Terça-feira, 28 de Julho de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 28 Jul 2009, às 19:48

É necessário, no seguimento disto, explicar melhor os números que utilizei. Segundo a imprensa, num universo de 330.000 funcionários públicos, 300.000 foram avaliados. Uma taxa que ronda os 90%. Este é também o número da propaganda do governo.

 

O problema aqui, denunciado pelo Paulo Guinote, ao qual cheguei através de um comentário do Levy, é que os números não batem certo na avaliação dos docentes.
 
A TSF, baseando-se em documentos do Ministério das Finanças, noticia que dos 30.000 funcionários públicos não avaliados, 70% eram professores. Significa que houve 21.000 professores não avaliados segundo os números do governo. Existem, em Portugal, cerca de 135.000 professores. Foi dito pelo Ministério da Educação, no seguimento dos protestos dos professores, que apenas os contratados seriam sujeitos a avaliação, sendo que os do quadro apenas teriam de entregar objectivos. Significa isto que dos 135.000 professores, apenas 25.000 foram avaliados realmente. Ora, se juntarmos isto aos números avançados pela imprensa (também aqui ou aqui), notamos uma grande incongruência. É que segundo os números de várias fontes (que certamente os foram buscar aos dados oficiais do governo), cerca de 115.000 professores teriam sido avaliados. Isto é impossível.
 
Dado que teve de haver, pelo menos, 110.000 professores sem avaliação, temos um número de funcionários não avaliados a rondar os 120.000, pelo menos, pelo menos. Ora, dos 330.000 funcionários públicos que temos no nosso país, só podem ter sido avaliados cerca de 64%, ao contrário dos 90% que o governo propagandeia.
 
O Engenheiro José Sócrates disse-me na conferência que os professores não são avaliados segundo o SIADAP. É verdade. A avaliação é diferente. Mas, então, apenas se pergunta ao governo como é que consegue ter um número total de 330.000 funcionários públicos se não incluir aí os 135.000 professores portugueses.
 
 Há aqui um grande imbróglio nos números e é imperativo que tudo isto seja esclarecido. Principalmente a partir do momento em que a avaliação dos funcionários públicos (que aproveito para dizer que considero essencial numa Administração Pública de um país que se queira desenvolvido) é usada como bandeira na campanha eleitoral.

31 comentários:
De Daniela Major a 28 de Julho de 2009 às 20:28
Tiago se não estou enganda, parece-me que deste uma grande volta para explicar algo simples...então se:
"apenas os contratados seriam sujeitos a avaliação, sendo que os do quadro apenas teriam de entregar objectivos. Significa isto que dos 135.000 professores, apenas 25.000 foram avaliados realmente"

Quer isto dizer que há 25.000 contratados, e que foram este que foram avaliados, e o Governo diz que 115.000 professores foram avaliados é evidente que há uma descrepância enorme. Não percebi porque foste buscar os 330 F.P.


De Tiago Moreira Ramalho a 28 de Julho de 2009 às 20:34
Para mostrar que a avaliação nao foi de 90%, mas sim de uns 60 e tal.


De Levy a 28 de Julho de 2009 às 20:54
Há uma discrepância de 90 mil, que o governo incluiu e que não foram na realidade avaliados em 2008. Mais grave que isso, incluiu-os no balanço que fez do SIADAP .
Se lhe interessar saber quantos professores há em Portugal, e como se chegam facilmente às conclusões que o Tiago apontou, pode ver aqui:

http:/ estatisticas.gepe.min-edu.pt /

Os 330 mil FP estão na tabela que está nos links do Paulo Guinote e que foi distribuída pelo gabinete do secretário de estado da administração interna.


De Stran a 28 de Julho de 2009 às 23:05
Julgo que o teu erro, e possivelmente de Paulo Guinote, é assumir que 330.000 funcionários públicos são TODOS os funcionários públicos.

Se assim for como explicas os seguintes valores:

http://www.dgaep.gov.pt/index.cfm?OBJID=fe2e21aa-84c3-4289-a8d5-f118ed517798

Percebeste agora?


De Tiago Moreira Ramalho a 28 de Julho de 2009 às 23:10
Não leste com atenção. A imprensa diz que os professores foram avaliados e que dos 30.000 que ficaram por avaliar, 70% são professores. Ou seja, que houve 21.000 professores por avaliar.


