Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
publicado por Alexandre Homem Cristo em 21 Set 2009, às 00:17

'Cuidado com a Direita' dizem os socialistas. Este é um exemplo do uso de um mito na política do Portugal de hoje. Um recurso, aliás, antigo na política, particularmente apreciado nas décadas de 1920 e 1930 quando da formação dos regimes autoritários europeus que assombraram o século XX. Acreditavam alguns, nesse período, que na força do mito repousava o papel histórico de um povo e a legitimação do líder, consagrado pela oposição a um inimigo político nacional. E uma das razões pelas quais é um 'instrumento' tão útil é porque o mito, pela sua natureza, dispensa rigor e argumentação, pois baseia-se na fé e no medo.

 

À sua escala, é este uso do mito na política que tem sido recuperado pelo PS como bandeira eleitoral. E para o ilustrar nem é necessário recorrer às declarações que por aqui e por ali os discípulos socialistas têm espalhado: é o próprio José Sócrates aquele que mais insiste nesse mito. Procurando apelar às paixões da maioria sociológica de esquerda, incutiu o medo de um Governo de Direita. Procurando atacar a alternativa de Governo, Sócrates identificou no PSD "um certo espírito do salazarismo", em artigo publicado no JN. Ainda, qualifica insistentemente Manuela Ferreira Leite de 'retrógrada' e tem afirmado, muito erradamente, que este é o PSD mais à Direita (conservadora) de que há memória. E, para reforçar tudo isto, este fim-de-semana tentou colar ao PSD a xenofobia típica à extrema-direita europeia.

 

É curioso que, depois de alguns dos nossos intelectuais da esquerda terem, demagogicamente, tentado colar o slogan do PSD aos grandes totalitarismos do século XX, seja precisamente o PS a usar dos recursos estilísticos preferidos por esses regimes. Sócrates, em nome do 'interesse geral do país', glorificou-se em campanha, transformando os seus adversários em inimigos públicos. Esperemos que seja este o seu derradeiro golpe na democracia portuguesa.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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