, com a sua presença e acção, a importante missão de manutenção efectiva da ordem pública.

in programa eleitoral do PSD 2009
 

Nos últimos anos temos assistido a um completo desrespeito da autoridade policial, contribuindo isso para aumentar a descrença dos próprios profissionais na sua actividade. Basta falar com alguém que pertença às forças de segurança para perceber como estas estão desmotivadas. Felizmente, a segurança é uma das prioridades do PSD para a próxima legislatura, onde se promete criar condições para repor a autoridade das instituições do Estado. Este é um compromisso muito relevante, e que se assume fundamental para combater o crime e o clima de insegurança que se apoderou das pessoas, especialmente nos grandes centros urbanos.


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publicado por Jamais em 28 Ago 2009, às 09:36



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publicado por Carlos Botelho em 28 Ago 2009, às 01:15 | jamés (3)

 

"Este Compromisso de Verdade, que aqui assumo pessoalmente em nome do PSD, distingue-se claramente dos habituais programas partidários.

Distingue-se, em primeiro lugar, porque de forma clara fazemos uma selecção de prioridades. O programa eleitoral do PSD não se apresenta como uma receita que pretende resolver todos os problemas do país ao mesmo tempo e que, indiscriminadamente, tudo promete a todos. Há que ter a coragem de definir as áreas de intervenção urgente e prioritária e de assumir que essas mobilizarão, à frente das restantes, os esforços de um Governo PSD. Assim, tomamos o compromisso de dar prioridade à economia, às questões sociais de solidariedade e saúde, à justiça, à educação e à segurança. Serão estes os cinco campos de intervenção urgente e preferencial de um Governo do PSD. Sabemos, por experiência, que os recursos são escassos e que não é possível fazer – fazer bem – tudo ao mesmo tempo. Sabemos, por conhecimento e em consciência, que a política é a arte da escolha e um exercício permanente de opção e selecção. Os projectos políticos também têm de ser julgados pela capacidade que têm de fazer opções e pelas opções que, substancialmente, fazem. Cabe agora aos portugueses julgar o mérito das opções feitas.

 

Distingue-se também este Programa, porque é sucinto e objectivo, não se refugiando em generalidades, prometendo tudo a todos. O ponto de honra – a verdadeira nota distintiva – é que todos os critérios definidos, todas as soluções propostas, todas as medidas avançadas são susceptíveis de ser executadas. Tudo o que é explicitado será rigorosamente cumprido. Por isso se trata, não de um programa feito por um conjunto de sábios, que já escreveram dezenas de programas de governo e que se limitaram ao “copy-paste” das versões anteriores, mas de um “Compromisso de Verdade”. Quem estiver à procura neste texto de “soluções mágicas”, “medidas-bandeira” ou “slogans de belo efeito”, vai procurar em vão. Um compromisso de verdade vive da consistência e da coerência interna, não do “panfletarismo fácil”. Com este compromisso, os portugueses sabem com o que podem contar. É um projecto cujo cumprimento e execução podem ser verificados página a página, parágrafo a parágrafo, linha a linha. Este programa deve ser julgado e apreciado também por isso: por esta fácil possibilidade de aferição e controlo externo.

 

(...) Não se trata, por isso, de um programa editado por um grupo de sábios, a pensar no marketing político, segundo o princípio da satisfação máxima da clientela eleitoral. Trata-se, pelo contrário, de um documento que, não só no seu conteúdo, mas também na sua elaboração, obedeceu a um escrupuloso respeito pelos cidadãos que seriam seus destinatários e pelo imperativo da verdade. Estamos convictos que, só por si, este Compromisso de Verdade contribui para restaurar os laços de lealdade e confiança com o eleitorado, com os cidadãos portugueses."

 

 

Manuela Ferreira Leite, no discurso de apresentação do programa eleitoral do PSD.



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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
publicado por Miguel Noronha em 27 Ago 2009, às 21:34 | jamés (1)

 

 

O programa eleitoral do PSD está disponível na íntegra aqui.


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publicado por Miguel Morgado em 27 Ago 2009, às 18:53 | jamés (2)

Não sei se serão os efeitos de 4 anos de governo, mas estes simplex(es) estão tão habituados a dar lições de cátedra aos seus adversários que já não cuidam de proteger o flanco, como se poderia dizer. Dão lições de tudo, mesmo quando dizem asneiras. O tom é inconfundível. Agora, um Simplex quis dar lições a Paulo Rangel sobre Maquiavel, e a ver na invocação do florentino uma declaração "grave".

Não estou aqui a proteger Paulo Rangel, não só porque ele não precisa que o protejam, como nem acho que a sua leitura de Maquiavel seja particularmente rigorosa. Mas gosto de ver o simplex Leonel Moura substituir a ignorância de Rangel pela sua tremenda erudição ao dizer que Maquiavel falou sobre a tirania, ao passo que hoje vivemos numa democracia. A chatice destes pensadores que andam nas bocas dos sábios dos nossos tempos é que dão trabalho a ler. Talvez o Leonel Moura não tivesse escrito este post se reparasse que na obra "O Príncipe", por exemplo, a palavra "tirania" não aparece uma única vez. Talvez lhe desse que pensar.



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publicado por João Caetano Dias em 27 Ago 2009, às 18:48

No Simplex, Carlos Santos chama a atenção para uma entrevista dada por António Borges ao Público em Março de 2008, seleccionando e manipulando algumas respostas numa tentativa de demonstração da incapacidade de Borges prever a crise. Nada que se compare com outras intervenções, feitas numa altura em que o conhecimento sobre a realidade já permitiria evitar tamanhos desmandos.

 

Mas o post do Carlos tem um grande mérito - o link para a entrevista. Um simples click basta para qualquer mortal perceber a estonteante diferença de qualidade entre Borges e qualquer membro do actual governo. Deixa-os a milhas. 

 

Valeu a pena. Obrigado, Carlos.



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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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