De Stran a 28 de Julho de 2009 às 23:29
21.000 não foram avaliados e?


De Levy a 28 de Julho de 2009 às 23:25
Sem querer estar a responder pelo Tiago, porque a pergunta é para ele, atrevo-me a explicar o seguinte:

- Esses valores que postou são valores totais de funcionários públicos.

- Os 330 mil dos quais o governo se gabou de ter avaliado 90%, são os funcionários da administração central, ou seja, sem autarquias, médicos (hospitais empresa), militares (veja-se o número de funcionários que aparecem para esse ministério) e regiões autónomas.

- O que não se percebe é o que fazem aqui os 135 mil docentes das escolas, apenas deveriam aparecer os 50 mil não docentes.

- Dito de outra maneira, o SIADAP não se aplica a todos os FP , e foi o próprio governo que apresentou dados de 330 mil. A tabela que o Paulo Guinote publicou é do gabinete do secretário de estado da administração interna.

- O governo contabilizou 90 mil professores para poder apresentar 90% de avaliados.


De Stran a 28 de Julho de 2009 às 23:46
Por mim não vejo problema de responderes:

- queres dizer que metade dos funcionários publicos são autarquias e militares?

- podias colocar um link para a tabela para poder falar sobre a mesma;

- parece-me que é um contra-senso dizer-se que "O governo contabilizou 90 mil professores para poder apresentar 90% de avaliados" uma vez que para ter os valores mais rigorosos se deveria retirar todo o universo dos professores, o que julgo até subiria a estatistica ou a mantinha. Honestamente julgo que existe apenas um lapso...


De Levy a 29 de Julho de 2009 às 00:04
Caro Stran ,

mas estamos a falar de quê? Não leu a posta? O Tiago Moreira Ramalho baseou-se numa tabela divulgada pelo secretário de estado da administração interna, e que está no blogue do Paulo Guinote . Meteu o link na posta. Não foi lá? Veja como está escrito no nome "Paulo Guinote " tem associados 2 links , abra e veja.

Não há lapso nenhum.

Essa tabela refere que há 185 mil funcionários no ME. Valor que coincide grosso modo com os que estão na página das estatísticas do ME.
- Desses 185 mil, 50 mil são não decentes e 135 mil são docentes.
- Dos 135 mil docentes, 20 mil são contratados e 115 mil do quadro.
- Só os contratados foram avaliados em 2008.
- Dos 185 mil funcionários do ME, o governo apresenta como avaliados (em 2008) 160 mil.
- Dando de barato que os 50 mil não docentes foram todos avaliados, os outros 110 mil têm de ser professores.
- Como só foram avaliados contratos, há 90 mil professores do quadro que foram contabilizados erradamente como avaliados.
- 90 mil correspondem a 27% dos total de 330 mil que o governo admitia serem alvo do SIADAP .
- Se não foram avaliados, a taxa não é de 90%, mas sim mais baixa. e o número de avaliados também é mais baixo.

Acrescento ainda que há milhares de funcionários públicos nas autarquias (julgo que mais de 100 mil, só em Lisboa são 10 mil), milhares de médicos e enfermeiros nos hospitais, milhares de militares e milhares nas regiões autónomas. Dito de outra forma, o SIADAP apenas deveria ser aplicado a 200 mil.
Por isso não percebo o motivo pelo qual aparecem 135 mil professores nessa famosa tabela, que aconselho a consultar, caso contrário esta conversa não faz sentido.


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 01:29
Os 500.000 não incluem Autarquias!!!

Por isso o que tu me dizes é que existe 100.000 médicos e enfermeiros e 100.000 militares?


De Levy a 29 de Julho de 2009 às 00:12
E acrescento mais uma coisa para terminar a discussão, não percebo como é que uma coisa, como o SIADAP , que apenas se aplica a uma minoria de funcionários é utilizado para propagandear que avaliou 90% dos funcionários. Como é que isso é possível se só se aplica a pouco mais de 30%?


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 00:39
Bem antes de ir fica a minha resposta.

Primeiro peço desculpa mas apenas segui o primeiro link. Erro meu que julguei que era a mesma coisa.

