Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
publicado por Paulo Marcelo em 22 Set 2009, às 11:13

 

Mais do que episódios mal explicados das relações entre Belém e S. Bento, o que está em causa nestas eleições é avaliar quatro anos de governação. Nada melhor para isso do que avaliar os resultados, mesmo antes da chegada da crise. Se o fizermos, vemos que a economia portuguesa esteve anémica durante quatro anos, crescendo sempre abaixo da média europeia. O nível de vida desceu de 74.7% (2004) para 73.9% (2008). O défice externo subiu, no mesmo período, de 6.1% para 10.6%. E a dívida externa de 64% para uns alarmantes 100% actuais. Os indicadores sociais actuais são péssimos, com o desemprego a afectar meio milhão de pessoas e a pobreza e a criminalidade a subirem.


Apesar das condições favoráveis (maioria absoluta parlamentar e um Presidente cooperante)  os resultados mostram que este Governo não conseguiu fazer avançar o nosso País. Comparando com o que era há quatro anos, Portugal é hoje um país mais pobre, mais endividado e menos competitivo.

 

Não deixemos que  temas laterais nos desviem a atenção do essencial. O que está em causa nas próximas eleições é decidir se queremos ou não mais quatro anos do mesmo.


7 comentários:
De Carlos Dias Ferreira a 22 de Setembro de 2009 às 11:52
Paulo:

Eu estou de acordo consigo, isso é o mais importante mas TODOS devemos ter MEMÓRIA na altura de votar e entre a credibilidade da Dra Manuela Ferreira Leite e as mentiras, trapalhadas, golpes baixos, atitudes ditatoriais, censura, de um fulano armado em vitima, e que se diz socialista como este presidente do conselho de ministros (infelizmente para o país ainda o é) a escolha não é dificil, saibamos traduzir isso de forma convicta e real votando PSD.


De hbaltazar@empower.pt a 22 de Setembro de 2009 às 12:30
Não são só os últimos quatro anos que estão sob avaliação. É certo que o passado conta (mas porquê limitá-lo a quatro anos?), mas é conveniente não esquecer o futuro. E aí, contam também os programas e projectos.
A ideia de que só contam os últimos quatro anos pertence à escola de que não é a oposição que ganha as eleições, são os governos que as perdem. Mas é uma visão pobre e, ainda por cima, propícia ao populismo. Se assim fosse, não valeria a pena apresentar um projecto para o país, bastava dizer mal do adversário.


De Vitor Fonseca a 22 de Setembro de 2009 às 13:26
O que está em causa no domingo?

Parece-me evidente.

A Re-eleição de Cavaco Silva!


De Filipe a 22 de Setembro de 2009 às 15:22
Sempre pensei que Cavaco teria a passadeira estendida para a sua reeleição (como todos os Presidentes da República em exercício). Mas depois deste triste episódio - a que podemos juntar aquela outra não-reacção no caso de Dias Loureiro no Conselho de Estado -, quer-me parecer que as próximas presidenciais serão bastante mais interessantes do que imaginava. É que duvido muito, mas mesmo muito, que este caso esteja perto de ser esclarecido na íntegra.


De Pedro Alexandre Rodrigues a 22 de Setembro de 2009 às 16:31
Elogio a clarividência do autor deste apontamento pelo facto de se focalizar em analisar estes indicadores fundamentais para o futuro de qualquer sociedade. Tenho pena que estas questões não sejam mais aprofundadas na agenda politica actual.


De João Cardoso a 22 de Setembro de 2009 às 21:17
Conselho, ler documento de certo instituto
http://www.institutosacarneiro.pt/archive/doc/IFSC-Sintese_Mensal_de_Indicadores_Agosto_2009.pdf
Primeira linha, Primeiro quadro, Contexto Económico, Nível de vida.
Capaz de ter uma surpresa.


De Tiago Julião Neves a 22 de Setembro de 2009 às 21:23
Caro Paulo,

Podia responder, mas o excelente post do Carlos Santos tritura de forma metódica os disparates e manipulações deste seu post. Ver http://simplex.blogs.sapo.pt/309000.html

Aliás começa por passar ao lado de um acontecimento gravíssimo com uma facilidade surpreendente e que naturalmente o Jamais continua a não saber digerir.

Não há neste País uma alma caridosa que ofereça um calendário (para saberem quando começou a crise) e um relógio (para cronometrarem a asfixia interna) ao Jamais?

Cumprimentos


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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