Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 18 Set 2009, às 00:01

Caso o PS vença, os destinos do país podem passar mesmo pelo Bloco de Esquerda. Será mesmo isto que os portugueses desejam? 


3 comentários:
De tric a 18 de Setembro de 2009 às 01:53
só de pensar que ha poucos dias gozava-se com essa hipotese...

não deixa de ser interessante verificar que toda a esquerda portuguesa é a favor das Grandes Obras Publicas, pelo menos uma coisa ja tem um projecto em comum...Endividar Portugal !


PS- um voto no CDS é um voto na coligaçao PS/BE





De ApoiantedoBE a 18 de Setembro de 2009 às 11:19
Acordem, antes que seja tarde! Eu voto no BE desde a sua fundação e pela primeira vez na vida pondero votar no PSD. Porquê? Porque quero que Sócrates saia da liderança do PS. Para mim tal é (estrategicamente) mais importante que mais um ou dois pontos percentuais de crescimento do BE . Como eu haverá mais eleitores, tradicionais apoiantes de BE , CDU ou PS, e que querem acabar politicamente com Sócrates. E que sabem que tal só será conseguido se o PSD tiver mais votos que o PS. Será difícil conseguirem muitos votos entre os eleitores habituais de BE e CDU, devido à distância ideológica, mas poderão consegui-los em números significativos entre os que votam habitualmente no PS mas estão fartos de Sócrates. O vosso problema é que tais votantes em média estarão ideologicamente mais perto de BE /CDU do que do PSD. Como impedir que eles migrem para BE /CDU em vez do PSD? Não é atacando (ideologicamente) o BE ou CDU! Por exemplo, tal tipo de leitor não se assustará com a possibilidade do BE se coligar com o PS, pelo contrário, mas assustar-se-á com a possibilidade de Sócrates manter-se à frente do PS e do País.

Parece-me assim claro que o PSD, se quiser ganhar as eleições, tem nesta última semana de torná-las num referendo a Sócrates. Nesta altura só se muda o sentido dos votos apelando às emoções, e a emoção claramente maioritária no País, da Esquerda à Direita, é um profundo desprezo por Sócrates. É esta maioria que o PSD tem de tentar congregar em torno de si. Por isso, a notícia em causa devia ter sido apresentada da seguinte forma: como podem todos ver, um voto no BE é um voto em Sócrates (e não, um voto em Sócrates é um voto no BE !), votem antes no PSD. Outro aspecto que podem salientar é que é preciso impedir que o País acorde após as eleições profundamente dividido entre os pró e os anti-Sócrates , e tal só se consegue se o PSD ganhar as eleições.

Concentrem a vossa campanha no lema: ou votam PSD ou têm de novo Sócrates à frente do PS e do País. Parem com os ataques (nomeadamente ideológicos) a qualquer outro partido, seja ele BE , CDU, CDS, ou mesmo PS. Há muitos tradicionais votantes do PS que poderão votar PSD contra Sócrates, não os escorracem com ataques ideológicos à Esquerda e a políticas apoiadas pela Esquerda. Querem ganhar ou não?

Eu sei que o PSD tem um problema à sua Direita chamado CDS, e que pode obter alguns votos aí agitando o papão do comunismo BE /CDU). Mas estou convencido que haverá mais voto útil anti-Sócrates ) a congregar pela Esquerda/Centro do que pela Direita.


De ApoiantedoBE a 18 de Setembro de 2009 às 15:12
Como prova do meu comentário anterior, olhem bem para os resultados detalhados da última sondagem da CESOP-UC, em particular os respeitantes aos 19% de indecisos. Podem ser encontrados aqui:

http://margensdeerro.blogspot.com/2009/09/indecisos.html

Á primeira vista as características deste grupo de pessoas pouco parecem diferir das da população em geral, em particular no que concerna à distribuição das preferências partidárias e orientação ideológica. São maioritariamente mulheres, mas tal não me parece significativo. O que me parece relevante é a avaliação média que fazem dos vários líderes partidários: Sócrates é o menos apreciado (e Portas não fica longe); Louçã é de longe o mais apreciado. Ou seja, neste momento os indecisos são gente que não gosta de Sócrates, não sabe bem em quem votar mas tende para o BE em detrimento do PSD. Concentrem-se neles! Repitam até à exaustão que Sócrates só desaparece da vida política portuguesa se o PSD vencer!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
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