Mas julgo que foi importante porque vem lá que o universo total da admnistração do Estado é de 508 900. Pelo que só cerca de 66% é que está potencialmente englobado. Quanto à questão dos professores, honestamente não sei muito bem se existiu ou não problema (necessitaria de saber dados mais concretos do que os que apresentas, pelo que irei analisar) e se foi introduzido erradamente o numero de professore. A ter acontecido isso melhorará a taxa de aplicação do sistema de avaliação, embora diminua o scope.


De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 00:20
O SIADAP não se aplica aos docentes. Os 330k funcionários públicos não incluem os profs. Foram avaliados 300k funcionários públicos, logo 90%. A gralha que motivou a confusão vem da notícia, já que aí incluem nos 330k os 135k profs. O que seria absurdo, já que implicaria que praticamente metdade dos func. publicos seriam profs.


De Levy a 29 de Julho de 2009 às 00:27
Precisamente. dos 330 mil, 185 mil referem-se ao ME. Se diz que os profes não estão nos 330 mil, então assume que os 185 mil são "não decentes" o que contraria as estatísticas oficiais do próprio ME e assume que no ME há 320 mil funcionários. O que não é verdade, apenas há 185 mil.


De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 00:49
Não, o que eu digo é que nos 330k não podem estar os 185k do ME. Só la´devem constar os funcionários não profs, ou seja (assumindo que há 135k profs) 50k.


De Levy a 29 de Julho de 2009 às 00:59
Nos 330 estão 185 do ME. Está na tabela divulgada pelo secretário de estado da administração interna. Pode vê-la neste vídeo que está nestes dois links:

http://educar.wordpress.com/2009/07/29/nada-como-um-discurso-claro-e-rigoroso/

http://lisboa-telaviv.blogspot.com/2009/07/enfim-e-fazer-as-contas.html


De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 10:51
Insisto que é na inclusão dos 185k funcionários do ME no universo dos avaliados pelo SIADAP que está a causa da confusão. E o facto de ser informação oficial não a torna um facto, já que ninguém está livre de gralhas.
Agora para rematar esta questão, acho que ela ilustra bem como nos dispersamos das questões fundamentais e perdemos o tempo com lana caprina. O que importa saber é: o modelo de avaliação do SIADAP está errado ? É errado avaliar os funcionários públicos ? Quais as alterações que preconizam ? Querem voltar à situação anterior ?


De Levy a 29 de Julho de 2009 às 02:06
Já viu isto:

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=7846C442-F62C-4C10-A2DC-5D800BC5B211&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 10:23
Boa conquista! Não há nada como criar um caso atirar os foguetes e apanhar as canas.

Sempre é um bom exemplo do tipo de politica em que estão interessado. Para ti é mais importante atacar pessoalmente o primeiro-ministro do que fazer um debate construtivo.

Como já expliquei anteriormente, dentro do próprio quadro está uma nota em rodapé em que se afirma que o total de elementos da Admnistração Central (logo não engloba a admnistração local, como tu disseste erradamente) são de 500.000. Ora sabendo que só existem cerca de 50.000 médicos e que o universo total potencial considerado é de 330.000 rapidamente se verifica que efectivamente alguns dos professores devem ter ficado de fora, senão mesmo todos dos que não estavam incluidos da avaliação.

Mais e como já disse anteriormente, se os professores foram incluidos por erro, a percentagem dos 90% irá ter a tendência para se manter ou até subir (visto que a taxa do ME é de 86% e retirar esse elemento diminui o peso do mesmo - pois sai dos avaliados E dos potenciais - na totalidade do universo).

Mais esta polémica serve apenas para:

a) demonstrar que não estão muito à vontade com números e percentagens;

b) que não sabem escolher o ponto de critica, neste caso não é os 90% que são relevantes (como disse será indiferente) mas sim o universo dos avaliados (que é cerca de 66%);

c) que perferem noticias dos jornais a dados concretos (embora estranhamente quando as noticias são desfavoráveis, já não existe essa confiança);

d) que querem imputar responsabilidades ao PM onde elas não existem, ou seja, querem personificar a politica;

e) que os temas que são importantes para vocês são temas "cosméticos";

Melhores Cumprimentos,

Stran


De Tiago Moreira Ramalho a 29 de Julho de 2009 às 10:28
Stran,

Alguns pontos:

1. O exercício começado pelo Paulo Guinote e continuado por mim é do mais elementar em democracia. É o povo que tem de escrutinar o poder.

