Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 15 Set 2009, às 18:38

Ontem o Diário Económico trazia na capa uma manchete dizendo que Portugal perderia 330 milhões de euros caso não avançasse para o TGV. A ideia que subjaz a esta notícia – há sempre uma – é profundamente falaciosa, pois tira da discussão alguns termos: os mais importantes, diga-se. Sim, se Portugal avançar para o TGV a UE dá 330 milhões de euros. É verdade. Mas falta dizer quantos milhares de milhões tem Portugal que pagar do seu dinheiro, do nosso dinheiro, para pagar o resto que a UE só «incentiva».

Por outro lado, como diz Manuela Ferreira Leite mais abaixo, há mais de 800 milhões de euros que Portugal desperdiçou irreversivelmente e que não necessitavam de contrapartidas. Eram dedicados a incentivar projectos de modernização do sector primário que, com os anos, ficou completamente ultrapassado em relação aos estrangeiros – por incompetência repartida entre agricultores e Estado, os primeiros por não terem sabido aproveitar bem os incentivos, o segundo por ter aplicado mal e não ter fiscalizado tantas vezes. Sobre estes 800 milhões não há manchetes. Sobre estes 800 milhões, que seria rendimento que entraria directamente para a economia e permitiria a alguns sectores bastante vulneráveis uma maior defesa em relação à crise que a todos afecta, ninguém quer saber. Critérios…

1 comentário:
De Jeronimo a 15 de Setembro de 2009 às 23:38
Se esta gente se enxergasse na figura ridicula que faz a falar do que não faz a minima ideia. Julgam que compreendem os assuntos por repetir os sound-bites que os políticos debitam para a comunicação social. Faz Vc a minima ideia de onde esses (alegados) 800 (!!!) milhões iriam entrar na economia ? Sabem onde têm sido aplicados até agora os subsidios na Agricultura antes de este Ministro ter começado a exigir projectos concretos de aplicação do dinheiro ? Sabe o que se passou no Alentejo com a chegado dos (medo!!) Espanhóis ? E antes deles, com décadas de subsídios ? Eu dou-lhe uma pista: sou do Distrito de Beja e sempre vi lá mais carros topo de gama que noutros pontos do país ...


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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