Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 18 Set 2009, às 01:09

A presente encruzilhada fez-me lembrar uma situação que a minha família viveu há muitos anos atrás com um problema súbito de saúde que aconteceu à minha avó. Procurou-se, por isso, ir a uma médica que tinha a fama de ser muito experiente. O aspecto do seu consultório era  um pouco antiquado, ficava num prédio velho, numa transversal da rua do Ouro. Lembro-me que as escadas eram ainda em madeira, a sala de espera não era muito cómoda, mas o pior de tudo foi o diagnóstico da dita médica. Para ela, a minha avó estava com cancro e necessitava iniciar, o quanto antes, os tratamentos com cirurgia e quimioterapia. Como é óbvio, a minha família ficou muito perturbada com a notícia. Lembro-me que nessa noite houve muito choro e tristeza em todos nós.
Em alternativa, procurou-se ouvir uma segunda opinião. Fomos, então, ouvir uma outra médica, mais jovem, com um consultório mais moderno, com muito bom aspecto, situado em plena  Avenida da República. Após a consulta, a médica, em tom simpático, disse à minha avó para não se preocupar porque o seu problema tinha a ver com a mudança de idade e seria facilmente resolvido com uns quantos comprimidos. Lembro-me do enorme alívio que foi nesse dia e o quanto lá em casa se censurou a primeira médica por ter apresentado um diagnóstico totalmente alarmista e assustador.
Epílogo da história: Passados uns quantos meses a minha avó, após ter iniciado tardiamente os tratamentos adequados, veio a falecer, vítima de cancro.
E, nós, dia 27, que “médica” vamos escolher ?
 


3 comentários:
De Luís a 18 de Setembro de 2009 às 07:45
Sem comentário!


De Anónimo a 18 de Setembro de 2009 às 10:31
Já podemos começar a chorar? Avise que gente começa...

(Acho que esta ainda é melhor que a do orfão LOL)


De João Saraiva a 18 de Setembro de 2009 às 18:44
Miguel,
Compreendo a sua história e o que pretende transmitir com ela. Mas, infelizmente, neste momento, o que conta mais não é o conteúdo ou o que se diz, mas como se diz e o aspecto de quem o diz.
Lamento
JS


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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