2. O Primeiro-Ministro é responsável por toda a actuação do governo. É o que a Constituição diz e o bom-senso concorda com ela.

3. A notícia do jornal baseia-se em números do governo. A diferença é que da primeira vez apenas os copiaram para a notícia. Agora quiseram saber mais.

4. Eu não ganhei nada com isto. Ainda ninguém me ligou para nenhum cargo. Apenas a satisfação de um exercício fútil de propaganda que manchou a credibilidade que o Estado tem de ter, ter ido por água abaixo.

És lúcido que chegue, já mo provaste, para perceberes que aqui quem falhou foi o governo e José Sócrates, ao terem divulgado números falsos. Pior: ao terem feito disso propaganda - basta ver o vídeo da resposta.

Abr.

TMR


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 11:26
Tiago,

Quanto aos números já falei anteriormente mo outro artigo. Agora quanto aos pontos que referiste:

1. Eu nunca tinha dito que não era anti-democrático. No entanto o mundo ´feito de opções e que estás limitado (neste caso a uma pergunta), revela muito o que realmente consideras importante (embora a decisão é "binded" no espaço temporal). Escrutinar sobre um erro númerico é muito importante se estiveres numa aula de matemática e a professora cometer um erro. No entanto para mim não é isso que exijo de um PM. Não é que ele saiba ou não os números. Mas que ele resolva ou não os problemas que existem. E da ultima vez que vi ninguém "morre" por um erro estatistico.

2. Sim o PM é responsável, mas não atribuo responsabilidade por tudo o que acontece, pois:

- Achas se existir um erro sem impacto numa multinacional que o CEO é responsabilizado pelo mesmo?

- A maneira como estás a configurar a responsabilidade apenas serve para contribuir para o culto da personalida, para a imagem de "homem providencial", algo que recuso por completo e que como liberal como és também deverias ter alguns anti-corpos. Se existir um problema com graves consequências então o PM é o primeiro responsável (mesmo sem responsabilidades directas), no entanto um erro (e estou a presumir que existe um erro) destes não é de todo da responsabilidade do PM.

3. A noticia contém um grave erro como já te demonstrei anteriormente

4. Não disse que o fizeste para ganhar algum cargo, ou quer que seja. Foste claro no teu objectivo, fazer com que Socrates e o PS não seja re-eleito, mesmo que a consequência seja uma Primeira-Ministra pior e mais sufocadora que Socrates. São opções.

Sim, mesmo assumindo o erro (que ainda não é claro), o que é que há de relevante neste erro?


De Tiago Moreira Ramalho a 29 de Julho de 2009 às 11:34
Stran,

Tudo aqui é uma questão de verdade. Parece chavão de MFL, mas não é o caso.
O Governo, o PS utilizaram como bandeira de propaganda a avaliação dos func. públicos. Basta ouvi-lo no vídeo. Os números eram falsos. O governo deu à população informações falsas. Se foi deliberadamente ou não, não sei. Exijo uma clarificação.
Os números do governo não são para brincar. E a minha postura seria igual fosse que governo fosse. Este tipo de actuação é inadmissível.

A mim não me interessa que o PM saiba o número. Sinceramente, nem me fazia muita diferença se as estatisticas dissessem que tinha havido menos avaliados. Se tivessem sido 60% já teria sido um grande avanço. O que me custa é a mentira, é a descarada mentira. Para mim, um governo que mente sobre uma ninharia destas não merece o meu respeito. É aqui, na mentira, que está a questão toda. Propagandear um número falso é inaceitável.


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 11:49
1. "que me custa é a mentira, é a descarada mentira."

Primeiro julgo que é errado assumir um erro como uma mentira, senão sempre que cometeres um erro terei de assumir que disseste uma mentir. Mentir implica intencionalidade. Mais o erro como já te demonstrei prejudica a "propaganda" do governo que em vez de dizer 95% disse apenas 90%, portanto parece-me que foi um simples erro e nada mais. Mas o que me chateia é que nenhum de nós sabe ao certo quantos funcionários existem por ministério e isso é bem mais preocupante para mim.

