Sábado, 19 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Freitas em 19 Set 2009, às 16:09

 

Percebo bem a irritação do PS com o programa do PSD para a Saúde.

Garantir a universalidade de acesso aos cuidados de saúde – sabendo que hoje se morre pior ou nasce melhor consoante o quilómetro em que nos encontramos –, é correcto e substantivo. Mas irrita o PS.
Apostar em equipas de saúde familiar de seguimento ao longo da vida – sabendo que hoje nem a consulta aguda episódica se tem com facilidade – está validado no mundo desenvolvido e é tecnicamente competente. Mas também irrita o PS.
Reforçar a autonomia das unidades de saúde com crescente liberdade de escolha pelos doentes – sabendo que hoje se desperdiça no sistema e se poupa na doença –, constitui o principal desafio de sustentabilidade, de qualidade assistencial e de segurança dos doentes para os prestadores públicos, privados e sociais. Mas é também irritante para o PS.
Já com a empresarialização dos hospitais e a rede de cuidados continuados de Luís Filipe Pereira o PS se irritou. Ou com a aposta nos genéricos.
 

O PS irrita-se na razão do PSD. Sabe que o programa tem verdade e gostava de fazer o mesmo. Sabe que é sério tanto quanto sabe que é falso reclamar louros na mortalidade infantil.
Apesar de doentia e recidivante, a irritação do PS tem prognóstico favorável. Sai com uma cura de PSD.
 


1 comentário:
De Helena Dimas a 20 de Setembro de 2009 às 12:57
Acho que tanta irritação mútua não justifica que vão buscar uma imagem publicada originalmente pelo Bloco de Esquerda (e depois repescada pelo Movimento do Manuel Alegre). Ao menos ponham lá o crédito à rapaziada.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
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