Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 15 Set 2009, às 23:24

Uma das grandes falhas do nosso tempo reside no facto de, quer a nível pessoal, quer a nível colectivo, muitas vezes, vivermos no mundo da mais completa fantasia,  confundindo até realidade com ficção ou mero desejo.

O que interessa não é conhecer a realidade, nem as consequências das nossas opções para essa mesma realidade. O que interessa é imaginar, mostrar, expor, atrair, seduzir, parecer ser ainda que não se seja aquilo que se parece.

É o predomínio da estética sobre a ética, da imaginação sobre o bom senso. Em última análise, é uma espécie de esquizofrenia que nos leva a querer fugir do que realmente somos.

Portugal encontra-se, hoje, numa encruzilhada e, nos próximos dias,  veremos qual a verdadeira maturidade da nossa democracia.

Escolhemos entre o que gostaríamos de ouvir ou entre o que precisamos de ouvir ?

Escolhemos entre o que gostaríamos de ser, mas não somos, nem podemos, ou entre aquilo que somos e podemos ?

Escolhemos entre a hipnose ou o estalar dos dedos que nos acorda ?

Escolhemos entre a fantasia ou a realidade ?

Escolhemos entre Sócrates ou MFL ?


2 comentários:
De Paulo a 15 de Setembro de 2009 às 23:35
Brilhante.


De Francisco Nunes a 16 de Setembro de 2009 às 01:34
Concedo toda a validade a este texto. Concedo, portanto, que a Líder do PSD tem um assinalável sentido de humor. Concedo que com ela há sempre mais substância do que forma.
Devo dizer que, na senda dos opostos aí aludidos, a Dr.ª Manuela atirou algumas setas paara dentro do PSD. Sentiram?


Um abraço,
Francisco Nunes


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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