Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
publicado por Sofia Rocha em 18 Set 2009, às 10:17

Ontem já se tinha ouvido dizer que a Dra. Manuela Ferreira Leite tinha sido questionada pelos PIN. Hoje voltei a ler sobre o assunto.

Eu tenho uma declaração a fazer ( sim, sem ser essa de que vou votar PSD nas legislativas), é que eu me apaixonei pelos PIN em 2006. Ou seja, quando trabalhadora por conta de outrém no departamento jurídico de uma empresa, nos deparámos com um problema bicudo para resolver.

Aquilo que caracteriza os PIN, aquilo que é o verdadeiro achado dos PIN, é que suspende os instrumentos de regulamentação do território. Isto é: se eu apresentar um projecto PIN para uma zona que no PDM diga que é zona agrícola, e se o projecto for aprovado, o PDM fica suspenso e eu posso lá fazer o bem dito projecto. Seja uma fábrica, uma grande superfície, ou um campo de golfe.

Ou seja, o que interessa nos PIN é que, por causa dessa suspensão, posso dar ao território um uso completamente diferente do estipulado no PDM. Com esse fim em mente, basta apresentar o projecto.

Agora o projecto. O projecto tem de demonstrar o seu potencial e declarar que vai cumprir meia dúzia de requisitos. As entidades envolvidas deliberam em conjunto e em pouco tempo. A seguir vai para o Conselho de Ministros para aprovação.

Os projectos PIN são assim como o book das aspirantes a modelo, têm de caprichar na apresentação. Sobre a real capacidade intelectual das raparigas ou do seu carácter nada nos é dito. O que verdadeiramente importa é que a candidata demonstre todo o seu potencial, que não seja apenas uma PIN, mas que tenha em si alma de PIN-UP.

Há inclusivé um factor que me fez ficar completamente rendida aos PIN. É que não é tão radical como os júris de concursos de beleza. Aí, as modelos têm de ter uma altura mínima e um peso máximo.

Nos PIN não é assim. Por exemplo, um dos requisitos é o respeito pelos critérios ambientais. Todavia, como se viu no caso de Castanheira do Ribatejo, do Tejo e dos seus sapais, isso não foi obstáculo ( pode ser consultado no DR). A brutal plataforma logística foi autorizada através de um PIN.

Moral da história: pode ser baixinha e gorda, mas se tiver alma de PIN-UP, passa!

Lá na empresa ficámos apaixonados e completamente rendidos aos encantos e a tanto potencial.


1 comentário:
De henrique pereira dos santos a 18 de Setembro de 2009 às 14:37
Sobre os PIN escrevi uma das críticas mais duras que alguma escrevi sobre o meu governo (http://ambio.blogspot.com/2006/06/interesse-nacional-e-estado-democrtico.html#comments), sendo insuspeito de simpatia pelo sistema, mas simplesmente não é verdade que o estatuto PIN suspenda qualquer instrumento de gestão territorial.
henrique pereira dos santos


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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