Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
publicado por Paulo Marcelo em 15 Set 2009, às 13:15

 

As sondagens políticas são como as cotações das bolsas: mais do que as cotações diárias, interessam as tendências de médio e longo prazo. Este gráfico acima, feito pelo Pedro Magalhães (via Margens de Erro), mostra uma tendência de crescimento do PSD, desde Janeiro de 2009, e a correspondente descida do PS. Releve-se que o gráfico não incorpora ainda os resultados das sondagens dos últimos dias, que vieram confirmar a aproximação dos dois partidos, chegando-se a uma situação de empate técnico. Está pois tudo em aberto para as eleições legislativas. Qualquer um dos dois partidos pode vencer. É díficil saber a dimensão do "voto útil", os efeitos da campanha, dos debates, e sobretudo as consequências eleitorais do desemprego, da crise e do descontentamento popular, após quatro anos e meio de maioria absoluta socialista. Mas mantendo-se esta tendência de subida do PSD, pode mesmo haver uma mudança política em Portugal. O que era altamente improvável (haja memória) antes da liderança de MFL, em Maio de 2008.


1 comentário:
De Anónimo a 16 de Setembro de 2009 às 18:40
Qual é a base de dados para as sondagens feitas telefonicamente?
A maior, e praticamente única, base de dados com números telefónicos à escala nacional é a lista telefónica Páginas Brancas/Páginas Amarelas.
A origem desta base de dados é, quase exclusivamente, constituída pelos clientes da Portugal Telecom.
Ao longo dos últimos anos, muitas pessoas trocaram o telefone fixo da Portugal Telecom pelo telefone fixo de outras operadoras ou não têm mesmo telefone fixo.
Quantas pessoas estão nestas circunstâncias? Não sei. Mas calculo que sejam pessoas principalmente localizadas nos centros urbanos, profissionalmente activas e com alguma informação para saberem trocar um serviço "histórico" por outro. Estas pessoas serão ouvidas nas sondagens? E, no entanto, votam.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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