2. A questão da verdade, infelizmente tenho de te dizer, é muito relativo para ti. Se isso fosse realmente importante nunca estarias a defender a MFL e o PSD.


De Tiago Moreira Ramalho a 29 de Julho de 2009 às 11:59
Eu já pedi as coisas ao Correio da Manhã.

E continuas a não perceber que não prejudica a propaganda, pelo contrário. É que o que está a ser dito é que a FUNÇÃO PÚBLICA foi avaliada em 90.2%. Nem anda a ser dito que foi pelo SIADAP. Para além disso, SIADAP significa, precisamente, Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública. Ou seja, apesar de os profs não serem avaliados com as mesmas regras dos restantes funcionários, entram para a aplicação do Sistema de Avaliação.


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 12:30
Tiago,

"Ou seja, apesar de os profs não serem avaliados com as mesmas regras dos restantes funcionários, entram para a aplicação do Sistema de Avaliação."

Não foi o que o 1º Ministro disse, nem o que é comummente conhecido.

"É que o que está a ser dito é que a FUNÇÃO PÚBLICA foi avaliada em 90.2%."

O que tem sendo dito por VOCÊS! É obvio que os 90,2% é do que eu já referi! epá lê o raio do rodapé. Está lá toda a informação relativamente ao numero de funcionários!

Os professores são avaliados aqui:

http://www.min-edu.pt/outerFrame.jsp?link=http%3A//www.dgrhe.min-edu.pt

Mais vou recapitular o que aconteceu:

- os dados doram apresentados pelo Paulo Guinote referentes ao SIADAP;

- tu fizeste a pergunta ao PM;

- o correio da manhã noticiou esse facto;

Já te dei tudo:

as contas, os novos números e agora o link para verificares que o SIADAP e a avaliação de docentes não são identicos.

Se quiseres não efectuar nenhuma correcção é contigo, mas honestamente já não existe nada de concreto.

Falharam na vossa análise e acabaram por criticar um não facto.

A unica coisa relevante é que perdeste a oportunidade para fazer uma pergunta mais importante ao nosso PM, e enquanto pode ser muito "interessante" como blogger, como apoiante de uma candidatura aumenta a tua responsabilidade, e se muitas vezes criticas a falta de responsabilidade dos outros, deverias reflectir muito bem sobre este episódio, pois é muito facil criticar (e eu sou um bom exemplo, se quiseres) quando não temos qualquer responsabilidade, mas quando temos a nosso comportamento deve mudar sob pena de sermos idênticos àquilo que criticamos.


De Tiago Moreira Ramalho a 29 de Julho de 2009 às 12:39
Stran,

1. O primeiro ministro disse que os professores não eram avaliados segundo o SIADAP na conferência. Também disse que não conhecia os números. Pela via das dúvidas, eu baseio-me no que o governo enquanto instituição deu a conhecer. E aí estão os professores. O que o governo e o PM (basta ouvires a conferência) disseram foi que 90.2% dos func. públicos foram avaliados. Isto é falso, falso, falso. E podes dar as voltas que quiseres, mas continuará a ser falso.

2. O que o Correio da Manhã noticiou não foi a minha pergunta. O que o CM noticiou foi a mentira dos números do governo. Lê a notícia com atenção, porque o meu nome nem aparece.

3. Tu estás a defender o indefensável. Nem os tipos do País Relativo conseguem explicar isto, por muito que o Hugo Mendes se tenha mexido na cadeira. Vê as coisas com objectividade e esquece quem lá está e quem eu defendo. Apenas te peço isto.

É que se continuamos nesta desconversa não vamos a lado nenhum. Esperemos pelos desenvolvimentos. O CM já ateou o fogo, vamos ver o que dizem os bombeiros.


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 13:12
Vamos há noticia:

1 "O caso embaraçou o primeiro-ministro, quando anteontem foi confrontado numa conferência com bloggers."

Quem o confrontou?


2. "O Ministério das Finanças (MF) anunciou sexta-feira que 90 por cento dos trabalhadores do Estado foram avaliados em 2008 (298369)."

A que número se refere 298.369?

3. "Na educação teriam sido avaliados 160174 dos 185228 trabalhadores"

E estes?

4. "Confrontado pelo CM, o MF disse que nos números estão incluídos os docentes avaliados no ano escolar 2008/09. Sem professores, só metade dos funcionários teria sido avaliado e não 90%."

