Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
publicado por Manuel Pinheiro em 21 Set 2009, às 23:03

O processo começou durante o cavaquismo, com crescimento económico forte, taxas efectivas progressivamente mais baixas no crédito à habitação e com umas mais ou menos bonificações. A expectativa de um país alinhado com uma certa ideia de Europa e prosperidade enraizou-se. Com Guterres, mesmo com a travagem do ritmo de convergência face à Europa, o euro criou condições de crédito favoráveis para as famílias e estas, sobretudo as jovens,  endividaram-se. A ideia era mais ou menos esta: comprar casa é caro, mas é um investimento, o meu rendimento hoje com os meus 25 ou 26 anos não é muito elevado, mas daqui a 5 ou 10 anos será muito mais alto, pelo que o sacrifício que se faz agora desaparece com o crescimento do rendimento disponível. Década e meia depois de socialismo quase ininterrupto sabemos onde estamos: não só o rendimento das famílias não subiu especialmente nos jovens como há um problema de empregabilidade e de qualidade, a vulga "precariedade". A geração recibo verde sabe isto melhor do que ninguém, a qualificação não garantiu nem rendimentos crescentes nem continuidade na empregabilidade. No meio de tudo isto, até admira a coragem dos números da natalidade, parte dela apenas possível por apoio dos pais e avós.

 

É sobretudo esta herança que vai a votos no Domingo, com a hipótese séria de uma mudança, que, com a modéstia necessária na política e nas suas possibilidades, possa dar o seu contributo para recolocar o país a crescer a níveis decentes.


4 comentários:
De Jacobino a 21 de Setembro de 2009 às 23:52
F-E-R-N-A-N-D-O L-I-M-A.

vocês são 32, pá.

um que diga qq coisa, vá... pode ser o VGMoura. não, não... o Rangel! isso. o Rangel. epá mas o rangel no cavaquismo, era do cds...
realmente é capaz de ser difícil.


De AL`garvio a 22 de Setembro de 2009 às 00:53
Então,não se passou nada hoje?
Asfixia democrática ainda vale ou não?Vão falar com o Sr.Silva que ele explica-vos.


De nmcaf a 22 de Setembro de 2009 às 01:03
Dia negro para Portugal e o Jamais está calado. Também foram atacados pela asfixia democrática?


De Doe, J a 22 de Setembro de 2009 às 07:14
Não se passou nada? Passou sim! Enquanto se discutem tricas vai passando despercebida a verdadeira conquista do socialismo à portuguesa.

"O défice do Estado regista uma média diária próxima de 36 milhões de euros, o que significa que em cada hora que passa o buraco entre as receitas e as despesas é de 1,5 milhões de euros"
http://u.nu/3sda3

Assim, nada é mais importante do que ir criando e alimentando telenovelas até dia 27 para entreter e distrair quem, no final, irá pagar a conta da festança.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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