Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 24 Set 2009, às 00:24

Há uns dias atrás um conjunto de professores protestava na rua contra a política de educação do governo PS. Inclusive, um dos cartazes exibidos dizia que se estas fossem umas eleições para o Inferno, se se tivesse que escolher entre o Diabo e Sócrates, votariam no Diabo.
Só quem esteve a leste da vida dos professores no ano lectivo transacto é que não se apercebeu verdadeiramente do que foi o seu dia a dia, as pressões, as suas incertezas,  ansiedades e desmotivação. Os professores foram tratados com o maior desprezo pelo PS, tendo-lhes sido imposto um regime de avaliação "feito à martelada", cheio de injustiças e lacunas. Todo o corpo docente serviu de cobaia para experiências que se foram fazendo ao longo do ano lectivo e que eram depois remendadas com mais um decreto-regulamentar, mais um despacho, mais uma portaria que esclarecia, aditava, emendava ou revogava tacitamente (para não dar o braço a torcer) o que semanas antes tinha sido decretado com altivez e arrogância. A esse propósito foram elaborados dezenas de pareceres e informações internas quer pelas Direcções Regionais de Educação, quer pela própria Direcção Geral de Recursos Humanos, obrigando os respectivos juristas a interpretar e aplicar (com grandes  golpes de rins, diga-se) dispositivos legais pessimamente redigidos e até contraditórios.
Em suma, o governo andou a brincar com os professores, fomentando um ambiente de mau estar generalizado. Ainda hoje mesmo muitos deles vivem situações de indefinição e há inúmeros recursos, reclamações e impugnações pendentes que aguardam o desfecho das eleições do próximo domingo.
O PSD é muito claro na página 22 do seu programa ao referir que  “Suspenderemos, (...)  o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis
É óbvio que, para mim, o voto certo seria no PSD de MFL. Mas, para não cair em pretensiosismos, aqui deixo uma mensagem aos professores que visitam o nosso blogue,  fazendo minhas as palavras de ordem de alguns desses professores nessa manifestação “Votem em quem quiserem, menos no PS de Sócrates.”
 

P.S.- Entretanto, para tentar recuperar o voto dos professores, o PS usou mais um golpe baixo. Este ano excepcionalmente as regras de concurso para a colocação de professores foram particularmente "generosas", ao inexistirem  penalizações para mudanças ou rejeições de horários por parte dos professores colocados. Diga-se que também acho positiva a possibilidade dos professores poderem rejeitar ou alterar a sua colocação de acordo com as suas necessidades pessoais. Mas daí a fazerem-no em cima do inicio do ano lectivo, levando a que muitas escolas que tinham as colocações efectuadas estejam, agora, sem professores, só mostra o desespero do PS na conquista de mais votos.


5 comentários:
De sergio_alj a 24 de Setembro de 2009 às 00:32
Se mesmo assim o PSD não vencer será um rude golpe para os laranjinhas!!!
Nem com 4 anos de má governação conseguem vencer...


De MJP a 24 de Setembro de 2009 às 01:47
Quem vive há anos nas escolas não vota Sócrates mesmo que ele agora lhe oferecesse o céu.
Os mais novos podem ser enganados, mas ao aterrar nas escolas começam a sentir o peso da papelada. Projectos, relatórios, propostas caem-lhes em cima às resmas porque são eles que têm mais turmas. Com a avaliação, então, endoideceram todos e não se faz outra coisa que produzir evidências, ou seja traduzir tudo (mesmo tudo) para papel.


De NQ a 24 de Setembro de 2009 às 10:21
Se queres ser masoquista, vota Partido Socialista!


De NQ a 24 de Setembro de 2009 às 10:29
Quem quer ser masoquista, Vota Partido socialista!


De joão a 24 de Setembro de 2009 às 11:43
e suspendem a cdivião da carreira docente entre professor titular e professor ao arrepio do que MFL defendeu no passado

e isso é falta de credebilidade
profesores vão votar em qual PSD no que não queria recuos na politica de educação ou no psd populista que diz o contrário?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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