Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
publicado por José Gomes André em 14 Set 2009, às 17:58

Bem sei que não está na moda, não é moderno, nem progressista, nem futurista, e que se calhar até é coisa de negativista, maledicente, retrógrado e provinciano, mas arrisco na mesma: confesso que gosto de Manuela Ferreira Leite.

Gosto da hipótese de ter uma chefe de governo que está mais preocupada com a situação económica, política e social do país do que com estratégias de marketing eleitoral. Gosto de uma pessoa que, se quiser, pode viver de outra coisa que não a política. Gosto de uma pessoa séria. Gosto de uma pessoa que não dá prioridade à "imagem" e às "técnicas de comunicação". Gosto de uma pessoa que muda de ideias se achar que as circunstâncias o justificam. Gosto de uma pessoa que tem idade suficiente para não precisar dos jogos da política para se afirmar, e que pode realmente operar as reformas necessárias sem ter de pensar em reeleições.

 

E arrisco dizer ainda mais: gosto do programa do PSD. Gosto que se peça mais sociedade e menos Estado. Gosto que se queira reflectir sobre o modelo da segurança social. Gosto que se defina como prioridade o apoio às pequenas e médias empresas. Gosto que não se desvalorize por preconceito a iniciativa privada. Gosto que se fale de investimento de proximidade e de apoio às comunidades locais. Gosto que se promova uma cultura de rigor, disciplina e mérito na educação. Gosto que se suspendam os grandes investimentos públicos se as circunstâncias o recomendarem.

Não sei se é risível ou patético o que acabei de escrever, mas garanto-vos que é sincero. Não chega? Para mim, é quanto basta.

 

[também aqui].


14 comentários:
De Mário Cruz a 14 de Setembro de 2009 às 18:17
Muito bem dito. Subscrevo na integra :-)))


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:10
Obrigado pelo comentário, Mário.


De James31 a 14 de Setembro de 2009 às 20:44
Eu julgava que este espaço servia para promover o PSD. Na realidade, o post apresentado não avança com um argumento plausível. Promover a cultura de rigor como? E quantos programas não definem como prioridade o apoio às PME? Repensar a Segurança Social não devia ser feito antes de se ir para o governo? O PSD não sabe se as circunstâncias recomendam ou não a suspensão de investimentos públicos?


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:14
Creio que o programa do PSD responde a várias das suas questões.


De Fernando a 14 de Setembro de 2009 às 21:22
Eu também gosto de Manuela Ferreira Leite


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:13
Ainda bem, Fernando. Um abraço!


De Núncio a 14 de Setembro de 2009 às 21:53
Nem risível nem patético. Honesto e autêntico. Que é do que este país precisa!


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:11
Obrigado, meu caro.


De Gonçalo Marques a 14 de Setembro de 2009 às 23:20
Caro Amigo

Concordo inteiramente consigo.

E dir-lhe-ei mais: gosto de alguém que na política pensa simples e directo, gosto de alguém que peliça a falar como as pessoas normais, gosto de alguém que não é telegénico e que é anti-mediático ...

Gosto de alguém que tem experiência, é autêntico e não faz discursos de conveniência, sendo ainda sério a reconhecer erros e fragilidades!

Que contraste em relação ao actual primeiro-ministro.

A vitória da Dra. Manuela Ferreira Leite será a vitória da competência e da seriedade.

Um abraço


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:12
Obrigado, Gonçalo!


De a 14 de Setembro de 2009 às 23:38
Bravo!


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:14
Grazie...


De jeronimo a 14 de Setembro de 2009 às 23:59
Eu tb concordava consigo se não estivéssemos a falar de uma pessoa que cedo abandonou os argumentos sérios em detrimento dos demagógicos e apócrifos. Foi a primeira a falar de apoio social ?
Não há dinheiro para fazer nada ?
Foi a primeira a falar nas PMEs ?
Nunca falou em rasgar ?
Política de Verdade (leia-se : todos os outros são mentirosos) ?
Asfixia Democrática ? Medo de perder o emprego só por passar num dado sítio ? Escutas ao PR ?
Credibilidade (enquanto contraria os bons princípios de um dos líderes mais corajosos no plano ético que Portugal teve recentemente) ?
Enfim, tão diferente, mas acaba por cometer os mesmos (talvez mais) pecados que todos os outros.


De José Gomes André a 15 de Setembro de 2009 às 04:13
Creio que está a misturar alhos com bogalhos... Escutas ao PR? Todos os outros são mentirosos? Enfim, não se pode dizer que seja propriamente uma análise muito rigorosa... Obrigado pelo comentário, em todo o caso.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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