Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 23 Set 2009, às 15:16

O apoio do governo português ao egípcio Farouk Hosni é uma vergonha para a nossa diplomacia. À excepção de Portugal, apenas a Itália de Silvio Berlusconi não votou na  búlgara Irina Bokova, que venceu a eleição. Farouk Hosni é um anti-semita, com declarações no passado contra o estado de Israel e conhecido pelas suas posições de censura e de perseguição a artistas egípcios. O que terá levado o governo português a dar esta indicação de voto ao embaixador português na UNESCO?  


Este governo tem tido posições vergonhosas no que diz respeito à política externa, como ainda recentemente vimos com a deslocação do ministro Luís Amado aos festejos(?) dos 40 anos da ditadura líbia. Também na política externa este governo tem actuado de forma miserável e terceiro-mundista. 

 

Adenda:

Conheça o homem que José Sócrates apoiou para liderar a UNESCO, por Bernard Henri-Lévy


4 comentários:
De Amêijoa Fresca a 23 de Setembro de 2009 às 17:17
E Manuel Maria Carrilho recusou "dar o corpo" à hipocrisia socrática:

Foi ruidosa a bofetada
por razões evidentes,
para gente disparatada
de valores decadentes.

Um gesto de dignidade
justificado pela razão,
com tanta anormalidade
misturada com ilusão.


De BB a 23 de Setembro de 2009 às 17:56
Outra noticia de hoje sobre as prioridades diplomáticas actuais (sobre Macau, no Wall Street Journal)

http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204488304574426163770645736.html


De Gonçalo Soares a 23 de Setembro de 2009 às 20:32
e o Brasil também apoiou este cavalheiro, apesar de no início da corrida Márcio Barbosa, brasileiro, director adjunto da UNESCO, estar muito bem posicionado para o cargo. Defeito? É do PSDB.


De nossasenhoradoimpossivel a 24 de Setembro de 2009 às 14:46
É bom não esquecer que certos sectores do PS por vezes, para além do terceiro-mundismo, cegam com o anti-americamismo primário e adoptam posições perfeitamente delirantes. O grande anti-fascista Dr. João Soares, por exemplo, prestou apoio político e pública homenagem ao genocida Slobodan Milosevic num momento em que este ameaçava uma limpeza étnica no Kosvo, oprimia e roubava sem escrúpulos o seu próprio povo e tinha já cometido gravíssimos crimes contra a humanidade na Sérvia, na Croácia e Na Bósnia. Sendo Portugal um País da NATO e podendo haver portugueses envolvidos em operações militares contra a Sérvia de Milosevic, João Soares colocou-se do lado de Milosevic. Depois ainda diz que não precisa de lições de patriotismo!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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