Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
publicado por Paulo Marcelo em 16 Set 2009, às 15:06

(...)  «adopção de um conjunto de medidas a curto prazo que a presente crise internacional torna ainda mais urgentes:

 

- Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.

- Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituiçãode uma força armada europeia.

- Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo àcedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.

- Portugal deve retirar de imediato todas as suas forças militares e militarizadas (combatentes ou de apoio)do Afeganistão e de outros teatros de guerra, ou ainda de qualquer intervenção militar que não obedeça aoscritérios adiante defendidos.»

 

Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda, pg. 110


2 comentários:
De Pinto a 16 de Setembro de 2009 às 19:10
O comunismo (PCP+BE) poderá vir a ter um resultado histórico em Portugal, nestas eleições. Muitos dos que votam no comunismo, dizem que já estão fartos de ver “sempre os mesmos” a governar, numa clara menção ao PS, PSD e CDS.
É bom lembrar que o PCP – que nos dias de hoje se subdivide em PCP e BE – já formou três governos provisórios no período entre o 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. Para os mais esquecidos ou não nascidos, covém lembrar um pouco da história.

1974

9 DE JUNHO
São estabelecidas as relações diplomáticas de Portugal com a União Soviética e com a Jugoslávia.
8 DE JULHO
O Conselho dos CEMFA cria o Comando Operacional do Continente (COPCON). A força militar de elite COPCON com 5.000 homens e liderada pelo Major Otelo Saraiva de Carvalho, actua como polícia política.
18 DE JULHO
Tomada de posse do II Governo Provisório, presidido por Vasco Gonçalves.
20 DE AGOSTO
O primeiro comício do CDS tem lugar em Vila Nova de Famalicão.
25 DE AGOSTO
Tentativa falhada do MFA em acabar com a greve dos trabalhadores da TAP com a intervenção do COPCON.
27 DE AGOSTO
Promulgação da chamada “lei da greve” que regula o exercício do direito à greve e ao lock-out.
SETEMBRO
O Ministério da Administração Interna emite um comunicado em que proíbe a manifestação pretendida pelos trabalhadores da Lisnave para o dia 12 de Setembro, dando como justificações as seguintes: “[...] ela diz respeito a um grupo reduzido do pessoal, afasta-se do uso correcto das liberdades cívicas e da disciplina social e é lesiva da economia nacional e do direito de reunião.” É considerada, portanto, ilegal, na medida em que não obedece aos requisitos exigidos pela lei sobre manifestações.
11 de SETEMBRO
Uma vez informado da criação da comissão organizadora da manifestação da “Maioria Silenciosa”, o general Spínola faz um segundo apelo na televisão para que “a maioria silenciosa do povo português reaja contra o comunismo”.
12 DE SETEMBRO
Com a intervenção do COPCON, o MFA tenta anular a greve dos trabalhadores da Lisnave a 28 de Setembro.
13 DE SETEMBRO
São publicados diplomas pelos quais se procede respectivamente à nacionalização dos Bancos Emissores: Banco de Angola, do Banco Nacional Ultramarino e do Banco de Portugal.
O PL começa a enviar circulares convocando para a “Manifestação Nacional” de 28 de Setembro. Também o PNP promove a reorganização de ex-legionários “para recomeçar a luta interrompida em 25 de Abril”.
18 de SETEMBRO
Na madrugada de 18 para 19 são colados cartazes nas principais artérias de Lisboa, convidando para uma manifestação de apoio ao Presidente da República.
25 de SETEMBRO
É anunciada para o dia 28 a realização de uma manifestação da “Maioria Silenciosa” de apoio ao Presidente da República.
27 de SETEMBRO
Os partidos de esquerda tomam posição contra a manifestação da “Maioria Silenciosa”.
29 de SETEMBRO
São erguidas barricadas nas principais estradas do país.
30 DE SETEMBRO
António de Spínola renuncia ao cargo de Presidente da República.
1 DE OUTUBRO
Tomada de posse do III Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
4 DE NOVEMBRO
Grupos de militantes de extrema-esquerda tentam impedir a realização de um comício do CDS em Lisboa. A Sede do CDS, partido da direita, em Lisboa é destruída por activistas da extrema-esquerda.