Vamos ver se o MF disse mesmo isso (já que não existe nenhuma citação), quanto aos 90% já te demontrei anteriormente que não era assim.

5. "Na segunda-feira, o primeiro-ministro foi confrontado numa conferência de bloggers com os números anunciados pelo seu Governo e respondeu assim. 'Esses dados... isso não pode ser. Não posso responder a algo que não conheço', afirmou.

Quem fez a pergunta? qual era a pergunta?

6. "José Sócrates lembrou depois que os dados revelados pelo executivo diziam respeito ao Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), o qual não se aplica aos professores."

Bem esta nem vou comentar

"Tu estás a defender o indefensável."

O que é que achas que estou a defender? Achas que estou aqui a tentar"branquear" erro? Achas mesmo que a minha motivação é demonstrar que Socrates é um "santo"?

A minha posição aqui não tem nada a ver com Socrates, nem sequer com o suposto erro. Todos estes calculos e o esforço para ir buscar a informação não tem a ver com Socrates mas contigo. Tem a ver com o facto de que se tivesses analisado um pouco melhor verificarias, como eu fiz aqui, que o tema rapidamente perdia de importancia. Tem a ver com o facto de que a responsabilidade, não é algo apenas para os outros. Que tu e os outros 19 bloggers tiveram uma oportunidade unica na história portuguesa. Nunca antes 20 cidadãos tiveram a oportunidade de questionar um primeiro ministro em funções, e que ainda por cima está num momento que é fundamental para Portugal. E quando se está na politica, e tu neste momento estás na politica, tens que se assumir essa responsabilidade.

Que os erros têm consequências, que o facto de teres perdido tua oportunidade para esclarecer sobre situações que tem impacto directo na sociedade, não é recuperável. E que quando se exige responsabilidade dos nossos governantes só o podemos fazer se nós próprios assumirmos essa responsabilidade.

Sem esta ultima mudança não podemos esperar nada de novo da nossa politica. Sem isso, palavras como "verdade" ou "responsabilidade" são meras armas de arremesso sem nenhum significado real!

Desculpa mas é assim que eu vejo politica e que estou na politica!


De Tiago Moreira Ramalho a 29 de Julho de 2009 às 13:16
1. Eu não tenho nenhuma obrigação para com ninguém e não representei ali ninguém que não eu próprio. Para representar o povo, há o Parlamento.

2. Se isto tem ou não importância, caberá a cada um decidir por si.

Esperemos pelos próximos desenvolvimentos. Certamente haverá mais notícias e aí podemos perceber o que realmente aconteceu. Até lá, apenas pode haver dúvidas como as que demonstrei.


De Stran a 29 de Julho de 2009 às 14:18
1. Não é obrigação, é responsabilidade. E essa tu tinhas, quer a quisesses, quer não. E a responsabilidade não é algo que se ganha ou perde com um documento formal, mas sim inerente a uma ocasião ou um facto. E já agora eu nunca disse que representavas alguém que a ti próprio...

2. Sim.

estou ansioso para ver os próximos avanços.


De Paulo G. a 2 de Agosto de 2009 às 23:03
Isto é simples:
A Adm. central tem cerca de 510.00 funcionários.
desses, oficialmente o Governo afirima que 330.000 estavam em situação de ser avaliados (não sei o que se passa com os outros quase 180.000).
Desses 330.000, perto de 300.000 terão sido avaliados.
nesses 300.000 aparecem 160.000 funcionários do ME.
Ora é impossível que esses 160.000 corresponam a pessoal não docente (c. 35.000) e a funcionários dos serviços centrais e regionais do ME.

O próprio PM disse ter dados fresquinhos que apontam para a avaliação - em 2009 e não 2008 - de 60.000 professores.

Logo aquele número para o ME é completamente desfasado de qualquer realidade.

É FALSO.
Não há volta a dar.
Falso.


De Vera Santana a 11 de Agosto de 2009 às 11:05
Engraçado: o título fala do SIADAP mas não se fala nunca da aplicação do SIADAP, i.e., da avaliação dos funcionários públicos da Administração Central, avaliação que tem sido muito contestada mas pouco mediatizada. Porque será?

Vera Santana


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