Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
publicado por Vasco Graça Moura em 22 Set 2009, às 09:30

No dia 27, os portugueses vão dizer se querem um primeiro-ministro completamente descredibilizado, marcado pelo labéu das pantominas sucessivas e da distorção consciente da realidade, inepto aos olhos de toda a gente para resolver os problemas do país e apenas capaz de aumentar a ignomínia do buraco tremendo que ele mesmo veio a escancarar ao longo destes anos.

 

Ou vão dizer se preferem uma primeira-ministra que faz uma regra de vida dos princípios democráticos, do rigor e da sensatez competente e que exprime desassombradamente em voz bem alta o que muita gente não tem a coragem de dizer, por temer represálias onde elas menos seriam de esperar.

 

Uma primeira-ministra que não condicionará a sua acção a pressões e muito menos a asfixias, não andará a manipular a comunicação social, não entrará pelos domínios da fantasia descabelada e das promessas estéreis, recusará os projectos megalómanos e suicidas, e saberá encontrar nas suas prioridades de lutar, por intervenções de proximidade sustentáveis, contra o desemprego e o seu agravamento.

Uma primeira-ministra que dá a garantia de se recusar a hipotecar o futuro e a comprometer os recursos da Segurança Social, ao contrário do que está a ser feito pelo actual Governo com as suas catadupas de benesses a torto e a direito, que só podem estar a ser pagas pela Segurança Social, uma vez que não têm suporte no orçamento de Estado e não há orçamento rectificativo.

Uma primeira-ministra que saberá concentrar-se no essencial, ao contrário do seu principal adversário cujos apaniguados instigam e remastigam histórias requentadas na comunicação social, tentando distrair a atenção dos portugueses e porque estão completamente desesperados com o rumo que as coisas levam.

Não se pode votar em quem não merece a mínima confiança e por isso não se pode votar em José Sócrates. Deve-se votar em quem tem mostrado que sabe o que faz, com independência, competência e categoria e por isso deve-se votar em Manuela Ferreira Leite.


5 comentários:
De A A a 22 de Setembro de 2009 às 10:21
Conto 13 posts depois da notícia do afastamento de Fernando Lima e nem uma linha sobre o assunto...

Nem uma linha sobre asfixia democrática...

Humm , não me digam que até o jamé foi asfixiado. Sócrates, deixa-os respirar por favor!


De Raúl Ferreira a 22 de Setembro de 2009 às 10:22
Nem uma única palavra sobre o Exmo. Sr. PR! Nem na RDA o branqueamento era tão flagrante...


De Rui Pinho a 22 de Setembro de 2009 às 11:06
Realmente, estes dois Srs que andam aqui à procura de comentários sobre o Lima, se calhar deviam ler apenas blogues que lhes falam sobre o que querem ler... E já agora, o branqueamento é tal que o seu comentário foi postado. E as empresas continuam a fechar, o desemprego a aumentar, a divída publica a disparar e estes srs da esquerda (dita social) preocupados com demissões de assessores. Já ninguém quer saber do País. À boa maneira do PREC, o importante mesmo é a utopia a comandar-nos os destinos. depois que venha alguém arrumar a casa enquanto eles se entretêm a ganhar umas lecas como comentadores num qualquer canal de notícias...


De Misugi a 22 de Setembro de 2009 às 10:45
Sim...votar Sócrates é impensável. Não lhe reconheço competência para governar Portugal...
Apesar de perceber o discurso de MFL...ainda não me convenceu totalmente (principalmente na questão do Serviço Nacional de Saúde)....em ultimo caso voto em BRANCO, o meu voto só é útil á minha consciência!

Vejo aqui comentários sobre o Presidente da Republica e a rábula das escutas...não percebo o que tem a ver ! O Senhor Lima meteu-se onde não devia e o chefe despediu-o ! Simples, como em qualquer instituição. Realmente não entendo !


De Maria Araújo a 22 de Setembro de 2009 às 11:42
Gostei deste post.
Parabéns pelo destaque.
Penso que é aqui na blogsfera onde se aperende e tem consciência do que se passa por este país.
Gostaria que despertasse uma juventude política consciente, justa e capaz de mudar este país dentro de 4 anos.
Agora iremos votar nos mesmo, porque a variedade é a mesma.
E há tanta gente jovem com competência para...
Cumprimentos


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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