1975

7 DE JANEIRO
Salgado Zenha assina um artigo no Diário de Notícias intitulado “Unidade Sindical ou Medo da Liberdade?”, em que considera inconstitucional a unicidade sindical.
14 DE JANEIRO
Manifestação promovida pela Intersindical, PCP, MDP/CDE e diversos agrupamentos de esquerda a favor da unicidade sindical.
16 DE JANEIRO
Comício do PS, no Pavilhão dos Desportos, contra a unicidade sindical, durante o qual o PCP é acusado de querer impor o seu domínio sobre o movimento sindical e suprimir as liberdades públicas.
21 DE JANEIRO
O III Governo Provisório aprova o diploma que consagra a unicidade sindical.
25 DE JANEIRO
Congresso do Partido do CDS no Porto atacado por activistas da extrema esquerda – Confrontação entre o COPCON e a GNR.</i>


De Pinto a 16 de Setembro de 2009 às 19:11
8 DE MARÇO
Congresso do Partido Popular Democrático – PPD em Setúbal – confrontos com extremistas da esquerda provocaram um morto e trinta feridos.
9 DE MARÇO
Por todo o país circulam boatos de que o PCP, aliado a outras forças de esquerda e de extrema-esquerda, prepara uma “matança da Páscoa”.
14 de Março
Decretam-se as nacionalizações da banca e dos seguros.
26 DE MARÇO
Tomada de posse do IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
31 DE MARÇO
Ocorrem as primeiras ocupações de terras no Alentejo e em algumas zonas do Ribatejo.
8 DE ABRIL
Conferência de Imprensa de Vasco Gonçalves na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa: Vasco Gonçalves refere, a propósito das eleições previstas para o dia 25 de Abril de 1975: “não podemos perder por via eleitoral aquilo que tanto tem custado a ganhar ao povo português”.
16 DE ABRIL
Nacionalização da Siderurgia Nacional e das várias sociedades exploradoras do serviço público de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica.
23 DE ABRIL
Agricultores da esquerda ocupam a Herdade da Torre Bela, a maior propriedade rural em Portugal (1975-1978)
24 DE ABRIL
A JOC responde à Rádio Vaticano: os cristãos devem comprometer-se em organizações revolucionárias.
25 DE ABRIL
Realizam-se as eleições para a Assembleia Constituinte. Com uma participação eleitoral excepcional e sem incidentes de maior, estas eleições dão ao PS-38%; PPD-26,5%; PCP-12,5%; CDS-7,6%; UDP-0,79% e MDP-4,l2%.
14 DE MAIO
Nacionalizados os sectores dos cimentos, celulose e tabacos.
17 DE MAIO
Vasco Gonçalves visita a SOREFAME: “só há duas posições, ou estamos na revolução ou estamos contra a revolução.(…) Não há meio caminho nesta tarefa em que nos metemos e que põe a nossa própria vida, o nosso futuro em jogo”.
27 DE MAIO
Ocupação dos estúdios da Rádio Renascença e do emissor da Buraca por elementos de extrema-esquerda.
29 DE MAIO
Impedidos de entrar nas instalações, os jornalistas e outros trabalhadores iniciam a publicação do Jornal do Caso República.
JUNHO
Durante o mês de Junho prosseguiu a política de nacionalizações, abrangendo o Metropolitano de Lisboa, a Empresa Geral de Transportes e 54 empresas de transportes de passageiros e mercadorias.
7 DE JUNHO
Álvaro Cunhal declara em entrevista ao jornal italiano Europeo: “Asseguro-lhe que em Portugal não haverá qualquer Parlamento.”
3 DE JULHO
Todos os serviços de informação passam pelo controlo do Conselho da Revolução – COPCON controla todos os registos de chamadas.
8 DE AGOSTO
Tomada de posse do V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves, composto por elementos do PCP, MDP/CDE, independentes e militares.
19 DE SETEMBRO
Tomada de posse do VI Governo Provisório, constituído por militares, independentes e representantes do PS, PPD e PCP, e chefiado pelo vice-almirante Pinheiro de Azevedo.
7 DE OUTUBRO
Ocupação por forças da extrema-esquerda do Regimento de Artilharia da Serra do Pilar (RASP), no Porto.
9 DE OUTUBRO
Documento do PCP denuncia “viragem à direita do Governo”.
PS, PPD e CDS acusam o PCP de controlar de forma totalitária os principais órgãos de informação.
21 DE OUTUBRO
A Rádio Renascença é reocupada por elementos de extrema-esquerda.
7 DE NOVEMBRO
O centro emissor da Rádio Renascença da Buraca é destruído por ordem do Conselho da Revolução.
25 DE NOVEMBRO
Tentativa de golpe de Estado protagonizada por algumas unidades militares afectas à esquerda radical.
Costa Gomes decreta o estado de sítio parcial na região abrangida pelo Governo Militar de Lisboa. O Regimento de Comandos da Amadora e Ramalho Eanes têm um papel decisivo na neutralização das tropas rebeldes.
Mário Soares, Manuel Alegre, Jorge Campinos e Mário Cardia saem clandestinamente de Lisboa, na tarde do dia 25, e seguem para o Porto, onde se apresentam no Quartel da Região Norte, a Pires Veloso e Lemos Ferreira.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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